Crescimento desqualificado e exponencial – a marca comum das propostas do PT e do PMDB.

“… não estão nem um pouco preocupados em explicar como um padrão de consumo da classe média das economias desenvolvidas possa ser expandido para bilhões de pessoas sem explodir o planeta. Quem sabe, pensem apenas num jeitinho de incluir uma parte dos brasileiros nesta “boquinha” que aliás não é tão boa assim.”

É curioso, as recentes propostas do PT (O futuro está na retomada das mudanças) e do PMDB (uma ponte para o futuro) são conflitantes apenas na aparência e no jargão. No fundo ambas defendem o mesmo e “esquecem” o principal. Achei especialmente importante trazer isto à tona porque além de criarem uma esperança vã, tais propostas, com pequenas nuances, são a base do credo de todos os partidos existentes e dos que estão por se criar.

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As 10 principais objeções à redução da jornada de trabalho para 21 horas semanais

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

Quem seria, então, o ditador global para implementar tudo isto?” (comentário ao artigo de Herman Daly descrevendo as 10 principais políticas para uma economia em equilíbrio).”

Charlie Chaplin – Tempos Modernos

Retorno hoje à série sobre a jornada de trabalho.

Nunca é demais relembrar que trata-se de uma “bandeira de luta” capaz de aglutinar a grande maioria da população e em especial, os movimentos sociais e que se alcançada junto com a internalização de custos “traz” a mudança do sistema econômico.

Ou seja, não se trata de ficar enumerando o que um ente imaginário deve fazer para que uma Nova Economia se implante senão, torna-se verdadeiro o comentário, com algum humor, de um leitor ao artigo “As 10 principais políticas para uma economia em equilíbrio” de Herman Daly, e que diz, em tradução livre:

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Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 28 de março de 2014

a nova economia, hoje                                                 

O quanto de energia renovável é possível?

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Economias duais.

Um modelo para a formulação de uma teoria macroeconômica de transição para uma Nova Economia.

An  English version of the study is available at:  Dual economies“.

Este post é dedicado a complementar o da semana anterior divulgando a versão em inglês de artigo onde consolido os diversos posts aqui publicados e que procuram mostrar que o sistema produtivo evoluiu para muito além da chamada economia de mercado, que tal entendimento evidencia transformações profundas, em curso, no sistema econômico e social, que uma nova teoria é necessária de forma a refletir tal realidade e que outra, menos abrangente mas mais urgente, facilitará a transição.

Conto com sua contribuição com críticas, comentários e sugestões, tanto formais quanto de conteúdo, ao dito artigo que está disponível em Economias duais“.

Observo que não se trata do “mapa da mina” para a mudança e sim um facilitador para que se chegue à teorias adequadas. Conforme tenho insistido, a mudança se dá através da sociedade civil que, organizada para a ação política, é claro, com diversos segmentos expressando a variedade de correntes de pensamento, força a organização política e social existente a mudar, e não o contrário. Este é, aliás, o evidente desdobramento da manifestações havidas em junho último, das quais os partidos políticos tentam oportunística e inutilmente se aproveitar.

 

O PIB é um indicador precário e inadequado, e o 10º princípio.

“O que realmente importa é não cair na armadilha de “melhorar” a medição do PIB incorporando nele aspectos do trabalho doado como o doméstico e do que atende ao setor sem fins lucrativos.”

Princípios macroeconômicos – parte 4.

Este post completa o detalhamento de princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados anteriormente.

Antes, uma palavra sobre vínculo entre o modelo dual e a transição para uma Nova Economia.

A noção de uma economia dual representa apenas a tentativa de retratar o “outro lado da moeda” a que me referi no post Economias duais expandindo e entendendo o todo da atividade produtiva. A Nova Economia, por sua vez,é uma proposta em construção que abrange objetivos para este todo. Quanto mais a sua formulação puder refletir os anseios das pessoas e, principalmente, for baseada no entendimento correto da realidade, mais rapidamente ela se imporá.

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O lucro é motivação subordinada aos objetivos sociais dos empreendimentos, e o 8º princípio.

O lucro nunca foi motivação exclusiva. Mas, agora, a ideia de que somente com a vazão do espírito “animalesco” do empresário é que se pode obter eficiência e “progresso”, desabou.”

Princípios macroeconômicos – parte 3.

Este post continua o detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a nova Economia relacionados anteriormente.

Antes, uma palavra sobre o termo teoria macroeconômica e o papel dos princípios na sua formulação. Para tanto vou recorrer a um trecho do estudo de Bresser Pereira “Os dois métodos da Teoria Econômica”:

A teoria clássica do desenvolvimento econômico, fundada por Smith e Ricardo, teve em Marx e em Schumpeter seus dois grandes continuadores. A teoria neoclássica representou uma contribuição fundamental para a teoria econômica quando Jevons, Menger, e Walras desenvolveram a abordagem marginalista, quando o último concebeu o modelo de equilíbrio geral, e quando Marshall deu certa praticidade à teoria microeconômica. Finalmente, a teoria macroeconômica fundada por Keynes e Kalecki, que afinal transformou a teoria econômica em um instrumento efetivo de política econômica, teve como principais continuadores Harrod, Hicks e Minsky.

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Os bens comunitários são parte essencial da vida das pessoas, e o 6º princípio.

“O conceito abrange os recursos naturais acessíveis à humanidade, incluindo o ar, a água e a natureza em geral. Incluí também o acervo criado pela nossa civilização, iniciada há cerca de 10.000 anos. Tais bens pertencem, em tese, à coletividade.”

Biblioteca Nacional do Ro de Janeiro

Biblioteca Nacional do Ro de Janeiro

Princípios macroeconômicos – parte 2.

Este post continua o detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados anteriormente.

Antes, uma palavra sobre o termo “princípios”. Isto porque, chamou-me a atenção o uso do termo no manifesto Principles for a New Economy lançado pelo New Economy Network com o sentido de um guia para a ação. Obviamente, o termo é aqui usado para retratar algumas das premissas que orientem a formulação, por fazer, de uma teoria macroeconômica que considere a existência de uma economia dual e em expansão e suas consequências mais visíveis. Em particular o desafio consiste em elaborar um modelo macroeconômico de transição que inclua fatos concretos que já estejam ocorrendo na vida econômica, em especial, o trabalho não remunerado e livre, e com isto facilite a transição para uma Nova Economia.

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A atividade econômica pode e deve ser orientada pela sociedade, e outros 3 princípios.

“… A “prima-dona” da economia deixa de ser o automóvel em prol do transporte coletivo.”

Princípios macroeconômicos – parte 1.

O post de hoje e o próximo são dedicados ao detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados na última 4ª feira.

Vamos então ao detalhamento dos 4 primeiros daqueles princípios:

1 – O trabalho não remunerado e livre tem existência importante e crescente.

Como vimos, o trabalho doado assume, hoje, uma dimensão equivalente ao remunerado e, com uma tendência de forte expansão relativa. Isto faz com que a economia dual, que dele deriva, tenda a ser a força principal na orientação das relações econômicas e sociais. Esta questão foi abordada em detalhe nos posts Trabalho não remunerado – 1, Trabalho não remunerado – 2, O setor sem fins lucrativos e Trabalho doado no Brasil.

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10 princípios para uma teoria macroeconômica de transição para uma Nova Economia.

“… os recentes massacres no Egito indicam que existe a possibilidade real dos desprovidos serem contidos em guetos, impedida a diminuição do trabalho remunerado e imposta, a qualquer custo, a preservação de privilégios.”

Princípios.

8 dos últimos 9 posts foram dedicados a propor e detalhar a existência de uma economia dual à de mercado. Cabe agora mostrar que a adoção deste modelo econômico mais complexo favorece e melhor embasa, dentre outros, o movimento em prol de uma Nova Economia.

Antes de mais nada, convém ressaltar que a economia dual não é um desejo e sim uma constatação que resulta do reconhecimento do trabalho não remunerado e livre. Junto com a economia de mercado forma o todo da atividade produtiva humana. Com seu crescimento, ao longo do tempo, relativamente à de mercado, em razão da expansão do voluntariado e da criação digital, além da pressão pela diminuição contínua da necessidade do trabalho de sobrevivência, a economia dual, em algum momento, torna-se dominante.

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