A Síria permanece como alvo dos EUA. Por que?

“A alegação de uso de armas químicas nunca foi a verdadeira razão.”

Por que a Síria?

Antes de mais nada manifesto minha solidariedade a Marco Lucchesi que no tocante artigo Paolo e a Revolução revela: “Paolo é um dos amigos a quem mais estimo e admiro. Vivo dias de angústia e trepidação. Redigi com Faustino Teixeira uma carta aberta, em árabe e português, clamando pela sua liberdade”.

Nestes e no artigo Desastre na Síria, Marco Lucchesi nos faz lembrar que acima dos interesses políticos que causam uma guerra civil fratricida estão as milhões de pessoas desabrigadas e as mais de cem mil mortes. Um resumo cronológico dos principais eventos preparado pela BBC que se inicia em outubro de 1918 e vem até os nossos dias mostra como é complexo e difícil de entender o contexto e o que está ocorrendo na Síria.

Acesse aqui o post completo.

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A China reage à ofensiva americana com a marcha para o oeste.

Aonde o inimigo avança, nos recuamos. Aonde o inimigo recua, nós avançamos”. Mao Tsé-Tung.

'Mikhail Gorbachev' photo (c) 2008, Ben Sutherland - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

Mikhail Gorbachev. Dirigente soviético que liderou o fim da guerra fria.

A marcha para o oeste.

O último post de 2012 foi sobre a guinada na política externa americana focando na Asia em reação à percebida ameaça chinesa. A razão do post foi a de que a possibilidade subjacente de guerra entre potencias significa um enorme retrocesso para a humanidade e para o avanço dos conceitos de uma Nova Economia.

De lá para cá, um estudo publicado por Wang Jisi, o mais proeminente e influente analista chinês em política internacional e também professor da Universidade de Pequim, tem sido muito discutido e criou uma forte corrente dentro da China em favor da chamada marcha para o oeste, que seria uma reação ao movimento americano evitando o conflito militar aberto.

Com efeito, a resposta tem tudo a ver com a proverbial “paciência chinesa” que não se veria pronta, ainda, para o confronto aberto, coisa para a próxima década.

Em seu artigo “March West: China’s Response to the U.S. Rebalancing” publicado pela Brookings Institution em 31 de janeiro último, Yun Sun detalha a estratégia de desvio de atenção da conturbada competição no Este da Asia em direção ao oeste abrangendo a Asia Central e o Oriente Médio, de onde os EUA estão tirando o foco.

Acesse aqui o post completo.

Aumento do poderio militar e da influência da China faz os EUA mudarem o foco para a Asia.

“Os EUA promoveram no início de 2012 a mais profunda mudança estratégica na sua política externa e de defesa desde 2002, quando … sob o impacto do atentado de 11 de setembro de 2001”, radicalizaram … “a ação americana no exterior”. Embaixador Rubens Barbosa.

'Map of Southeast Asia' photo (c) 2009, Jeff McNeill - license: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

Mar do Sul da China, por onde passa 33% do comércio mundial.

A escalada de conflitos na Asia.

As guerras abatem, antes de tudo e principalmente, os direitos humanos. O que já é razão suficiente para defender, lutar e preservar a paz. E a melhor forma de fazê-lo é justamente garantir, ampliar e exercer intransigentemente, em todo o mundo, a liberdade de expressão, de informação e de associação, dentre outros direitos.

As guerras, também, afetam os três grandes pilares do movimento por uma Nova Economia. Aumentam as desigualdades sociais, as perdas humanas e materiais e degradam as condições de vida das populações atingidas. A atividade produtiva converge para gerar armamentos que além de destruir, destroem-se ao serem usados, numa espécie de clímax do crescimento econômico. Além disto, os armamentos trazem uma tremenda agressão ambiental, seja por sua produção seja no seu emprego. E, se já não bastasse, e principalmente, são uma marcha à ré na busca por um melhor bem estar pelo ser humano.
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