10 razões para repudiar o decreto da participação popular.

(A pesquisa da semana foi substituída por sua opinião na central de comentários sobre qual das razões lhe parece a mais marcante)

Como pôde tal palavrório sem sentido ter sido assinado por uma presidente da República e 3 de seus 39 ministros?”

O círculo da burocracia.

A reação ao post da semana passada foi de, predominantemente, associá-lo ao antipetismo e à negação de conquistas sociais lideradas pelo partido.

É curioso. Tais pessoas tem absoluta convicção de que através do sistema político atual pode-se alcançar a melhoria de vida para amplas camadas da população e ficam cegas para as profundas distorções e consequências nefastas da democracia representativa.

No post em nenhum momento houve a partidarização da questão. Na verdade, ao contrário, manifesta total descrença no sistema político reinante e defende a necessidade imperiosa da sociedade tomar as rédeas de seu próprio destino.

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Participação Social, um decreto abominável. Diga você o quê mais.

A aberração é tamanha que resolvi deixar ao leitor a possibilidade de expressar a sua visão das principais incongruências do decreto através da central de comentários, para, em seguida, na próxima semana, consolidar e complementar as contribuições feitas.”

Veja só, o decreto nº 8.243, de 23 de maio de 2014 foi formulado de cima para baixo e sem participação popular mas, pretende regular a interferência da sociedade no estado.

Esta, de todas, talvez seja uma das menores contradições desta obscura iniciativa que sob o manto do vanguardismo democrático abriga um nefasto ranço populista.

O leitor poderá estranhar o termo “interferência” a que me referi acima, mas é exatamente este o aspecto que mais transparece do texto proposto. Trata-se de uma tentativa do estado “definir” como a sociedade com ele se relaciona, o que, na prática não passa de uma tentativa de limitação e contenção da ação de todos nós.

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Os franceses parecem ver o Brasil como o país mais violento do Ocidente, devido, entre outros, ao movimento “não vai ter copa”. E, outros artigos.

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

Nada indica que uma família sem adequada provisão de escola, saúde, cultura, segurança, moradia, água e esgoto saia da pobreza apenas porque pode comprar aproximadamente oito pães por pessoa a cada dia.” (Cristovam Buarque).

Abertura de “Meu pedacinho de chão”, novela exaltada por Diegues em artigo referido abaixo pela originalidade e beleza.

Em destaque.

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NÃO VAI TER COPA. A expulsão urbana pelas armas é a explicação.

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

“Não é a toa nem pelos 20 centavos que se viu em junho último as maiores manifestações de massa já ocorridas e por todo o Brasil.”

Helicópteros da polícia sobrevoam a favela da Maré

Em incisivo artigo publicado no The Nation, Dave Zirin faz um importante alerta sobre uma das mais agudas questões urbanas da cidade do Rio de Janeiro, a da especulação imobiliária.

O artigo completo e traduzido está disponível em: “A Copa do Mundo no Brasil e a gentrificação através do cano de uma arma.

O artigo começa com uma distinção entre as palavras favela e gueto. Em inglês seriam “favela” e “slum” respectivamente. E, ressalta como a grande mídia americana retratou a ocupação das “slums” da Maré pelas forças militares. Utilizando, talvez subliminarmente, a degradação do local para reforçar a necessidade da ocupação militar do complexo de favelas.

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A Síria permanece como alvo dos EUA. Por que?

“A alegação de uso de armas químicas nunca foi a verdadeira razão.”

Por que a Síria?

Antes de mais nada manifesto minha solidariedade a Marco Lucchesi que no tocante artigo Paolo e a Revolução revela: “Paolo é um dos amigos a quem mais estimo e admiro. Vivo dias de angústia e trepidação. Redigi com Faustino Teixeira uma carta aberta, em árabe e português, clamando pela sua liberdade”.

Nestes e no artigo Desastre na Síria, Marco Lucchesi nos faz lembrar que acima dos interesses políticos que causam uma guerra civil fratricida estão as milhões de pessoas desabrigadas e as mais de cem mil mortes. Um resumo cronológico dos principais eventos preparado pela BBC que se inicia em outubro de 1918 e vem até os nossos dias mostra como é complexo e difícil de entender o contexto e o que está ocorrendo na Síria.

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Mais médicos, menos saúde. Antes de tudo, água corrente e esgoto em 100% das casas.

“Tratar o cocô não dá voto. As obras são subterrâneas e o objeto considerado abjeto”.

Mais médicos, menos saúde.

Comunidade Vila Dique (RS) – 62,7% das doenças entre os moradores estão ligadas a falta de saneamento básico.

No recente artigo “É hora de falar de saneamento“, Ana Paula Barcellos, mesmo num tom excessivamente cauteloso, faz perguntas e afirmativas que vão ao centro da questão (em azul, meu comentário, abaixo de cada item):

Mais médicos e remédios seriam os meios para superar os principais desafios de saúde no Brasil?
– Como se verá mais adiante, o principal problema de saúde pública resulta da falta de saneamento. A autora ressalta, com base em estudo da OMS, que cada dólar gasto com saneamento poupa quatro dólares com gastos em saúde.

O que torna um problema de saúde mais importante que outros? Doenças que afetam mais pessoas devem ter prioridade ou o cuidado de determinados grupos (crianças ou pessoas de baixa renda)?

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A tragédia de Santa Maria. Um dano originado de ignorância, incompetência, negligência, oportunismo, incompreensão ou subestimação do nexo causal constituí crime?

“(João) Bosco (me) disse uma frase que abriu uma cratera em minha cuca: – Tem uma linha ligando o desprezo pela vida humana, que matou os jovens em Santa Maria, e os sorrisos de Collor e Renan na casa de tolerância. O problema é que há muitos pontos e vemos raras linhas. Não aprendemos a ligar os pontos.” Aldir Blanc em Os pontos e as linhas.

Presídio brasileiro

A tragédia de Santa Maria.

Antes de apresentar minha resposta vou expor alguns casos:

1) “Pibinho”. A solução imediata para o “pibinho” de 2012 foi o incentivo à compra de carros via redução do IPI. Na mesma época foi aprovada uma versão mais dura da lei seca, que passou a ser seca, realmente, tentando frear as mortes causadas pelo álcool que obviamente é proporcional ao número de veículos. Isto sem falar em todos os problemas que o aumento da frota causa: obsolescência, poluição, mortes, investimentos mal direcionados, engarrafamentos, etc.

Terá havido desconsideração consciente da relação entre aumento da frota e mortes?

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A China reage à ofensiva americana com a marcha para o oeste.

Aonde o inimigo avança, nos recuamos. Aonde o inimigo recua, nós avançamos”. Mao Tsé-Tung.

'Mikhail Gorbachev' photo (c) 2008, Ben Sutherland - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

Mikhail Gorbachev. Dirigente soviético que liderou o fim da guerra fria.

A marcha para o oeste.

O último post de 2012 foi sobre a guinada na política externa americana focando na Asia em reação à percebida ameaça chinesa. A razão do post foi a de que a possibilidade subjacente de guerra entre potencias significa um enorme retrocesso para a humanidade e para o avanço dos conceitos de uma Nova Economia.

De lá para cá, um estudo publicado por Wang Jisi, o mais proeminente e influente analista chinês em política internacional e também professor da Universidade de Pequim, tem sido muito discutido e criou uma forte corrente dentro da China em favor da chamada marcha para o oeste, que seria uma reação ao movimento americano evitando o conflito militar aberto.

Com efeito, a resposta tem tudo a ver com a proverbial “paciência chinesa” que não se veria pronta, ainda, para o confronto aberto, coisa para a próxima década.

Em seu artigo “March West: China’s Response to the U.S. Rebalancing” publicado pela Brookings Institution em 31 de janeiro último, Yun Sun detalha a estratégia de desvio de atenção da conturbada competição no Este da Asia em direção ao oeste abrangendo a Asia Central e o Oriente Médio, de onde os EUA estão tirando o foco.

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Recém publicado no Brasil livro de Assange sobre a liberdade e o futuro da internet.

De um lado, uma rede de governos e corporações que espionam tudo o que fazemos. Do outro, os cypherpunks, ativistas e geeks virtuosos que desenvolvem códigos e influenciam políticas públicas. Foi esse movimento que gerou o WikiLeaks”. Julian Assange.

Este espaço, hoje, é ocupado pela apresentação do livro de Julian Assange “Cypherpunks – Liberdade e o futuro da internet” feita em post publicado no site “Outras Palavras” pela jornalista e codiretora da Agência Pública, NatáliaViana e que também é colaboradora do Wikileaks e autora do posfácio do livro.

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O Papa e o meteoro, O que diria Jesus? e Golpe contra novos rumos.

“Seria bom saber que todos os políticos eleitos usam os mesmos serviços públicos de seus eleitores.” Cristovam Buarque.

'2009 Leonid Meteor (cropped, afterglow closeup)' photo (c) 2009, Ed Sweeney - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

Em destaque.

Acordei sábado, dia 23 último, com uma bela surpresa. 3 ótimos, 2 deles divertidos, artigos no jornal O Globo, e que têm tudo a ver com a Nova Economia.

Aliás, antes que me perguntem, registro que diariamente me surpreendo com o mencionado jornal que tem uma orientação claramente conservadora e ainda por cima é monopolista. A bem da verdade, monopolista por incompetência dos antigos Correio da Manhã, Jornal do Brasil e Última Hora.

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Aumento do poderio militar e da influência da China faz os EUA mudarem o foco para a Asia.

“Os EUA promoveram no início de 2012 a mais profunda mudança estratégica na sua política externa e de defesa desde 2002, quando … sob o impacto do atentado de 11 de setembro de 2001”, radicalizaram … “a ação americana no exterior”. Embaixador Rubens Barbosa.

'Map of Southeast Asia' photo (c) 2009, Jeff McNeill - license: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

Mar do Sul da China, por onde passa 33% do comércio mundial.

A escalada de conflitos na Asia.

As guerras abatem, antes de tudo e principalmente, os direitos humanos. O que já é razão suficiente para defender, lutar e preservar a paz. E a melhor forma de fazê-lo é justamente garantir, ampliar e exercer intransigentemente, em todo o mundo, a liberdade de expressão, de informação e de associação, dentre outros direitos.

As guerras, também, afetam os três grandes pilares do movimento por uma Nova Economia. Aumentam as desigualdades sociais, as perdas humanas e materiais e degradam as condições de vida das populações atingidas. A atividade produtiva converge para gerar armamentos que além de destruir, destroem-se ao serem usados, numa espécie de clímax do crescimento econômico. Além disto, os armamentos trazem uma tremenda agressão ambiental, seja por sua produção seja no seu emprego. E, se já não bastasse, e principalmente, são uma marcha à ré na busca por um melhor bem estar pelo ser humano.
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A divulgação de documentos militares americanos pelo WikiLeaks foi decisiva para a eclosão da “primavera árabe”.

….Lembro da “audácia da esperança”.… Quem pode negar que o presidente dos EUA seja mesmo muito audacioso?! Não é muita audácia dizer, na 3ª-feira (após sua releição), que “os EUA apoiaram as forças da mudança” na Primavera Árabe”? Julian Assange.

Julian Assange Award, foto de Stefan Wermuth, Reuters. 2011.

Premio da Fundação pela Paz sediada em Sydney, Austrália.

A perseguição a Assange.

5 de abril de 2010: É divulgado o vídeo Collateral Murder mostrando disparos de um helicóptero de guerra americano contra civis iraquianos. Os soldados confundem uma câmera fotográfica com uma arma e atiram. E depois destroem uma camionete de transporte de crianças.

25 de julho de 2010: (Afghanistan War Logs) cerca de 92 mil documentos militares americanos sobre a guerra no Afeganistão são revelados. Eles relatam o crescimento da insurgência Taleban, o desapontamento dos civis com seu governo e a queixa de falta de recursos para empreender a guerra.

22 de outubro de 2010: (Iraq War Logs) cerca de 400 mil documentos militares americanos são revelados e mostram que 63% das mais de 109 mil mortes é de civis, casos de abusos e descontrole de seus soldados, que o exército americano ocultou casos de tortura dentro das prisões iraquianas e que haviam equipes encarregadas de perpetrar torturas e assassinatos.
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Naves não tripuladas (drones) afrontam a lei internacional. A justificativa é o terror contra o terror.

“São naves leves, não identificáveis e que disparam mísseis letais e de alta precisão. … Uma nova caixa de pandora foi aberta. …Israel, Irã, Rússia, Índia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, China, Taiwan, Turquia e Coreia do Norte, além dos EUA, já possuem drones de ataque”.

Direitos Humanos e o uso de “Drones”.

Dar como certo o respeito aos direitos humanos é um erro que o movimento por uma Nova Economia não pode cometer sob pena de sucumbir por um longo período. A violação de tais direitos pelos países com real poderio militar, principalmente os EUA, é patente e vem se institucionalizando, alegando que o fazem para se proteger do “terrorismo” e que este põe em risco a sua “segurança nacional”. Já vimos este filme há poucas décadas. Como aqui, naqueles países os militares vem assumindo cada vez mais um papel preponderante já que, em tese, são especialistas no assunto. E, sob a bandeira da segurança nacional tudo pode ser justificado, inclusive, se pensarem ser a saída para eles, isolar pela força os excluídos tanto internamente quanto nos demais países.


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