As melhores incubadoras de inovação estão nas favelas.

Vale a pena ler a entrevista do professor Kirk Bowman recém publicada e cujo título é o mesmo deste post.

Certamente, ao invés de incubadora seria melhor referir-se a semente já que não se tratam de empreendimentos nascentes mas sim de exemplos concretos em que os os próprios interessados partem para a ação, mas, o que não invalida o conteúdo da entrevista.

 Dentre outras passagens, vale a pena citar:

“A inovação que eu não conhecia até vir para o Brasil é esse processo local, que cria redes de pessoas, encontros, novas comunidades e que traz felicidade. Estamos interessados em inovação social, que usa novas configurações de comunidades bem-sucedidas e desenvolvimento global a nível local.”

 “O Brasil está acordando. Você não pode depender de políticos e grandes empresas para cuidar das pessoas. As pessoas devem criar as próprias soluções. E isso está sendo feito nas favelas. E muitas pessoas de classe média estão unindo esforços nessas comunidades por meio do voluntariado e de projetos.”

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Por que os EUA tem a maior taxa de pobreza dentre as 20 economias mais desenvolvidas?

Procurar a reforma dentro do sistema pode ajudar, mas o que agora é desesperadamente necessário é a mudança transformadora do próprio sistema. Gus Speth.

84 aviões F-15 e a modernização de outros 70 aparelhos por US$ 80 bilhões. Operações semelhantes a esta com a Arábia Saudita são feitas pelos EUA em todo o mundo.

84 aviões F-15 e a modernização de outros 70 aparelhos por US$ 30 bilhões. Operações semelhantes a esta com a Arábia Saudita são feitas pelos EUA em todo o mundo.

Curiosamente, o 2º post deste blog, publicado no final de 2010, foi motivado por uma palestra de Gus Speth sobre a eminente necessidade de conjunção de esforços de ambientalistas e ativistas sociais. E agora, no início desta nova fase do blog, apoio-me num novo, oportuno e excelente artigo do mesmo ativista, agora clamando pela transformação (revolução), intitulado “Os EUA são o melhor país se o critério for estar em último lugar”.

Ele começa, explicando a razão de ser do título, comparando os EUA às outras 19 economias mais desenvolvidas do planeta. Dentre os 20 países, os EUA têm:

Acesse aqui o post completo.

Democracia direta e a falência da representação.

“… a internet pode vir a ser o mais eficaz instrumento para essa inevitável sucessão do regime de representação democrática.” Cacá Diegues.

democracia_representativa

Mais um vez, insisto: o sistema de representação chamado de “democrático” está falido. Representantes não respondem aos seus representados e sim a seus próprios interesses e aos dos que os financiam.

Tratei disto em diversos posts, relacionados no tópico Democracia direta em especial um escrito por Elimar Nascimento: A democracia sobreviverá ao século 21?.

Curiosamente, o que me traz de volta foi um recente, oportuno e interessante artigo de Cacá Diegues “A nuvem sabe das coisas”. Em essência, ele considera a possibilidade da internet vir a ser o instrumento para resolver este problema crucial.

Acesse aqui o post completo.

Por que uma sociedade pós-capitalista?

”Não se consegue nem imaginar este mar de gente consumindo no chamado padrão “desenvolvido”: automóvel, estradas e vias de circulação para veículos individuais, bens descartáveis, desperdício, educação e saúde privadas, casa própria, saneamento, segurança, energia abundante e barata, lazer, viagens, e mais, muito mais.”

Porque o sistema econômico atual não tem como oferecer uma resposta apta para as questões ambientais e sociais e com isto, ameaça, de morte, a civilização. Umbilicalmente atrelado ao lucro e tratando-o como o motivador principal da ação humana, é incapaz de dirigir suas ações priorizando a redução da desigualdade, a preservação ambiental e maior bem estar.

E porque, a necessidade de uma nova economia, decorrente do acima exposto, traz, por sua vez, invitáveis e profundos desdobramentos nas dimensões política, social e demais aspectos da vida humana, o que significa, portanto, uma nova forma de convivência entre as pessoas.

Acesse aqui o post completo.

O capitalismo, como tudo, teve início e terá fim.

“Há 4 anos, quando comecei este blog, a noção de que ambientalistas e ativistas sociais precisavam unir esforços era parte essencial da pauta. E o movimento por um Nova Economia ajudou a que isto acontecesse. Hoje, está mais do que evidente, que aqueles e também o movimento por uma Nova Economia precisam evoluir de concepções e práticas reformistas para outras, transformadoras.”

Junto com o capitalismo, o fim da civilização atual?

Começo hoje uma nova fase desta aventura que tem sido manter vivo e atuante o blog sobre a Nova Economia.

Nova fase marcada pela afirmação clara de que as razões do movimento – redução da desigualdade, preservação ambiental e maior bem estar – implicam, para serem alcançadas, na superação do capitalismo.

As teses de uma Nova Economia permanecem, é claro, válidas. O fim da tirania do crescimento econômico como objetivo em si mesmo, a redução radical da jornada de trabalho, a taxação do carbono e demais internalizações dos custos sociais e ambientais, para vingarem, precisam de um amplo movimento de massas capaz de impor tais mudanças e que levam inevitavelmente a um novo sistema econômico, político e social que, por enquanto, melhor pode ser definido como pós-capitalismo já que seu contorno é ainda fluido e, na melhor de nossas esperanças, se dará a partir de praticas realmente democráticas.

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Classes sociais e o movimento por uma Nova Economia.

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

Destas mudanças, a que maior impacto causou, a meu ver, é a televisão. Ao levar informação à imensa maioria da população, acelerou a subversão das antigas rígidas fronteiras ideológicas…”

Família de Pernambuco em frente à TV

A tendência contínua de expansão do mercado consumidor mundial fruto da necessidade de crescimento exponencial do sistema produtivo de mercado na luta pela preservação de sua margens de lucro tem provocado ondas gigantescas de mudança no ambiente social.

E, o mundo de hoje é marcado, claro, por tais mudanças. A afirmação da globalização, a facilidade de comunicação, a rapidez nos transportes e a difusão da informação pelos jornais, radio, TV e internet, todos tendo como base principal a evolução tecnológica, são exemplos evidentes no nosso dia a dia.

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10 razões para repudiar o decreto da participação popular.

(A pesquisa da semana foi substituída por sua opinião na central de comentários sobre qual das razões lhe parece a mais marcante)

Como pôde tal palavrório sem sentido ter sido assinado por uma presidente da República e 3 de seus 39 ministros?”

O círculo da burocracia.

A reação ao post da semana passada foi de, predominantemente, associá-lo ao antipetismo e à negação de conquistas sociais lideradas pelo partido.

É curioso. Tais pessoas tem absoluta convicção de que através do sistema político atual pode-se alcançar a melhoria de vida para amplas camadas da população e ficam cegas para as profundas distorções e consequências nefastas da democracia representativa.

No post em nenhum momento houve a partidarização da questão. Na verdade, ao contrário, manifesta total descrença no sistema político reinante e defende a necessidade imperiosa da sociedade tomar as rédeas de seu próprio destino.

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Participação Social, um decreto abominável. Diga você o quê mais.

A aberração é tamanha que resolvi deixar ao leitor a possibilidade de expressar a sua visão das principais incongruências do decreto através da central de comentários, para, em seguida, na próxima semana, consolidar e complementar as contribuições feitas.”

Veja só, o decreto nº 8.243, de 23 de maio de 2014 foi formulado de cima para baixo e sem participação popular mas, pretende regular a interferência da sociedade no estado.

Esta, de todas, talvez seja uma das menores contradições desta obscura iniciativa que sob o manto do vanguardismo democrático abriga um nefasto ranço populista.

O leitor poderá estranhar o termo “interferência” a que me referi acima, mas é exatamente este o aspecto que mais transparece do texto proposto. Trata-se de uma tentativa do estado “definir” como a sociedade com ele se relaciona, o que, na prática não passa de uma tentativa de limitação e contenção da ação de todos nós.

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Marcha do Povo pelo Clima, neste domingo em Nova Iorque. Previstas mais de 1 milhão de pessoas.

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“É um caso exemplar de mobilização da sociedade para impor-se em relação a um tema claro e decisivo.”

Tenho insistido neste blog sobre a necessidade da sociedade exercer o controle e, mais do que isto, subordinar a si o estado. Pode parecer uma afirmativa um tanto vaga, mas não é. Não é vaga, é possível e enquanto não ocorrer, o sistema de representação jamais cumprirá o seu papel democrático.

Veja só como a Marcha do Povo pelo Clima está sendo organizada. E trata-se de um evento gigantesco. Mais de 1.000 organizações uniram-se para promover a marcha no próximo domingo, abrangendo grupos locais da região de Nova York e de outras comunidades, ONGs internacionais, redes de base, empresas, sindicatos, grupos religiosos, iniciativas visando a preservação ambiental, escolas, ações por justiça social e mais. Veja aqui a lista de organizações participantes.

O objetivo é produzir a maior mobilização de massas já havida sobre o tema e levar os participantes da reunião da ONU sobre o clima, 2 dias depois, a agir decisivamente em prol do planeta.

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Saídas para a atual crise da Nova Economia.

(Access here the English version)

Um primeiro passo e relativamente simples é voltar a disponibilizar na internet o histórico de realizações tanto da NEN quanto da NEI que desapareceram (!) junto com os respectivos sites.”

Cartaz de conferência promovida pelo New Economics Institute em julho de 2012.

Parte 3 (final), sobre a “renuncia” de Bob Massie.

A repercussão desta série sobre a renúncia de Massie reforça a importância de apontar para algumas das providências urgentes visando superar a crise que atravessa o movimento por uma Nova Economia.

Vale mencionar que não recebi nenhuma resposta ou ponderação que possa considerar um posicionamento de Massie ou da NEC, apenas manifestações de quem já foi ou é parte da organização. Sem exceção, todos confirmam os problemas aqui mencionados e em alguns casos com novos aspectos e fatos.

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Uma rede destruída e uma coalizão fracassada. Tudo, de uma só vez.

(Access here the English version)

“Fiquei bastante apreensivo ao verificar que um trecho de seu e-mail “A triste verdade é …” atesta que o anúncio da fusão foi uma peça de falso marketing. … Obviamente, forçar a saída do NEI fez também parte da história não contada do real fusão.”

Parte 2 de 3, sobre a “renúncia” de Bob Massie.

O post de hoje transcreve e-mails que explicam bem parte da crise causada pela tentativa de formar uma coalizão. Eles podem ser sintetizados pela fórmula: NEI (Institute) + NEN (Network) = NEC (Coalition) = nada.

Na terça-feira, 11 de marco de 2014 eu escrevi para membros do conselho da NEN – New Economy Network, Sarah Stranahan, Gus Speth e Keith Harrington:

Acesse aqui o post completo.

A verdadeira razão da “renúncia” de Bob Massie e a crise no movimento da Nova Economia

(Access here the English version)

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A falta de transparência na notícia da “renúncia” é triste. Até agora não se sabem os reais motivos, apesar de ser bastante fácil deduzi-los. É como se não revelar a própria fraqueza e dificuldades as tornassem inexistentes.”

Bob Massie, 2º a partir da esquerda no debate entre democratas.

Parte 1.

Antes de continuar a análise da radical redução da jornada de trabalho, proposta que, aliás, está se tornando, ainda em variados graus, cada vez mais difundida e aceita, o que se comprova por recentes entrevistas de personalidades do “establishment”, dentre elas, uma concedida pelo presidente do Google, Larry Page e outra pelo mexicano Carlos Slim, dono de um dos maiores conglomerados do mundo, vou dedicar os próximos posts a alguns fatos e assuntos recentes e de especial interesse para a Nova Economia.

Acesse aqui o post completo.

Jornada de Trabalho: redução de 50%. E agora, para onde é que eu vou?

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“O que se espera é a recuperação das montadoras para que continuem sua missão de entupir, mais e mais, as ruas das cidades e rodovias que as interligam.”

Jânio Quadros na ponte em Uruguaiana. Foto de Erno Schneider: Prêmio de Jornalismo de 1962.

Não é que neste 1º de maio o governo brasileiro anunciou uma medida radical de redução da jornada em 50%? É claro, não estamos ainda numa Nova Economia, muito ao contrário, mas a chamada flexibilização da jornada mostra com tremenda clareza as contradições com que se defrontam, não só o Brasil, mas todos os países.

É é por esta notícia que reinicio a publicação semanal de posts às 4as feiras, com uma série sobre a decisiva questão da jornada de trabalho, assunto pendente de detalhamento neste blog. Continua também a publicação em português do boletim quinzenal do NEWGroup (sempre numa 6as feira) e que permite ao leitor uma visão mais ampla do que vem ocorrendo nos EUA, em termos da luta por uma Nova Economia.

Antes de detalhar a notícia, cabe lembrar que as mudanças preconizadas pela nova economia só vão ocorrer a partir de movimentos desvinculados das instituições vigentes, especialmente, daquelas que abrigam pseudo representantes da população e que na verdade defendem interesses deles mesmos e dos que os financiaram e não dos que neles votaram, a menos de quando estão “de olho” em manter ou ampliar seu eleitorado.

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Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 11 de abril de 2014

a nova economia, hoje                                         

Democratizar o dinheiro; Democratizar o Banco Mundial

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NÃO VAI TER COPA. A expulsão urbana pelas armas é a explicação.

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“Não é a toa nem pelos 20 centavos que se viu em junho último as maiores manifestações de massa já ocorridas e por todo o Brasil.”

Helicópteros da polícia sobrevoam a favela da Maré

Em incisivo artigo publicado no The Nation, Dave Zirin faz um importante alerta sobre uma das mais agudas questões urbanas da cidade do Rio de Janeiro, a da especulação imobiliária.

O artigo completo e traduzido está disponível em: “A Copa do Mundo no Brasil e a gentrificação através do cano de uma arma.

O artigo começa com uma distinção entre as palavras favela e gueto. Em inglês seriam “favela” e “slum” respectivamente. E, ressalta como a grande mídia americana retratou a ocupação das “slums” da Maré pelas forças militares. Utilizando, talvez subliminarmente, a degradação do local para reforçar a necessidade da ocupação militar do complexo de favelas.

Acesse aqui o post completo.

Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 14 de março de 2014

a nova economia, hoje                                              

O que você faria com 26,7 bilhões de dólares?

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Para quem ainda acredita na democracia representativa.

“Minhas amigas e meus amigos. Eu já fui criança, já fui pobre, já fui idoso, já morri, já ressuscitei. Quando fui anão fiz muito pelo povo. Vote em mim. Eu sou negro, sou mulher e sou honesto.”

Quem representa quem?

Bem, vou continuar devendo a descrição dos 6 últimos princípios para uma macroeconomia de transição para uma Nova Economia, mas não resisti ao filme acima e a tratar do tema.

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A economia dual. Um outro mundo já existe e se expande – parte 2.

A sociedade civil, apoiada na força da expansão da economia dual, vai, ao longo do tempo, pressionando e criando os mecanismos para que se reformulem ou sejam substituídas as instituições de todos os tipos, governamentais ou não, deixando estas de ser o que são hoje, em sua maioria, instrumentos do sistema econômico de mercado.”

A economia dual – Parte 2.

Como vimos, o trabalho doado assume, hoje, uma dimensão equivalente ao remunerado e com uma tendência de forte expansão relativa. Isto faz com que a economia dual, que dele deriva, tenda a ser a força principal na orientação das relações econômicas e sociais.

Convém, neste ponto, detalhar um pouco mais uma das figuras apresentadas na parte 1, agora incluindo os principais fatores envolvidos em cada tipo de economia e os tipos de bens e serviços que cada uma gera, o que é mostrado na figura 1 abaixo, complementada por explicações apresentadas logo a seguir.

Retrato atual

Figura 1 – Retrato atual

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A dimensão e possibilidades do trabalho doado – o caso brasileiro.


“Afinal, quem trabalha de fato, os milhões de manifestantes por todo o Brasil, gratuitamente, ou os políticos em Brasília, remunerados?”

Movimento Acorda Brasil

Movimento Acorda Brasil

Trabalho doado no Brasil.

Um belo artigo “O impacto do voluntariado de Bernardo Kliksberg, diretor do BID, publicado há dez anos, já chamava a atenção para o trabalho voluntário e suas ocorrências na América do Sul. Cita exemplos concretos que impressionam pela capacidade de solidariedade inata ao ser humano: “Em meio à gravíssima crise argentina, Margarida Barrientos, que vive numa favela e tem 12 filhos, criou um restaurante popular que alimenta diariamente 1.600 crianças”. “Em São Paulo, há o restaurante popular Tem Yad (“estender a mão”) fundado pelo rabino David Witman, que fornece almoço a mais de 300 pessoas diariamente, com dezenas de voluntários”.

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O que é e os bons e maus usos do setor sem fins lucrativos.

A pesquisa … concluiu por sete valores-chave (do setor): engrandecimento humano, expressão de valores humanos centrais, oportunidade de aprendizado e crescimento, preservação da cultura e das tradições, promoção da criatividade, serem eficazes no que fazem e incentivar o desenvolvimento intelectual, científico, cultural e espiritual.”

Vídeo de apresentação da Ashoka Brasil – pioneira no empreendedorismo social

O setor sem fins lucrativos.

Vale tudo neste setor, ONGs, OSCIPs, associações, fundações, partidos políticos e qualquer outro tipo de organização que se intitule sem fins lucrativos. As motivações vão desde os benefícios fiscais até a promoção pessoal. Mas, é claro, um segmento importante do setor busca realmente ser o braço organizado da sociedade civil.

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