Coalização marca o início de amplo movimento popular nos EUA por uma Nova Economia.

“A melhor chance de mudança é a convergência para uma causa comum dos que lutam pela preservação do meio ambiente, por justiça social, por uma democracia verdadeira e por bem estar.” Gus Speth.

Coalizão por uma Nova Economia.

Bem, inicio os posts de 2013 relatando a formação nos EUA em 8 de janeiro último da Coalizão por uma Nova Economia, inicialmente através da fusão do NEI – New Economics Institute com a NEN – New Economy Network e com o objetivo de atrair para seu universo todos as correntes afins, juntar forças e constituir um movimento de massas que se contraponha ao status quo e demonstre a vontade e a necessidade de mudança por justiça social, preservação ecológica e bem estar.

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Em destaque

DSC_0457Passada a Rio +20 é bom voltar ao início do mês de junho e lembrar de dois acontecimentos marcantes que são a razão desta nova edição do “Em destaque”.

1) A conferência “Estratégias para uma Nova Economia” promovida pela New Economics Institute juntou por três dias cerca de 500 pessoas para debater o tema. O evento foi também transmitido em “live stream” o que agregou outro tanto, em média. O nível técnico das palestra foi empolgante. O que mais me chamou a atenção foi a mudança de enfase tornando principal a questão de como mudar. Foi um chamado para um movimento agregador das varias correntes que têm propostas similares e para o ativismo como o elemento chave para que a mudança possa ocorrer. A palestra de Bill McKibben foi, a meu ver, a que melhor expressou este aspecto e estará disponível, bem como as demais, no link acima, em breve. Um excelente resumo da conferência já está disponível no vídeo em inglês de 3 minutos com entrevistas dos principais palestrantes.

2) US 1 trilhão para missão impossível. É, o FMI, de olho na fortuna, recomenda o uso de tributação para financiar o desenvolvimento sustentável. E o que é que entende por desenvolvimento sustentável? Simplesmente, a adoção da chamada economia verde como veiculo para a perpetuação do crescimento econômico. Veja na entrevista (link com opção de texto em português) de Christine Lagarde, diretora geral do FMI. Quer dizer, a correta ideia de internalizar os custos começa a despertar o “olho gordo” de muitos, o que me leva a questionar, quem deve se apropriar dos recursos gerados por esta inevitável ocorrência? Os governos? Acho que não. Estes, são instituições do passado, sem credibilidade e dominados por interesses já estabelecidos.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

A hora e a vez da sociedade civil

  1. Utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.
  2. Veja notícias e artigos relacionados à Nova Economia na coluna da esquerda.
  3. A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Confraternização da Stakeholder e convidados

Desapontamento à parte, faço hoje algumas observações e trago notícias sobre ocorrências paralelas à RIO +20 e relacionadas à Nova Economia.

Com surpresa, constatei que o termo “Nova Economia” foi usado em diferentes momentos e circunstâncias. Até em palestra do presidente do BNDES, o que no caso significou a velha economia recauchutada.

Outro exemplo, e o que mais me surpreendeu, foi o Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia, evento de 3 dias realizado no espaço Humanidade 2012 organizado pela Ashoka em parceria com a Fundação Avina, a Fundação Roberto Marinho e a Skoll Foundation.

Antes, convém lembrar que o Humanidade 2012 é realização da FIESP e da FIRJAN razão da surpresa já que estes estão longe de quererem uma Nova Economia. Acho que escapou meio que “pelos dedos”, talvez porque o fórum foi apoiado pelo Instituto Arapyaú que tem fortes laços com aquelas entidades.

O fórum foi fraco com exceção do painel principal que tratou muito bem do tema. O outro painel mencionando o tema foi tão ruim que deveria ter se chamado, como sugeriu um participante, “Modelos de Negócios para a Velha Economia”. Os demais simplesmente ignoraram a segunda parte do tema. Aliás, a primeira parte também foi mal abordada. O pessoal da “Economia Solidária” não foi convidado e nem sequer mencionado no evento.

E por falar em Fundação Roberto Marinho, em plena abertura da Cúpula a TV Globo deu destaque, em matéria do Jornal Nacional, aos que contestam o aquecimento global e sequer abriu a palavra para os que pensam, e são a quase totalidade, o contrário. Foi como dizer: a conferência fracassou, mas que importância isto tem? Além de entrevistar um cientista americano que diz que as gerações futuras vão até agradecer pelas crescentes emissões de CO2, traz mais uma grande “contribuição” do departamento de Geografia da USP, uma entrevista com um professor, José Bueno Conti, dizendo que o mundo já existe a bilhões de anos e que o aquecimento é apenas parte de um ciclo natural. Isto é que é visão de longo prazo, professor. Será que não ocorreu a ele que a conferência sequer dizia respeito à questões climáticas e que o nome da USP estava em jogo? É, tudo por 5 minutos de “fama”.

Contrariando o ditado “de onde menos se espera, é dali que nada vem, mesmo”, não é que neste domingo, em pleno “Fantástico” foi apresentado mais um episódio de uma bem feita e impactante série “Planeta Terra – Lotação esgotada”, desta vez focado na cidade de São Paulo e que, de forma impecável, faz um diagnóstico que leva à inexorável necessidade de uma Nova Economia.

Outra surpresa foi o destaque dado pela imprensa ao debate entre Ricardo Abramovay, Tim Jackson e Armínio Fraga sobre os limites do crescimento econômico, em painel sobre a economia verde no fórum citado acima. O embate sobre crescimento causou forte preocupação ao beneficiário da privatização da Siderúrgica Nacional que a expressou em artigo na Folha de São Paulo. Como argumento, o artigo apoia-se na velha cantilena da via indireta. Quem sabe ele aceite trocar a ordem dos beneficiários. Desenvolvimento econômico orientado para a redução da desigualdade social, a preservação ambiental e o bem estar. E, como resultado indireto, o lucro. E este último, se vier, veio, se não, paciência.

Bem, o fato é que a questão do crescimento ilimitado está se impondo no amplo debate sobre o futuro, inclusive na chamada “grande mídia”, obviamente, com enorme tendenciosidade, por enquanto.

Estiveram por aqui participando dos eventos da Rio +20 e da conferência da Sociedade Internacional de Economia Ecológica (ISEE2012) pesquisadores e dirigentes da NEI – New Economics Institute, nef – New Economics Foundation e CASSE – Center for the Advancement of the Steady State Economy, dentre outros.

Em particular, no último sábado tivemos, organizado pelo autor deste post, um jantar de confraternização da Stakeholder Forum e seus convidados (ver foto). Comparecerem mais de 30 pessoas, das quais, 12 dirigentes e especialistas da Stakeholder que vieram apoiar a Rio +20. A Stakeholder Forum junto com a nef e a NEI é responsável pela iniciativa chamada “Global Transition 2012” e que busca promover a mudança para a Nova Economia o mais rápida e harmonicamente possível.

Comecei o post expressando meu descontentamento, mas, pensando melhor, acho que a Rio +20 permitiu uma grande articulação e movimentação da sociedade civil. Ora, ficou mais claro do que nunca que ela é que é o agente da mudança. Aos poucos, as diferentes correntes, principalmente ambientais e sociais, vão encontrar pontos de identidade e de ação conjunta viabilizando a mudança e da forma menos traumática possível. Organizações como a Stakeholder Forum atuam exatamente nesta direção, e de forma relevante.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

Conferência da Nova Economia – 8 a 10 de junho de 2012

  1. Utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.
  2. Veja notícias e artigos relacionados à Nova Economia na coluna da esquerda.
  3. A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

'Workshop' photo (c) 2011, Heinrich-Böll-Stiftung - license: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/O Instituto pela Nova Economia ( NEI – New Economics Institute), com o intenso apoio da nef (New Economics Foundation), promove em junho próximo no Bard College no Estado de Nova Iorque um encontro de 3 dias com cerca de 60 reuniões de trabalho, palestras, discussões localizadas e resoluções plenárias e ao qual são bem vindos os que queiram conhecer mais sobre o tema e participar dos debates.

Denominada “Estratégias para uma Nova Economia“, a conferência representa, pela sua amplitude, mais um passo na direção do amadurecimento do movimento. Organizado em torno de 10 temas, o evento destacará as melhores experiências práticas e trabalhos teóricos relativos a cada um. E pretende, em última instância, demonstrar que uma economia decentralizada, sustentável e cooperativa já está se formando.

As inscrições podem ser feitas acessando a pagina “registration“.

Os 10 temas são:

  1. Bancos e financiamento numa Nova Economia: escala, critérios e inovação – explorando sistemas financeiros alternativos que promovam o desenvolvimento sustentável.
  2. Medição do bem estar: alternativas de indicadores de riqueza e progresso – compreendendo as medidas de prosperidade, incluindo indicadores ecológicos e de qualidade de vida.
  3. Comunicação: educação, mídia e campanhas públicas – discutindo com se dá a comunicação acerca de e numa Nova Economia.
  4. Governos comprometidos: política que priorize as pessoas e o planeta – discutindo como a ação local, nacional e global deve se dar.
  5. Economia local: mecanismos para a sua resiliência – reconstruindo as economias locais.
  6. Propriedade e trabalho: cooperativas, participação e estrutura corporativa – reimaginando a propriedade e o trabalho.
  7. Produção e consumo: sustentabilidade, simplicidade, suficiência e abundância – analisando como atender as necessidades e aspirações numa sociedade pós-consumo.
  8. Uso do coletivo: identificação, alocação e restauração. Explorando a proteção, restauração e uso do patrimônio coletivo.
  9. Transformação do dinheiro: estruturação, emissão e valor de novos meios de troca. Explorando sistemas de troca justos que promovam o desenvolvimento local e justiça social.
  10. Visualização e modelagem da Nova Economia: prosperidade para todos dentro dos limites do planeta – considerando as economias das comunidades e do planeta operando dentro dos limites ambientais.

Os organizadores da conferência colocaram à disposição os textos mais importantes relativos a cada um dos temas. 31 palestrantes, dos mais destacados, já confirmaram sua participação.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

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