Simplesmente, uma loucura

1) Para ler notícias relacionadas à Nova Economia, acesse o link à direita.
2) A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Equilibriophoto © 2007 Toni Castillo Quero | more info (via: Wylio)

Bem, o professor Mountebank está em intensa atividade. Divirta-se lendo a entrevista que ele acaba de conceder ao pessoal do CASSE.

Na entrevista ele analisa o artigo “Simply madness” publicado na “National Review” e escrito por Jonah Goldberg no dia 10 de junho último. Este sim, convém levar a sério pois retrata as principais críticas à Economia em Equilíbrio e típicas da parcela conservadora da sociedade americana.

O Artigo começa com uma grotesca negação da bela frase atribuída a Gandhi: “Viva simplesmente para que os outros possam simplesmente viver”, dizendo que a simplicidade não vai resolver os problemas americanos, mas que o crescimento econômico, sim.

E vai daí para pior.

Vou me deter em uma das críticas apontadas na parte que se segue do artigo. As demais, deixo para os leitores a diversão de responder. Vale consultar para isto a seção “Mitos e realidade” no site do CASSE.

Ele compara o estado de equilíbrio com a parte reta e horizontal da curva de um eletrocardiograma. Ou seja, com a morte, que segundo ele é o mais equilibrado de todos os estados. Como diz o José Eli em recentes artigos, nada mais tosco.

Explico. O equilíbrio se dá quando cessam os efeitos transientes de um fenômeno, mas é dinâmico, aspecto aliás muito bem posto, em relação à economia, no livro “The New Economics“. Em outras palavras, equilíbrio é movimento após superadas as ocorrências transitórias.

O oceano, por exemplo, está em equilíbrio (quando não ocorrem tsunamis) mas em permanente movimento. Até nos casos estacionários, o estado é apenas aparente. Por exemplo, quando um objeto é dito em órbita estacionária é porque ele está fixo apenas em relação a um planeta de referência.

Os exemplos confirmam a noção que vale para qualquer fenômeno de que no equilíbrio contínua havendo movimento mas já cessaram os efeitos transitórios.

E, é evidente, o crescimento econômico é característico de uma época e será entendido como um efeito transiente na historia da evolução da capacidade produtiva da humanidade.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

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Mountebank é o novo Nobel

1) Para ler notícias relacionadas à Nova Economia, acesse o link à direita.
2) A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

O post de hoje traz um pouco de ironia e humor. É uma tradução, feita por mim e revista por Fernando Goulart, diretor do CASSE, de um texto postado recentemente pelo diretor executivo do CASSE, Rob Dietz, no site da organização: “Mountebank Wins Nobel for Infinite Planet Theory“. Vamos a ele:

Rob Dietz

 Poucas pessoas leram os densos volumes publicados pelo economista Milton Mountebank, mas sua obra afetou a você, a mim e a cada pessoa do planeta. O Dr. Mountebank revolucionou o pensamento econômico e agora vê seus singulares esforços recompensados. Numa recepção de gala em Estocolmo, Suécia, o presidente do Banco Central da Suécia, Peter Norborg, entregou ao Dr. Mountebank o premio Nobel de economia por sua vida de trabalho dedicada à teoria do planeta infinito.

Na entrega do premio o Sr. Norborg declarou: “O Dr. Mountebank demonstrou imaginação e criatividade além do que uma mente racional possa compreender”. De fato, é devido à suas teorias que nós todos fazemos o que fazemos em termos econômicos. As nações batalham pelo crescimento continuo do GDP e expansão sem fim do consumo graças à teoria do planeta infinito. O Sr. Norborg continuou dizendo: “Todos os bancos, incluindo o Banco Central da Suécia, devemos muito a ele. Nós financiamos a expansão econômica. Nossas ações e decisões seriam moralmente suspeitas caso vivêssemos num planeta finito”.

Dr. Mountebank (foto de Derrick Tyson)

Num momento de descontração durante sua apresentação, o Sr. Norborg afirmou que o Dr. Mountebank é responsável por um benefício ainda maior para a humanidade ao reduzir o estresse dos indivíduos. Melhor do que tudo, ele disse: “É que nos podemos extrair, consumir e digerir recursos, sem culpa. As restrições planetárias foram conquistadas. Elas foram-se da mesma forma que se foram os drontes, o império romano e as principais áreas de pesca”.

Apesar dos livros do Dr. Mountebank não terem atingido grande audiência, seu trabalho teve forte influência sobre a elite política e empresarial. Ronald Reagan é um exemplo proeminente. É famosa a citação do Presidente Reagan: “Não há limites para o crescimento e progresso humano quando os homens e as mulheres são livres para irem atrás de seus sonhos”. Esta é aliás a citação com que o Dr. Mountebank fecha sua obra magna: “O infinito e além – O mágico triunfo da economia sobre a física”. Na mesma linha, Phillip van Uppington, ex vice-presidente do Lehman Brothers afirmou que o Dr. Mountebank teve enorme influência em sua empresa: “Nós costumávamos citá-lo a toda a hora. Um dos pontos altos de minha careira foi um simpósio que eu organizei há poucos anos atrás com Mountebank e Milton Friedman. Nós o chamamos de o dia dos dois Miltons. Eles realmente abriram nossas mentes para as possibilidades das inovações financeiras. Uma vez implementadas as doutrinas dos dois Miltons, nós passamos a ter mais receita do que a maioria das pequenas nações”.

Em seu discurso. o Dr. Mountebank contou como ele desenvolveu a teoria do planeta infinito. “Equações, Equações, Equações”, ele disse, “eu as via dançando ao deitar e de manhã, ao acordar, as escrevia. Fiz isto por três anos seguidos até conseguir finalmente juntá-las”. O núcleo da demonstração matemática da viabilidade do crescimento infinito apresentada por Mountebank foi a equação do escamoteamento, uma nebulosa expressão diferencial multivariável que, aceita-se, é entendida por menos do que 4 economistas no mundo. “Esta é a razão pela qual estou hoje neste palco”, disse Mountebank. “Infelizmente a equação é grande demais para caber na tela atrás de mim, mas é a chave para o crescimento econômico infinito. Felizmente, vocês não precisam ser economistas ou estatísticos para usá-la como um guia em seu dia a dia”.

O Dr. Mountebank continuou, segurando um globo em suas mãos e dizendo: “Nós todos reconhecemos que a terra é uma esfera, e da geometria básica, nós todos compreendemos que a esfera não tem principio nem fim. Se você sair em uma direção da superfície da esfera, não haverá ponto de término – é o infinito”. Ele moveu o globo com seus dedos ao redor dele para provar seu ponto. “C.Q.D, Sem fim. E isto significa que o planeta pode ser explorado ilimitadamente para o ganho econômico”.

A teoria do planeta infinito ganhou aceitação quase unanime nos círculos econômicos, mas tem havido algumas vozes críticas. No dia da premiação um pequeno grupo fez um piquete em frente ao Banco Central. Dentre eles, uma carregava um cartaz dizendo “Steady State”. Perguntado por que estava protestando ela disse: “Mountebank? Você não pode estar falando sério. O Nobel deveria ir para Herman Dale”. O Dr. Dale é conhecido pelo seu trabalho sobre os limites do crescimento e a Economia em Equilíbrio, conceitos que se chocam com a teoria do planeta infinito. Aliás, o Clube de Roma subscreveu tal posição ao publicar o seu “best seller “Os limites do crescimento”.

Em seus escritos, contudo, o Dr. Mountebank desconsiderou a noção de limites. Em uma das passagens do “O infinito e além” afirma: “O fim do petróleo barato, a extinção das espécies, a mudança climática, o desmatamento, o esgotamento de recursos, a pobreza extrema, a perda de serviços do ecossistema e a degradação do solo e dos aquíferos – estes são problemas sem importância, desde que continuemos a crescer a economia em direção ao seu último estágio: o infinito e além. Em nenhuma circunstância nós devemos permitir que pensamentos furtivos a respeito de um planeta finito ou restrições advindas das leis da física interfiram na construção de uma economia maior. E certamente, não devemos ouvir os pessimistas contumazes que continuam a perfilar seus fatos vazios sobre o nosso desfile de crescimento. Crescimento, por si só, é o ideal moral e político”.

O Dr. Mountebank encerrou seu discurso com uma nota pessoal, lembrando como a teoria do planeta infinito aplacou os temores de seus netos. “Eles me disseram que estavam com medo do que estava ocorrendo com o meio ambiente. Eu os acariciei e disse para não terem medo. Porque, acima de tudo, não se consegue prejudicar a natureza num planeta infinito. Por definição, há sempre mais”.

O Dr. Mountebank (cujo nome em português seria Dr. Milton Trapaça) já é o oitavo agraciado com o premio Nobel em economia oriundo da “Fantasia University”.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

Dúvidas sobre a declaração do CASSE

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2) A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Recebi e-mails dos leitores e amigos Mario Simas e Benedito Oliveira com questionamentos a respeito da declaração do CASSE. Ao analisá-los percebi que os pontos levantados e as respostas poderiam ser de interesse dos demais leitores, daí este post, que aborda, a seguir, cada um dos pontos mencionados. Ressalto que o artigo mencionado ao final deste post é uma excelente referência para aqueles que desejarem aprofundar-se nas questões.

1) Estão realmente consolidados os princípios da física e da ecologia indicando limites para o crescimento econômico, e quais são eles?

As duas primeiras leis da termodinâmica, o conceito de nível trófico (cadeia alimentar) e o da exclusão competitiva são os princípios cuja aplicação já está bastante consolidada no estudo e configuração da necessidade de uma Nova Economia.

2) É viável esperar que as nações movam-se em comum acordo na direção de uma Economia em Equilíbrio e que as mais ricas aportem recursos para tanto sem afetar a soberania dos demais?

Acredito que não. As nações estão muito longe de aceitarem a tão mencionada governança global. Assim, é previsível supor que será necessário que as catástrofes ambientais, o aumento do consumo per capita e da massa de consumidores e o acirramento da crise social fiquem mais do que evidentes para que os países se vejam forçados a convergirem para um entendimento, isto, se houver tempo.

3) Porque não não é viável esperar que o progresso tecnológico possa vir a amenizar o conflito entre crescimento econômico, ecologia e bem estar, a longo prazo?

As inovações não tem sido usadas para tal fim e não é de se esperar que o venham a ser por estrem intimamente ligadas ao crescimento econômico e dele depender para o seu financiamento.

4) Por que o aumento do consumo per capita é apenas marginalmente afetado pelo aumento da população?

A incorporação anual ao mercado de cerca de 200 milhões de pessoas faz com que parte do que é produzido seja consumido por estes, mas num quadro em que continua havendo crescimento per capita.

5) No cenário de uma Economia em Equilíbrio, terão as nações mais ricas recursos para apoiar as demais, na transição?

É claro que sim, quando estiverem suficientemente aflitas.

6) Por que é adequado manter-se o aumento do consumo per capita como objetivo para as nações que não tenham atingido patamar estabelecido de bem estar?

Para atender as necessidades das populações carentes.

7) E, por fim, uma questão mais ampla: será que a situação vai realmente ficar tão ruim?

O tempo dirá. Além de indicações muito fortes de crise ambiental e social ainda existe o fato de que já é possível ao ser humano conquistar um maior bem estar saindo da “roda viva” do crescimento econômico. Assim, o quanto antes a humanidade puder agir, melhor.

Observo que, buscando melhor expressar o ponto de vista do CASSE, conversei com o seu presidente, Brian Czech, principalmente sobre as respostas às primeira e terceira perguntas. Observo ainda que consultei, ao responder, o artigo por ele escrito e publicado na “Conservation Biology” e que é, ao meu ver, uma das melhores fontes para aprofundar-se o assunto.

Aproveito para mencionar que o site do CASSE está muito bem feito, apresenta os assuntos de maneira leve e bastante completa além de apresentar uma excelente lista de leitura atualizada e por tópicos.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

O quanto é o bastante?

1) Novo: Para ler notícias relacionadas à Nova Economia, acesse o link à direita.
2) A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Conforme mencionei anteriormente, o documento “Enough Is Enough“, resultado de uma conferência promovida pelo CASSE e a organização “Economic Justice for All” em 2010 é uma importante referência para a Economia em Equilíbrio.

Cerca de 250 economistas, cientistas e outros interessados se reuniram com dois objetivos:

  • Chamar a atenção a respeito do volume substancial de evidências cientificas que mostram que o crescimento econômico não é ambientalmente sustentável e não está melhorando a qualidade de vida nos países desenvolvidos.
  • Identificar políticas específicas e implementáveis para se chegar à uma Economia em Equilíbrio.

 O documento realça uma importante e interessante ideia: Ao invés de mais, o bastante, baseada na noção que a partir de um nível, dito suficiente, de bens e serviços, mais não significa maior bem estar. É de se supor que o bastante é alcançável e viável para todos. Em sendo, tendo em vista, como vimos em post anteriores, que os desejos dos seres humanos são ilimitados e contidos apenas pela renda disponível, limitar o consumo ao bastante implica em renda compatível com tal nível de consumo.

Bem, sobre o 1º objetivo da conferência, o documento destaca que “a humanidade já ultrapassou 3 (*) de 9 fronteiras do planeta”. Tais fronteiras definem limites cuja ultrapassagem podem causar abruptas e catastróficas mudanças ambientais. E são: mudança climática (*), perda de biodiversidade (*), ciclos de nitrogênio (*) e fósforo, redução da camada de ozônio, acidificação dos oceanos, uso da água, uso da terra, carga de aerosol e poluição química.

Outros indicadores, como a “pegada ecológica” indicam que estamos num estado de esgotamento ecológico global: a devastação de florestas e a pesca ocorrem em ritmo mais rápido do que a reposição. Resíduos como CO2 não mais conseguem ser absorvidos. O resultado é a erosão do estoque de recursos naturais e do suprimento de serviços do ecosistema dos quais a economia e a sociedade, em última instância, dependem.

No documento são identificadas 10 principais políticas para se chegar a uma Economia em Equilíbrio e para cada uma indica porque é necessária e como pode ser implementada. Tais políticas são:

Limitar o uso de recursos e as perdas.
Estabilizar a população.
Distribuição equitativa da renda e riqueza.
Reformar o sistema monetário.
Mudança nos critérios de medida do progresso.
Pleno emprego.
Repensar a estrutura das empresas e os métodos de produção.
Cooperação entre as nações.
Mudança no comportamento do consumidor.
Atrair os políticos e a mídia para a nova realidade.

E salienta a necessidade de uma nova teoria econômica que reformule conceitos fundamentais como investimento, produtividade e propriedade, de forma que a economia gere retornos sociais e ambientais, a produtividade seja otimizada e haja estimulo a cooperativas e outras formas de controle dos empreendimentos.

O documento menciona também o mais importante, o que fazer para se chegar lá, e propõe um plano de transição para avançar em direção a uma Economia em Equilíbrio:

Estimular a mudança comportamental do “mais” para o “necessário”.
Aprofundar as pesquisas relacionadas a uma nova teoria econômica.
Divulgar os males do crescimento econômico e as vantagens de uma Economia em Equilíbrio.
Dar suporte e implementar as políticas de transição para uma Economia em Equilíbrio.

 Vê-se em algumas das políticas propostas a esperança, infundada a meu ver, de que seja possível induzir a mudança no comportamento de cada um. Também, não se menciona o “como” fazer, o que será objeto de um post específico.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

Os Princípios da Declaração do CASSE

Leitor: A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

US 1st Lady Eleanor Roosevelt & Declaration, 1949photo © 2010 Blatant World | more info (via: Wylio)

Antes da apresentação dos princípios, em continuação ao post da última 4ª feira, uma nota que mostra que, aos poucos, a ideia de uma Nova Economia está se difundindo e fortalecendo: A importante “National Wildlife Federation“, em 15 de abril deste ano, emitiu uma resolução condenando o uso do PIB como indicador de bem estar econômico e propondo a adoção de indicadores que reflitam mais apropriadamente o bem estar e a preservação ambiental.

A  2ª parte da declaração pública em favor da Economia em Equilíbrio afirma os princípios que norteiam o trabalho do CASSE:

1) Existe um conflito fundamental entre o crescimento econômico e a proteção ambiental (especialmente em relação à conservação da biodiversidade, à proteção da qualidade do ar e da água e à estabilidade atmosférica);

2) Existe um conflito fundamental entre o crescimento econômico e os serviços ambientais que servem de base para a economia e a vida humana (especialmente, a polinização, a decomposição e a regulação do clima);

3) Não é viável esperar que o progresso tecnológico, que tem tido impactos positivos e negativos, possa vir a amenizar o conflito entre crescimento econômico, ecologia e bem estar, a longo prazo;

4) O crescimento econômico medido pelo aumento do PIB é um objetivo cada vez mais perigoso e anacrônico, especialmente para nações ricas e com população majoritariamente afluente;

5) Uma Economia em Equilíbrio (isto é, com pequena variação no nível de consumo per capita) é uma alternativa viável à uma economia em crescimento e já é um objetivo apropriado para as nações mais ricas;

6) A sustentabilidade a longo prazo de uma Economia em Equilíbrio requer que sejam minimizados os riscos tanto ecológicos quanto de atendimento das necessidades da população na ocorrência de fenômenos naturais e acidentes, como secas e falhas de energia;

7) Uma Economia em Equilíbrio não significa abrir mão do desenvolvimento econômico, processo dinâmico e qualitativo apoiado no uso da inovação tecnológica e na mudança da importância relativa dos setores econômicos ao longo do tempo;

8) É necessário que as nações movam-se em comum acordo na direção de uma Economia em Equilíbrio, que o façam no ritmo adequado ao estágio de desenvolvimento de cada uma e que possam contar para tanto com recursos aportados pelas nações mais ricas.

9) O aumento do consumo per capita, com a qualidade e a minimização do desperdício e perdas próprias de uma Economia em Equilíbrio, mantem-se como objetivo adequado para as nações que não tenham atingido patamar estabelecido de bem estar;

Se você concordou com as premissas e agora concorda com os princípios, e achando importante, assine a declaração.

O documento “Enough Is Enough“, resultado de uma conferência promovida pelo CASSE e a organização “Economic Justice for All” em 2010 é uma importante referência sobre o assunto e vai além apresentando passos concretos para a transição. Vou comentá-lo em um dos próximos posts.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

As Premissas da Declaração do CASSE

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Abaixo-assinado em Jundiaíphoto © 2010 Milton Jung | more info (via: Wylio)

Bem, antes de entrar no assunto, registro que este blog atingiu ontem a marca de 5.000 acessos de terceiros computados pelo provedor do serviço, o WordPress, em pouco menos de 7 meses. Um resultado que mostra o interesse que o assunto está começando a despertar no Brasil.

O CASSE (centro de estudos e ação em prol da Economia em Equilíbrio) trabalha ativamente para conquistar adesões para sua declaração pública em favor da Economia em Equilíbrio. A declaração está construída em duas partes. A 1ª estabelece algumas premissas e a 2ª os princípios de sua ação.

A ideia de uma declaração vem da necessidade de deixar claro o posicionamento do centro tanto para aqueles que se interessem em aderir à causa quanto para os que por ela trabalham. E, também, por ser um instrumento de mobilização na luta pela mudança.

Até hoje já houve em todo o mundo, cerca de 200 adesões de organizações e 7.200, individuais, muitas, de pessoas de destaque em suas áreas de atuação.

As premissas são:

1) O crescimento econômico como definido pela teoria econômica vigente resulta do aumento da produção e do consumo de bens e serviços;

2) O crescimento econômico provoca, na grande maioria dos casos, o aumento do consumo per capita, o qual, é apenas marginalmente afetado pelo aumento da população;

3) A economia global, por seus setores agrícola, extrativo, industrial e de serviços, requer crescentes insumos materiais e energéticos e gera perdas e desperdício também crescentes;

4) O crescimento econômico é, via de regra, medido pelo aumento do produto interno bruto (PIB) ou do produto nacional bruto (PNB);

5) O crescimento econômico tem sido o objetivo principal e perene da maioria das sociedades e de seus governos;

6) Princípios consolidados da física e da ecologia indicam que existem limites ao crescimento econômico;

7) É crescente a evidência de que o crescimento econômico global tem impactos negativos a longo prazo tanto para a ecologia quanto para o bem estar;

Se você concorda com as premissas, leia o restante da declaração e concordando e achando importante, assine-a. Ou, aguarde o próximo post que descreve a parte final da declaração.

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O CASSE no Rio de Janeiro

Leitor: A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Em sintonia com meu trabalho por uma Nova Economia assumi a responsabilidade de coordenar o CASSE no Estado do Rio de Janeiro.

O CASSE é dedicado á ideia de uma Economia em Equilíbrio, vista como um imperativo ambiental e social que se contrapõe ao crescimento econômico ilimitado. Sua ações principais são a divulgação da ideia e o fomento a estudos sobre a Economia em Equilíbrio e a sua implementação.

O centro tem sede e uma atuação intensa nos EUA, com repercussão também no Canada, Inglaterra, Austrália, Noruega, Colômbia e Brasil.

O CASSE aborda de uma forma original e importante a forma como a Economia em Equilíbrio interage com 13 das principais questões da sociedade: Consumo, População, Família, Liberdade e Governo, Moradia e Comunidades Locais, Cidades, Alimentação e Agricultura, Transporte, Meio Ambiente e Conservação, Trabalho e Negócios, Energia, Dinheiro e Investimento e Tecnologia.

Uma das ações importantes que o CASSE tem conduzido é a de conquistar adesões para um Manifesto em favor da Economia em Equilíbrio. Este manifesto está disponível em várias línguas e busca ser um elemento agregador e mobilizador em torno da causa.

A conquista de adesões para o Manifesto é uma das missões do CASSE do Estado do Rio de Janeiro, além de divulgar as suas ideias, documentos e ações, estimular a produção de documentos focando na realidade brasileira e de promover palestras e encontros sobre o assunto.

Evidentemente, a unidade regional precisa da contribuição de quem se interesse e queira trabalhar pela causa. Desejando contribuir, entre em contato com o autor ou expresse-se através deste blog que passou a ter o objetivo adicional de divulgar os assuntos do CASSE.

Num próximo post entrarei em mais detalhe sobre o conceito de uma Economia em Equilíbrio e especialmente sobre sua interação com as 13 questões mencionadas.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

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