A ênfase nas comunidades locais não é a chave para o paraíso.

Mesmo Marx, ao elogiar as cooperativas de trabalhadores como o prenuncio de uma nova ordem reconheceu que tais cooperativas não tem como deixar de reproduzir todas as deficiências do sistema vigente.

Assembleia Geral discute temas de interesse das comunidades locais de Tiquié e baixo Uaupés.

Nos EUA e em alguns países da Europa, principalmente, tem havido uma forte disseminação da ideia de que o foco no desenvolvimento local é a chave para a humanidade superar a crise ambiental e social e promover o bem estar individual. A proposta central desta solução “comunitária” consiste em substituir localmente os produtos hoje importados para a região. Lotes menores de produção, métodos de fabricação mais intensivos em mão de obra, tecnologia adequada à escala e otimização do transporte representam uma expansão do movimento de produção sustentável de alimentos.

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Além da economia de mercado.

O socialismo fracassou e agora, vinte anos após a queda do muro de Berlim, assistimos à falência do capitalismo e de seu fundamentalismo de mercado.”

Vinte anos da queda do muro de Berlim.

O artigo do historiador britânico Eric Hobsbawn intitulado “Beyond the free market” ajuda, e muito, a caracterizar o que se entende por pós-capitalismo. Vamos a ele, traduzido para o português, e, bom proveito.

O breve século XX foi uma era de guerras religiosas entre ideologias seculares. Por razões mais históricas do que lógicas, o século passado foi dominado pela oposição entre dois tipos de economia mutuamente excludentes: o “socialismo”, identificado com as economias centralmente planejadas do tipo soviético, e o “capitalismo”, que cobriu todo o resto.

Esta aparente oposição radical entre um sistema que tentou eliminar a busca do lucro pela empresa privada (ou seja, o mercado) e outro que procurou eliminar qualquer restrição do setor público e outras sobre o mercado, nunca foi realista. Todas as economias modernas devem combinar o público e o privado de variadas maneiras e intensidades e de fato o fazem.

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O capitalismo, como tudo, teve início e terá fim.

“Há 4 anos, quando comecei este blog, a noção de que ambientalistas e ativistas sociais precisavam unir esforços era parte essencial da pauta. E o movimento por um Nova Economia ajudou a que isto acontecesse. Hoje, está mais do que evidente, que aqueles e também o movimento por uma Nova Economia precisam evoluir de concepções e práticas reformistas para outras, transformadoras.”

Junto com o capitalismo, o fim da civilização atual?

Começo hoje uma nova fase desta aventura que tem sido manter vivo e atuante o blog sobre a Nova Economia.

Nova fase marcada pela afirmação clara de que as razões do movimento – redução da desigualdade, preservação ambiental e maior bem estar – implicam, para serem alcançadas, na superação do capitalismo.

As teses de uma Nova Economia permanecem, é claro, válidas. O fim da tirania do crescimento econômico como objetivo em si mesmo, a redução radical da jornada de trabalho, a taxação do carbono e demais internalizações dos custos sociais e ambientais, para vingarem, precisam de um amplo movimento de massas capaz de impor tais mudanças e que levam inevitavelmente a um novo sistema econômico, político e social que, por enquanto, melhor pode ser definido como pós-capitalismo já que seu contorno é ainda fluido e, na melhor de nossas esperanças, se dará a partir de praticas realmente democráticas.

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Afinal, taxação e impostos são a mesma coisa?

Simon Kuznets estava errado. Não só o crescimento capitalista não reduz a desigualdade, ele a aumenta.”

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

Externalidades -3.

Volto hoje à questão da internalização de custos sociais e ambientais tratando da taxa Tobin e do uso de impostos. No próximo post, último da série, respondo à dúvida apresentada no 1o sobre o recente acordo ambiental dos EUA e China.

A taxa Tobin, proposta por James Tobin, tornou-se a principal opção em discussão para compensar externalidades apesar de, até hoje, não ter sido implementada, mesmo porque depende de sua aceitação, ao mesmo tempo, pelas economias mais importantes. Essencialmente, trata-se de uma taxa aplicada sobre toda e qualquer transação financeira privada entre países.

Tal taxa, segundo Tobin, é voltada para atender prioridades globais tanto ambientais quanto sociais, ajuda a evitar a volatilidade do mercado cambial e a restaurar a soberania econômica das nações. Estima-se que a receita associada à taxa alcance um valor entre 100 e 300 bilhões de dólares anuais, a partir de um percentual entre 0,1 e 0,25 incidindo sobre as transações especulativas de moeda que alcançam diariamente cerca de 1,8 trilhões de dólares.

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Marina erra, de novo.

“A rede, iniciativa fabulosa, perde sua legitimidade ao atuar como partido político.”

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

Arthur Cecil Pigou

Externalidades -2.

E não é que na última semana Marina Silva anunciou que a Rede Sustentabilidade pretende transformar-se em partido até março do ano que vem. E, como acha que não pode deixar de estar atrelada a um partido, na mesma entrevista informa que deixará o PSB na mesma data.

Será possível que voltará a insistir em criar mais um partido? Talvez, para concorrer nas próximas eleições de prefeitos e vereadores, abocanhar verbas e inevitavelmente fazer concessões para evitar o “mal maior”. Contudo, como não tem vocação para esse papel menor, a rede, iniciativa fabulosa, perde sua legitimidade ao atuar como partido político.

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Objeções a uma semana de trabalho de 21 horas.

Mais tempo livre permite ao ser humano ter uma vida mais plena dando vazão ao seu potencial criativo e atendendo aos seus e à sua comunidade.”

 

É claro que a reação à redução radical da jornada é enorme, certamente pela percepção dos que controlam e se beneficiam do sistema econômico vigente de que sua implementação força a mudança, desfavorável para eles, na direção de uma sociedade, como previu Keynes, com jornadas de 15 horas semanais e voltada para o bem estar.

Isto faz com que uma medida óbvia seja alvo de um sem número de objeções buscando impedi-la e com isto eliminar o risco de perdas. Mesmo sabendo disto e com a argumentação já apresentada nos posts anteriores, encerro esta série, rebatendo, a seguir, o que considero serem as 10 principais objeções.

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Uma rede destruída e uma coalizão fracassada. Tudo, de uma só vez.

(Access here the English version)

“Fiquei bastante apreensivo ao verificar que um trecho de seu e-mail “A triste verdade é …” atesta que o anúncio da fusão foi uma peça de falso marketing. … Obviamente, forçar a saída do NEI fez também parte da história não contada do real fusão.”

Parte 2 de 3, sobre a “renúncia” de Bob Massie.

O post de hoje transcreve e-mails que explicam bem parte da crise causada pela tentativa de formar uma coalizão. Eles podem ser sintetizados pela fórmula: NEI (Institute) + NEN (Network) = NEC (Coalition) = nada.

Na terça-feira, 11 de marco de 2014 eu escrevi para membros do conselho da NEN – New Economy Network, Sarah Stranahan, Gus Speth e Keith Harrington:

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Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 9 de maio de 2014

a nova economia, hoje                                                                              

É preciso sustar a crise climática e a desigualdade

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Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 25 de abril de 2014

a nova economia, hoje                                                                                          

A verdadeira riqueza de Economias voltadas para a vida

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Economias duais.

Um modelo para a formulação de uma teoria macroeconômica de transição para uma Nova Economia.

An  English version of the study is available at:  Dual economies“.

Este post é dedicado a complementar o da semana anterior divulgando a versão em inglês de artigo onde consolido os diversos posts aqui publicados e que procuram mostrar que o sistema produtivo evoluiu para muito além da chamada economia de mercado, que tal entendimento evidencia transformações profundas, em curso, no sistema econômico e social, que uma nova teoria é necessária de forma a refletir tal realidade e que outra, menos abrangente mas mais urgente, facilitará a transição.

Conto com sua contribuição com críticas, comentários e sugestões, tanto formais quanto de conteúdo, ao dito artigo que está disponível em Economias duais“.

Observo que não se trata do “mapa da mina” para a mudança e sim um facilitador para que se chegue à teorias adequadas. Conforme tenho insistido, a mudança se dá através da sociedade civil que, organizada para a ação política, é claro, com diversos segmentos expressando a variedade de correntes de pensamento, força a organização política e social existente a mudar, e não o contrário. Este é, aliás, o evidente desdobramento da manifestações havidas em junho último, das quais os partidos políticos tentam oportunística e inutilmente se aproveitar.

 

O PIB é um indicador precário e inadequado, e o 10º princípio.

“O que realmente importa é não cair na armadilha de “melhorar” a medição do PIB incorporando nele aspectos do trabalho doado como o doméstico e do que atende ao setor sem fins lucrativos.”

Princípios macroeconômicos – parte 4.

Este post completa o detalhamento de princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados anteriormente.

Antes, uma palavra sobre vínculo entre o modelo dual e a transição para uma Nova Economia.

A noção de uma economia dual representa apenas a tentativa de retratar o “outro lado da moeda” a que me referi no post Economias duais expandindo e entendendo o todo da atividade produtiva. A Nova Economia, por sua vez,é uma proposta em construção que abrange objetivos para este todo. Quanto mais a sua formulação puder refletir os anseios das pessoas e, principalmente, for baseada no entendimento correto da realidade, mais rapidamente ela se imporá.

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O lucro é motivação subordinada aos objetivos sociais dos empreendimentos, e o 8º princípio.

O lucro nunca foi motivação exclusiva. Mas, agora, a ideia de que somente com a vazão do espírito “animalesco” do empresário é que se pode obter eficiência e “progresso”, desabou.”

Princípios macroeconômicos – parte 3.

Este post continua o detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a nova Economia relacionados anteriormente.

Antes, uma palavra sobre o termo teoria macroeconômica e o papel dos princípios na sua formulação. Para tanto vou recorrer a um trecho do estudo de Bresser Pereira “Os dois métodos da Teoria Econômica”:

A teoria clássica do desenvolvimento econômico, fundada por Smith e Ricardo, teve em Marx e em Schumpeter seus dois grandes continuadores. A teoria neoclássica representou uma contribuição fundamental para a teoria econômica quando Jevons, Menger, e Walras desenvolveram a abordagem marginalista, quando o último concebeu o modelo de equilíbrio geral, e quando Marshall deu certa praticidade à teoria microeconômica. Finalmente, a teoria macroeconômica fundada por Keynes e Kalecki, que afinal transformou a teoria econômica em um instrumento efetivo de política econômica, teve como principais continuadores Harrod, Hicks e Minsky.

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Os bens comunitários são parte essencial da vida das pessoas, e o 6º princípio.

“O conceito abrange os recursos naturais acessíveis à humanidade, incluindo o ar, a água e a natureza em geral. Incluí também o acervo criado pela nossa civilização, iniciada há cerca de 10.000 anos. Tais bens pertencem, em tese, à coletividade.”

Biblioteca Nacional do Ro de Janeiro

Biblioteca Nacional do Ro de Janeiro

Princípios macroeconômicos – parte 2.

Este post continua o detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados anteriormente.

Antes, uma palavra sobre o termo “princípios”. Isto porque, chamou-me a atenção o uso do termo no manifesto Principles for a New Economy lançado pelo New Economy Network com o sentido de um guia para a ação. Obviamente, o termo é aqui usado para retratar algumas das premissas que orientem a formulação, por fazer, de uma teoria macroeconômica que considere a existência de uma economia dual e em expansão e suas consequências mais visíveis. Em particular o desafio consiste em elaborar um modelo macroeconômico de transição que inclua fatos concretos que já estejam ocorrendo na vida econômica, em especial, o trabalho não remunerado e livre, e com isto facilite a transição para uma Nova Economia.

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Para quem ainda acredita na democracia representativa.

“Minhas amigas e meus amigos. Eu já fui criança, já fui pobre, já fui idoso, já morri, já ressuscitei. Quando fui anão fiz muito pelo povo. Vote em mim. Eu sou negro, sou mulher e sou honesto.”

Quem representa quem?

Bem, vou continuar devendo a descrição dos 6 últimos princípios para uma macroeconomia de transição para uma Nova Economia, mas não resisti ao filme acima e a tratar do tema.

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A atividade econômica pode e deve ser orientada pela sociedade, e outros 3 princípios.

“… A “prima-dona” da economia deixa de ser o automóvel em prol do transporte coletivo.”

Princípios macroeconômicos – parte 1.

O post de hoje e o próximo são dedicados ao detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados na última 4ª feira.

Vamos então ao detalhamento dos 4 primeiros daqueles princípios:

1 – O trabalho não remunerado e livre tem existência importante e crescente.

Como vimos, o trabalho doado assume, hoje, uma dimensão equivalente ao remunerado e, com uma tendência de forte expansão relativa. Isto faz com que a economia dual, que dele deriva, tenda a ser a força principal na orientação das relações econômicas e sociais. Esta questão foi abordada em detalhe nos posts Trabalho não remunerado – 1, Trabalho não remunerado – 2, O setor sem fins lucrativos e Trabalho doado no Brasil.

Acesse aqui o post completo.

10 princípios para uma teoria macroeconômica de transição para uma Nova Economia.

“… os recentes massacres no Egito indicam que existe a possibilidade real dos desprovidos serem contidos em guetos, impedida a diminuição do trabalho remunerado e imposta, a qualquer custo, a preservação de privilégios.”

Princípios.

8 dos últimos 9 posts foram dedicados a propor e detalhar a existência de uma economia dual à de mercado. Cabe agora mostrar que a adoção deste modelo econômico mais complexo favorece e melhor embasa, dentre outros, o movimento em prol de uma Nova Economia.

Antes de mais nada, convém ressaltar que a economia dual não é um desejo e sim uma constatação que resulta do reconhecimento do trabalho não remunerado e livre. Junto com a economia de mercado forma o todo da atividade produtiva humana. Com seu crescimento, ao longo do tempo, relativamente à de mercado, em razão da expansão do voluntariado e da criação digital, além da pressão pela diminuição contínua da necessidade do trabalho de sobrevivência, a economia dual, em algum momento, torna-se dominante.

Acesse aqui o post completo.

Consumo dos 99% cresce menos que 0,5% ao ano e assim continuará por várias décadas

“Na mitologia grega, a cornucópia era representada por um vaso em forma de chifre, com uma enorme abundância de frutas e flores transbordando em torno dele. Na era moderna, a Cornucópia é representada pela mistificação da racionalidade humana e da tecnologia”. José Eustáquio Alves.

'horn of plenty cornucopia' photo (c) 2008,license: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/Em destaque.

E não é que a ideologia do crescimento econômico começa a ser questionada na grande mídia? Por enquanto questionada sob o também correto ponto de vista de que a produtividade é declinante. Não aceita ainda a sua inviabilidade sob o ponto de vista ambiental, social e de bem estar. Mas é um marcante evento. Baseado num importante trabalho acadêmico de Robert J. Gordon “Is U.S. Economic Growth Over? Faltering Innovation Confronts the Six Headwinds”, o renomado colunista do Financial Times, Martin Wolf, publicou em 2 de outubro último o artigo “Acabou a era do crescimento?”, republicado no dia seguinte no jornal Valor Econômico, e no qual adere à tese do citado estudo.

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Mudança: uma força surpreendente, transformadora, inevitável, contínua

Veja, é importante procurar viver sustentavelmente. Como disse Gandhi: “seja a mudança”… Este é um grande ponto de partida. Mas, péssimo ponto de chegada. Afinal, será que nós sequer saberíamos quem Gandhi foi se ele apenas costurasse suas próprias roupas e ficasse esperando os britânicos saírem da Índia?”. Annie Leonard.

A força das mudanças.

Retomo hoje a caracterização, detalhada, da Nova Economia, objeto central deste blog, tratando da terceira e última parte, a de como fazer para que se alcance os resultados pretendidos.

As duas primeiras partes dizem respeito às razões que impõe uma Nova Economia e em quais mudanças mais convém focar e já foram analisadas em posts específicos. Agora, o desafio é expor as formas de ação que podem levar a uma Nova Economia e com o menor trauma possível.

Ao preparar o texto me deparei com a necessidade de aprofundar alguns tópicos, dentre eles:

Mudança social.
Reforma ou revolução.
Democracia.
Direitos humanos.
Sociedade civil.
Ativismo.
Vivência (valores e atitudes).
Transição.

Isto, na esperança de que detalhando tais tópicos pudesse responder algumas das questões mais importantes sobre a mudança e que me vêm à mente, insistentemente:

  1. O quanto a vivência e a experiência pessoal podem ser exemplares, embrionárias e transformadoras?
  2. Até onde a chamada democracia política é capaz de modificar a realidade social ou é uma preservadora do status quo?
  3. Se as instituições oriundas da chamada democracia política, em especial, as que se justificam pela tão falada separação de poderes, promovem ou vem a reboque da luta pelos direitos humanos?
  4. Quão real é a possibilidade dos privilégiados imporem a direção da mudança e com isto cristalizar um mundo com castas, guetos e nações inteiras de excluídos?

Na própria formulação das perguntas acho que dá para perceber um certo pessimismo e a visão de um caminho com inúmeras dificuldades para que se chegue a uma mudança do porte da prevista pela Nova Economia. E a percepção de que a mudança é inevitável mas os resultados dela não. Depende da intensidade das crises, da evolução social e sobretudo do grau de consciência, luta e obstinação daqueles que estão à margem dos benefícios da civilização moderna e que são a grande maioria das populações das nações do mundo. Em suma, mesmo com um resultado incerto, o que é preciso mesmo é engajamento para que a Nova Economia se imponha.

Por isto, escolhi começar esta última etapa da caracterização de uma Nova Economia referindo-me a um filme legendado, simples e curto, “A história das mudanças”, e que faz pensar na mudança. O filme foi produzido pelo projeto “História das coisas”, narrado por Annie Leonard e animado pela RSA Animate. Observo que história, no caso, tem um sentido de pequena narrativa e não uma análise de sua ocorrência ao longo do tempo.

Um post de Taís CapeliniMuito além do ativismo de teclado” publicado no Blog Coletivo Outras Palavras, apesar do título que parece desvalorizar o trabalho intelectual, faz uma boa análise do filme. Mas, leia antes algumas das passagens do filme que me chamaram especial atenção:

Mudança de verdade ocorre quando os cidadãos se unem para mudarem as regras do jogo …

Veja, é importante procurar viver sustentavelmente. Como disse Gandhi: “seja a mudança”… Este é um grande ponto de partida. Mas, péssimo ponto de chegada. Afinal, será que nós sequer saberíamos quem Gandhi foi se ele apenas costurasse suas próprias roupas e ficasse esperando os britânicos saírem da Índia?

Portanto, como fazer uma grande mudança?

Para responder esta questão, eu olhei para Gandhi, para o movimento anti-apartheid na Africa do Sul, o movimento pelos direitos civis nos EUA e as vitorias em prol do meio ambiente também nos EUA na década de 70. Eles não apenas induziram as pessoas à escolhas perfeitas em seu dia a dia. Eles mudaram as regras do jogo.

Percebe-se que três aspectos estão presentes quando tais mudanças ocorrem.

Primeiro, as pessoas partilham uma grande ideia de como as coisas poderiam ser melhores. Não apenas um pouco melhor para algumas pessoas mas, muito melhores para todos … Elas atingem o coração do problema, mesmo que isto signifique mudar sistemas que não querem ser mudados. E isto pode ser assustador …

Segundo, as milhões de pessoas que fizeram mudanças extraordinárias não tentaram fazê-las sozinhas e sim trabalharam juntas até o problema ser resolvido …

E finalmente, tais movimentos alcançaram seus objetivos porque pegaram uma grande ideia e sua disposição para lutarem juntas, e partiram para a ação”.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

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