De uma nova economia para o pós-capitalismo e agora, a economia dual

“Concretamente, os exemplos mais importantes de trabalho livre são o voluntário, a criação digital, o doméstico, o de autossubsistência, o do investimento pessoal, a criação artística, cultural ou científica, as atividades sociais e as atividades amadorísticas.”

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Figuras duais

As razões de nova mudança no foco deste blog.

Durante seus 4 primeiros anos este blog teve foco na Nova Economia, movimento que nasceu na Inglaterra em 1984 e que fortaleceu-se tanto lá quanto nos EUA. Ele pode ser sintetizado em três objetivos interligados: redução da desigualdade social, preservação ambiental e maior bem estar.

Ao longo destes anos ficou mais do que evidente que tais objetivos ameaçam de morte o sistema atual já que demandam a superação tanto dos pressupostos econômicos quanto das bases política e social do capitalismo.

Mas, tanto nos EUA quanto na Inglaterra as principais lideranças e organizações da Nova Economia, dada a forte rejeição, evitam abordar tais consequências. Neste países, via de regra, falar em superação do capitalismo significa socialismo, o que obviamente não é fato, mas o preconceito tem força suficiente para impedir que as mencionadas organizações e lideranças encarem de frente a questão. Em consequência, o movimento tem-se enfraquecido e derrapa na incongruência de suas propostas.

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O capitalismo, como tudo, teve início e terá fim.

“Há 4 anos, quando comecei este blog, a noção de que ambientalistas e ativistas sociais precisavam unir esforços era parte essencial da pauta. E o movimento por um Nova Economia ajudou a que isto acontecesse. Hoje, está mais do que evidente, que aqueles e também o movimento por uma Nova Economia precisam evoluir de concepções e práticas reformistas para outras, transformadoras.”

Junto com o capitalismo, o fim da civilização atual?

Começo hoje uma nova fase desta aventura que tem sido manter vivo e atuante o blog sobre a Nova Economia.

Nova fase marcada pela afirmação clara de que as razões do movimento – redução da desigualdade, preservação ambiental e maior bem estar – implicam, para serem alcançadas, na superação do capitalismo.

As teses de uma Nova Economia permanecem, é claro, válidas. O fim da tirania do crescimento econômico como objetivo em si mesmo, a redução radical da jornada de trabalho, a taxação do carbono e demais internalizações dos custos sociais e ambientais, para vingarem, precisam de um amplo movimento de massas capaz de impor tais mudanças e que levam inevitavelmente a um novo sistema econômico, político e social que, por enquanto, melhor pode ser definido como pós-capitalismo já que seu contorno é ainda fluido e, na melhor de nossas esperanças, se dará a partir de praticas realmente democráticas.

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A natureza não pode ser precificada, avaliada, monetizada ou financializada.

“… Nós estamos testemunhando a morte tanto da teoria quanto da prática do capitalismo neoliberal. Esta é a doutrina que afirma que o mercado pode resolver quase todos os problemas sociais, econômicos e políticos.”

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O Ministro do Meio Ambiente peruano encerra as negociações do COP-20 em Lima.

Externalidades – 4.

Encerro hoje a série sobre a internalização de externalidades com uma relação comentada de alguns artigos e notícias que ajudam a ampliar a compreensão de tema aparentemente complexo mas que na verdade é quase autoevidente, além, é claro, de ser aplicação essencial para a transição para uma Nova Economia.

Antes, retorno à pergunta feita no 1º post: Será que o recente acordo entre os EUA e a China definindo limites a serem alcançados até 2030 e diretrizes para a descarbonização atende aos objetivos de redução da desigualdade, preservação ambiental e bem estar?

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Afinal, taxação e impostos são a mesma coisa?

Simon Kuznets estava errado. Não só o crescimento capitalista não reduz a desigualdade, ele a aumenta.”

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Externalidades -3.

Volto hoje à questão da internalização de custos sociais e ambientais tratando da taxa Tobin e do uso de impostos. No próximo post, último da série, respondo à dúvida apresentada no 1o sobre o recente acordo ambiental dos EUA e China.

A taxa Tobin, proposta por James Tobin, tornou-se a principal opção em discussão para compensar externalidades apesar de, até hoje, não ter sido implementada, mesmo porque depende de sua aceitação, ao mesmo tempo, pelas economias mais importantes. Essencialmente, trata-se de uma taxa aplicada sobre toda e qualquer transação financeira privada entre países.

Tal taxa, segundo Tobin, é voltada para atender prioridades globais tanto ambientais quanto sociais, ajuda a evitar a volatilidade do mercado cambial e a restaurar a soberania econômica das nações. Estima-se que a receita associada à taxa alcance um valor entre 100 e 300 bilhões de dólares anuais, a partir de um percentual entre 0,1 e 0,25 incidindo sobre as transações especulativas de moeda que alcançam diariamente cerca de 1,8 trilhões de dólares.

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Marina erra, de novo.

“A rede, iniciativa fabulosa, perde sua legitimidade ao atuar como partido político.”

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Arthur Cecil Pigou

Externalidades -2.

E não é que na última semana Marina Silva anunciou que a Rede Sustentabilidade pretende transformar-se em partido até março do ano que vem. E, como acha que não pode deixar de estar atrelada a um partido, na mesma entrevista informa que deixará o PSB na mesma data.

Será possível que voltará a insistir em criar mais um partido? Talvez, para concorrer nas próximas eleições de prefeitos e vereadores, abocanhar verbas e inevitavelmente fazer concessões para evitar o “mal maior”. Contudo, como não tem vocação para esse papel menor, a rede, iniciativa fabulosa, perde sua legitimidade ao atuar como partido político.

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E a mãe terra, aceitará o recente plano de descarbonização dos EUA e China?

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“Os economistas tradicionais chamam tais impactos negativos de externalidades, forma confortável de retirar a responsabilidade do que é produzido pelos malefícios que gera.”

Externalidades – 1

O recente acordo entre os EUA e a China definindo limites a serem alcançados até 2030 e diretrizes para a descarbonização faz parecer que o sistema econômico atual é perfeitamente capaz de funcionar num novo ambiente e que está-se, no fundo, é abrindo novas oportunidades de expansão capitalista durante a transição para o uso de energias renováveis.

No embalo, reafirma-se ainda mais a convicção de que que a questão social poderá, mais do que nunca, ser equacionada pelo crescimento econômico.

E, um melhor padrão de vida é tudo o que se precisa para o bem estar, até porque a ideia de que é preciso trabalhar muito para “vencer” na vida é amplamente aceita e até mesmo desejada.

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Saídas para a atual crise da Nova Economia.

(Access here the English version)

Um primeiro passo e relativamente simples é voltar a disponibilizar na internet o histórico de realizações tanto da NEN quanto da NEI que desapareceram (!) junto com os respectivos sites.”

Cartaz de conferência promovida pelo New Economics Institute em julho de 2012.

Parte 3 (final), sobre a “renuncia” de Bob Massie.

A repercussão desta série sobre a renúncia de Massie reforça a importância de apontar para algumas das providências urgentes visando superar a crise que atravessa o movimento por uma Nova Economia.

Vale mencionar que não recebi nenhuma resposta ou ponderação que possa considerar um posicionamento de Massie ou da NEC, apenas manifestações de quem já foi ou é parte da organização. Sem exceção, todos confirmam os problemas aqui mencionados e em alguns casos com novos aspectos e fatos.

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A atividade econômica pode e deve ser orientada pela sociedade, e outros 3 princípios.

“… A “prima-dona” da economia deixa de ser o automóvel em prol do transporte coletivo.”

Princípios macroeconômicos – parte 1.

O post de hoje e o próximo são dedicados ao detalhamento dos princípios de uma teoria macroeconômica de transição para a Nova Economia relacionados na última 4ª feira.

Vamos então ao detalhamento dos 4 primeiros daqueles princípios:

1 – O trabalho não remunerado e livre tem existência importante e crescente.

Como vimos, o trabalho doado assume, hoje, uma dimensão equivalente ao remunerado e, com uma tendência de forte expansão relativa. Isto faz com que a economia dual, que dele deriva, tenda a ser a força principal na orientação das relações econômicas e sociais. Esta questão foi abordada em detalhe nos posts Trabalho não remunerado – 1, Trabalho não remunerado – 2, O setor sem fins lucrativos e Trabalho doado no Brasil.

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Economias duais: além da troca no mercado existe a doação de bens e serviços.

O outro lado da equação, ou, se quisermos, da moeda, surge da existência de uma atividade produtiva intensa, importante e que corre à margem da economia de mercado. A base dela é o trabalho sem fins lucrativos e que cria bens e produtos que são doados e não são objeto de troca.”

'Jahangir zodiacal gold coin Leo' photo (c) 2009, zeevveez - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

Economias duais.

Começo hoje uma série de posts com anotações de meu entendimento de algumas das mudanças que A Nova Economia precisa e impõe à teoria econômica.

Bem, antes de mais nada, vale desmentir algumas afirmações que tem sido feitas sem base:

  • Não é verdade que sem ter o lucro acima de tudo o capitalista não tem incentivo para investir, restringe-se sua iniciativa e caminha-se para o socialismo, entendido como o fim da propriedade privada.
  • Também não é verdade que o objeto da teoria econômica seja a alocação ótima de recursos escassos.

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A implosão do sistema econômico via redução da jornada e a internalização de custos

Ao mesmo tempo em que são de difícil contestação, per si, elas, se implementadas, desmontam o sistema econômico atual. Afinal quem pode ser contra a redução do tempo de trabalho remunerado e a inclusão, por exemplo, do uso dos recursos naturais não renováveis no custo dos produtos finais.

'Wolves attack a grizzly mother & cubs.  She escapes' photo (c) 2012, *christopher* - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

O “dom” animalesco e voraz em sua versão mais pura

A implosão do sistema.

3º post da série, continuo hoje o detalhamento de como fazer para que a Nova Economia se imponha, última parte da caracterização do objeto central deste blog e que foi antecedida pela abordagem, também detalhada, do por que e o que fazer.

Do ponto de vista social, parece-me que ficou claro que reforma, reconstrução evolucionária e revolução são parte de um mesmo quadro numa sociedade que está em movimento permanente.

Isto vale também para o caso específico da mudança para uma Nova Economia. Trata-se de um movimento de enorme envergadura e complexidade e que assume as três formas em distintos momentos e locais e requer ações que se adequem a tal complexidade. E até mais. Admite e precisa da ação de todos. Tanto dos que pelo exemplo constroem experiências típicas da Nova Economia, quanto dos que procuram, em boa fé, reformar o sistema por dentro, e, em especial, daqueles que protestam e lutam por um futuro melhor.

É um movimento que tem como objetivo a reorientação da atividade produtiva priorizando a redução da desigualdade, a preservação ambiental e o bem estar e que pode alcançar isto, a meu ver, através, principalmente, de duas de suas principais linhas de ação, por terem o necessário poder de transformação: a redução da jornada de trabalho (veja o estudo em português da nef: 21 horas) e a internalização de custos hoje externalizados (veja o post Quanto pior, melhor). Ao mesmo tempo em que são de difícil contestação, per si, elas, se implementadas, desmontam o sistema econômico atual. Afinal quem pode ser contra a redução do tempo de trabalho remunerado e a inclusão, por exemplo, do uso dos recursos naturais não renováveis no custo dos produtos finais. O máximo que se pode dizer, e é o que é dito, é que são inviáveis.

Claro, inviáveis, na visão dos que fazem parte do status quo e que não aceitam subordinar o lucro aos interesses maiores da sociedade. Estes chegam ao auge de sua argumentação esdrúxula dizendo que o lucro é a prioridade máxima porque é ele quem atrai o lado “animalesco e voraz” de alguns poucos seres humanos mais bem dotados de tal “dom” e considerados indispensáveis para que os empreendimentos surjam e floresçam.

Nada mais claro de que se trata de um choque de visões e interesses e que cabe ao movimento social em prol de uma Nova economia, a cada momento e lugar, propor o desdobramento daquelas duas grandes linhas de ações em “bandeiras” de luta que possam ser vitoriosas para, passo a passo, irem acumulando a energia necessária para a superação do impasse atual. A redução da semana de trabalho para 35 horas, por exemplo, foi uma bandeira importante na França no inicio deste século. A luta para que o “custo oculto” da usina de Belo Monte seja revelado, é outro bom exemplo.

Além do simples choque de visões e interesses está a dura luta pela manutenção dos privilégios, de um lado, e por uma vida melhor, do outro. Questões principalmente econômicas, enfim, é que levam os grupos sociais mais desfavorecidos a se mobilizarem e em muitos casos colocarem em risco sua próprias vidas. A verdade é que só com muita mobilização, muita luta é que será possível orientar a atividade produtiva na direção correta. Trata-se de um esforço coletivo e que tem sido chamado, pelas diversas correntes em favor da Nova Economia, de ativismo.

Mesmo sabendo que é indispensável agir, é interessante lembrar que, em paralelo, um vento a favor “oculto” está sempre presente. São as mudanças lentas e profundas de adequação à realidade que se transforma, sem a necessidade de nenhuma imposição moral, econômica ou social. A adequação, se dá pacificamente e é resultado da pressão do inevitável. A incrível penetração da televisão em todo o mundo e a consequente mudança no grau de consciência das pessoas em geral, é talvez o maior exemplo deste fator “invisível”.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

Reforma, revolução ou reconstrução evolucionária, qual o caminho para a Nova Economia?

É cada vez mais evidente que os Estados Unidos enfrentam problemas sistêmicos…
As disparidades de renda e riqueza tornaram-se mais agudas e corroem as possibilidades democráticas. A economia está em frangalhos. Desemprego, pobreza e decadência ecológica acentuam-se dia a dia. O poder das corporações dominam agora as decisões através de lobby, contribuições políticas sem controle e publicidade política”.
Gar Alperovitz e Steve Dubb.

'March on Washington for Jobs and Freedom, Martin Luther King, Jr. and Joachim Prinz pictured, 1963' photo (c) 2012, Center for Jewish History, NYC - license: http://www.flickr.com/commons/usage/

Marcha pelos direitos civis. Washington, 1963.

Reforma ou revolução?

Continuo hoje o detalhamento de como fazer para que a Nova Economia se imponha, terceira e última parte da caracterização do objeto central deste blog e que foi antecedida pela abordagem, também detalhada, do por que e o que fazer.

No último post, acredito que ficou claro que uma Nova Economia somente se tornará realidade através de movimentos sociais de enorme alcance e motivados pelos que estão à margem dos benefícios da civilização moderna e que são a grande maioria das populações do mundo.

Hoje vou procurar detalhar um dos aspectos destes movimentos recorrendo a um artigo em inglês de Gar Alperovitz e Steve Dubb: “Se você não gosta do capitalismo nem do socialismo, o que é que você quer? onde descrevem três possibilidades básicas de mudança social:

“É cada vez mais evidente que os Estados Unidos enfrentam problemas sistêmicos…

As disparidades de renda e riqueza tornaram-se mais agudas e corroem as possibilidades democráticas. A economia está em frangalhos. Desemprego, pobreza e decadência ecológica acentuam-se dia a dia. O poder das corporações dominam agora as decisões através de lobby, contribuições políticas sem controle e publicidade política. O planeta como um todo está ameaçado pelo aquecimento global. A vida de milhões esta afetada pelo sofrimento social e econômico. Nossas comunidades estão em decadência. Existe alguma saída para isto?…

Pensadores e ativistas têm abordado as possibilidades de mudança a partir de duas perspectivas. Uma, a tradição reformista que acredita que as instituições existentes são capazes de se adaptar e promover o progresso… Outra, a tradição revolucionária que prevê eliminação das instituições existentes, na maior parte dos casos, violentamente, e normalmente precipitada por um colapso do sistema vigente.

Mas, o que ocorre se o sistema nem se reforma nem entra em colapso?

Este é exatamente o caso dos EUA, que pode ficar nesta situação por décadas… Neste contexto, possibilidades estratégicas muito interessantes podem ser viáveis…São processos de longo prazo que podem ser bem descritos como reconstrução evolucionária, a saber, uma transformação institucional e sistêmica da politica econômica ao longo do tempo”.

A marca da reconstrução evolucionária me parece ser a da implantação prática, em relativamente pequena escala, de experiências que se dão à margem do sistema vigente e que podem ganhar massa crítica para o transformar. No dizer dos autores: “Cooperativas, áreas comuns, propriedades mistas com a municipalidade, propriedade pública, são algumas destas possibilidades e que levam à democratização da propriedade”.

O artigo todo é muito interessante, ajuda a pensar a questão da mudança mas me parece induzir a uma conclusão de que a reconstrução evolucionária é quase que uma síntese do conflito entre reforma e revolução. Não creio.

Na verdade, gradualismo e mudança de qualidade, assim como reforma e revolução no caso das mudanças sociais, se opõe mas, são parte do mesmo quadro. As instituições evoluem até o ponto de ruptura, e em seguida a evolução retoma seu curso, agora em novas bases. Isto não quer dizer que se possa ficar esperando a evolução gradual. Ao contrário, a história mostra que a pressão dos movimentos organizados levados adiante pelos grupos interessados é indispensável para que a mudança ocorra na direção que interessa à grande maioria.

Trata-se, acredito, de movimento de longo prazo, organizativo, que assume ao longo do tempo várias formas: reformista, revolucionário e evolutivo, adaptativo às circunstâncias e culturas e com vários polos e viéses. De grande complexidade, enfim.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

Em destaque

DSC_0457Passada a Rio +20 é bom voltar ao início do mês de junho e lembrar de dois acontecimentos marcantes que são a razão desta nova edição do “Em destaque”.

1) A conferência “Estratégias para uma Nova Economia” promovida pela New Economics Institute juntou por três dias cerca de 500 pessoas para debater o tema. O evento foi também transmitido em “live stream” o que agregou outro tanto, em média. O nível técnico das palestra foi empolgante. O que mais me chamou a atenção foi a mudança de enfase tornando principal a questão de como mudar. Foi um chamado para um movimento agregador das varias correntes que têm propostas similares e para o ativismo como o elemento chave para que a mudança possa ocorrer. A palestra de Bill McKibben foi, a meu ver, a que melhor expressou este aspecto e estará disponível, bem como as demais, no link acima, em breve. Um excelente resumo da conferência já está disponível no vídeo em inglês de 3 minutos com entrevistas dos principais palestrantes.

2) US 1 trilhão para missão impossível. É, o FMI, de olho na fortuna, recomenda o uso de tributação para financiar o desenvolvimento sustentável. E o que é que entende por desenvolvimento sustentável? Simplesmente, a adoção da chamada economia verde como veiculo para a perpetuação do crescimento econômico. Veja na entrevista (link com opção de texto em português) de Christine Lagarde, diretora geral do FMI. Quer dizer, a correta ideia de internalizar os custos começa a despertar o “olho gordo” de muitos, o que me leva a questionar, quem deve se apropriar dos recursos gerados por esta inevitável ocorrência? Os governos? Acho que não. Estes, são instituições do passado, sem credibilidade e dominados por interesses já estabelecidos.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

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