As melhores incubadoras de inovação estão nas favelas.

Vale a pena ler a entrevista do professor Kirk Bowman recém publicada e cujo título é o mesmo deste post.

Certamente, ao invés de incubadora seria melhor referir-se a semente já que não se tratam de empreendimentos nascentes mas sim de exemplos concretos em que os os próprios interessados partem para a ação, mas, o que não invalida o conteúdo da entrevista.

 Dentre outras passagens, vale a pena citar:

“A inovação que eu não conhecia até vir para o Brasil é esse processo local, que cria redes de pessoas, encontros, novas comunidades e que traz felicidade. Estamos interessados em inovação social, que usa novas configurações de comunidades bem-sucedidas e desenvolvimento global a nível local.”

 “O Brasil está acordando. Você não pode depender de políticos e grandes empresas para cuidar das pessoas. As pessoas devem criar as próprias soluções. E isso está sendo feito nas favelas. E muitas pessoas de classe média estão unindo esforços nessas comunidades por meio do voluntariado e de projetos.”

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Referendo no Reino Unido – decisão direta mas inconsistente.

O líder vitorioso, xenófobo e o derrotado preso à tecnoburocracia e ao austericídio da UE.

Um esclarecedor e aprofundado artigo intitulado “Brexit, Grexit, União Europeia e a desglobalização” sobre o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia e escrito por José Eustáquio Diniz Alves é uma referência obrigatória para quem deseja uma análise histórica, cultura, econômica e política sobre um acontecimento que traz impactos previsivelmente dramáticos.

Acesse aqui o post completo.

10 razões para repudiar o decreto da participação popular.

(A pesquisa da semana foi substituída por sua opinião na central de comentários sobre qual das razões lhe parece a mais marcante)

Como pôde tal palavrório sem sentido ter sido assinado por uma presidente da República e 3 de seus 39 ministros?”

O círculo da burocracia.

A reação ao post da semana passada foi de, predominantemente, associá-lo ao antipetismo e à negação de conquistas sociais lideradas pelo partido.

É curioso. Tais pessoas tem absoluta convicção de que através do sistema político atual pode-se alcançar a melhoria de vida para amplas camadas da população e ficam cegas para as profundas distorções e consequências nefastas da democracia representativa.

No post em nenhum momento houve a partidarização da questão. Na verdade, ao contrário, manifesta total descrença no sistema político reinante e defende a necessidade imperiosa da sociedade tomar as rédeas de seu próprio destino.

Acesse aqui o post completo.

Participação Social, um decreto abominável. Diga você o quê mais.

A aberração é tamanha que resolvi deixar ao leitor a possibilidade de expressar a sua visão das principais incongruências do decreto através da central de comentários, para, em seguida, na próxima semana, consolidar e complementar as contribuições feitas.”

Veja só, o decreto nº 8.243, de 23 de maio de 2014 foi formulado de cima para baixo e sem participação popular mas, pretende regular a interferência da sociedade no estado.

Esta, de todas, talvez seja uma das menores contradições desta obscura iniciativa que sob o manto do vanguardismo democrático abriga um nefasto ranço populista.

O leitor poderá estranhar o termo “interferência” a que me referi acima, mas é exatamente este o aspecto que mais transparece do texto proposto. Trata-se de uma tentativa do estado “definir” como a sociedade com ele se relaciona, o que, na prática não passa de uma tentativa de limitação e contenção da ação de todos nós.

Acesse aqui o post completo.

Marcha do Povo pelo Clima, neste domingo em Nova Iorque. Previstas mais de 1 milhão de pessoas.

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

“É um caso exemplar de mobilização da sociedade para impor-se em relação a um tema claro e decisivo.”

Tenho insistido neste blog sobre a necessidade da sociedade exercer o controle e, mais do que isto, subordinar a si o estado. Pode parecer uma afirmativa um tanto vaga, mas não é. Não é vaga, é possível e enquanto não ocorrer, o sistema de representação jamais cumprirá o seu papel democrático.

Veja só como a Marcha do Povo pelo Clima está sendo organizada. E trata-se de um evento gigantesco. Mais de 1.000 organizações uniram-se para promover a marcha no próximo domingo, abrangendo grupos locais da região de Nova York e de outras comunidades, ONGs internacionais, redes de base, empresas, sindicatos, grupos religiosos, iniciativas visando a preservação ambiental, escolas, ações por justiça social e mais. Veja aqui a lista de organizações participantes.

O objetivo é produzir a maior mobilização de massas já havida sobre o tema e levar os participantes da reunião da ONU sobre o clima, 2 dias depois, a agir decisivamente em prol do planeta.

Acesse aqui o post completo.

Uma rede destruída e uma coalizão fracassada. Tudo, de uma só vez.

(Access here the English version)

“Fiquei bastante apreensivo ao verificar que um trecho de seu e-mail “A triste verdade é …” atesta que o anúncio da fusão foi uma peça de falso marketing. … Obviamente, forçar a saída do NEI fez também parte da história não contada do real fusão.”

Parte 2 de 3, sobre a “renúncia” de Bob Massie.

O post de hoje transcreve e-mails que explicam bem parte da crise causada pela tentativa de formar uma coalizão. Eles podem ser sintetizados pela fórmula: NEI (Institute) + NEN (Network) = NEC (Coalition) = nada.

Na terça-feira, 11 de marco de 2014 eu escrevi para membros do conselho da NEN – New Economy Network, Sarah Stranahan, Gus Speth e Keith Harrington:

Acesse aqui o post completo.

A verdadeira razão da “renúncia” de Bob Massie e a crise no movimento da Nova Economia

(Access here the English version)

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

A falta de transparência na notícia da “renúncia” é triste. Até agora não se sabem os reais motivos, apesar de ser bastante fácil deduzi-los. É como se não revelar a própria fraqueza e dificuldades as tornassem inexistentes.”

Bob Massie, 2º a partir da esquerda no debate entre democratas.

Parte 1.

Antes de continuar a análise da radical redução da jornada de trabalho, proposta que, aliás, está se tornando, ainda em variados graus, cada vez mais difundida e aceita, o que se comprova por recentes entrevistas de personalidades do “establishment”, dentre elas, uma concedida pelo presidente do Google, Larry Page e outra pelo mexicano Carlos Slim, dono de um dos maiores conglomerados do mundo, vou dedicar os próximos posts a alguns fatos e assuntos recentes e de especial interesse para a Nova Economia.

Acesse aqui o post completo.

Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 25 de abril de 2014

a nova economia, hoje                                                                                          

A verdadeira riqueza de Economias voltadas para a vida

Acesse aqui o post completo.

NÃO VAI TER COPA. A expulsão urbana pelas armas é a explicação.

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

“Não é a toa nem pelos 20 centavos que se viu em junho último as maiores manifestações de massa já ocorridas e por todo o Brasil.”

Helicópteros da polícia sobrevoam a favela da Maré

Em incisivo artigo publicado no The Nation, Dave Zirin faz um importante alerta sobre uma das mais agudas questões urbanas da cidade do Rio de Janeiro, a da especulação imobiliária.

O artigo completo e traduzido está disponível em: “A Copa do Mundo no Brasil e a gentrificação através do cano de uma arma.

O artigo começa com uma distinção entre as palavras favela e gueto. Em inglês seriam “favela” e “slum” respectivamente. E, ressalta como a grande mídia americana retratou a ocupação das “slums” da Maré pelas forças militares. Utilizando, talvez subliminarmente, a degradação do local para reforçar a necessidade da ocupação militar do complexo de favelas.

Acesse aqui o post completo.

Boletim quinzenal do NEWGroup – edição de 14 de março de 2014

a nova economia, hoje                                              

O que você faria com 26,7 bilhões de dólares?

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Boletim quinzenal do NEWGroup – Grupo de Trabalho sobre a Nova Economia

Este blog começa hoje a publicar regularmente  a versão em português dos boletins do NEWGroup sem prejuízo dos posts que são publicados às quartas-feiras conforme a programação para o ano. Acredito que a publicação pode trazer, dentre outros, dois grandes benefícios. Um, o das matérias em si, que são de ótima qualidade e pertinência. O outro, a percepção do esforço que vem sendo feito em prol da Nova Economia nos EUA pelos mais variados grupos e formas.

Acesse aqui o post completo.

A dimensão e possibilidades do trabalho doado – o caso brasileiro.


“Afinal, quem trabalha de fato, os milhões de manifestantes por todo o Brasil, gratuitamente, ou os políticos em Brasília, remunerados?”

Movimento Acorda Brasil

Movimento Acorda Brasil

Trabalho doado no Brasil.

Um belo artigo “O impacto do voluntariado de Bernardo Kliksberg, diretor do BID, publicado há dez anos, já chamava a atenção para o trabalho voluntário e suas ocorrências na América do Sul. Cita exemplos concretos que impressionam pela capacidade de solidariedade inata ao ser humano: “Em meio à gravíssima crise argentina, Margarida Barrientos, que vive numa favela e tem 12 filhos, criou um restaurante popular que alimenta diariamente 1.600 crianças”. “Em São Paulo, há o restaurante popular Tem Yad (“estender a mão”) fundado pelo rabino David Witman, que fornece almoço a mais de 300 pessoas diariamente, com dezenas de voluntários”.

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O que é e os bons e maus usos do setor sem fins lucrativos.

A pesquisa … concluiu por sete valores-chave (do setor): engrandecimento humano, expressão de valores humanos centrais, oportunidade de aprendizado e crescimento, preservação da cultura e das tradições, promoção da criatividade, serem eficazes no que fazem e incentivar o desenvolvimento intelectual, científico, cultural e espiritual.”

Vídeo de apresentação da Ashoka Brasil – pioneira no empreendedorismo social

O setor sem fins lucrativos.

Vale tudo neste setor, ONGs, OSCIPs, associações, fundações, partidos políticos e qualquer outro tipo de organização que se intitule sem fins lucrativos. As motivações vão desde os benefícios fiscais até a promoção pessoal. Mas, é claro, um segmento importante do setor busca realmente ser o braço organizado da sociedade civil.

Acesse aqui o post completo.

Grupos de estudantes do movimento em prol da Nova Economia estão ativos em 14 câmpus de universidades dos EUA.

“Será que a mobilização de estudantes brasileiros não seria também uma alavanca em prol de uma Nova Economia por aqui combinando justiça social, preservação ambiental e bem estar?”

Estudantes se engajam nos EUA.

Ao relatar em recente post a formação de uma coalização por uma Nova Economia e o início de amplo movimento popular nos EUA, mencionei que a principal iniciativa de liderada por Bob Messie, presidente da Coalizão, além da própria expansão da coalizão, seria focar na difusão do movimento nas universidades americanas.

Acesse aqui o post completo.

A tragédia de Santa Maria. Um dano originado de ignorância, incompetência, negligência, oportunismo, incompreensão ou subestimação do nexo causal constituí crime?

“(João) Bosco (me) disse uma frase que abriu uma cratera em minha cuca: – Tem uma linha ligando o desprezo pela vida humana, que matou os jovens em Santa Maria, e os sorrisos de Collor e Renan na casa de tolerância. O problema é que há muitos pontos e vemos raras linhas. Não aprendemos a ligar os pontos.” Aldir Blanc em Os pontos e as linhas.

Presídio brasileiro

A tragédia de Santa Maria.

Antes de apresentar minha resposta vou expor alguns casos:

1) “Pibinho”. A solução imediata para o “pibinho” de 2012 foi o incentivo à compra de carros via redução do IPI. Na mesma época foi aprovada uma versão mais dura da lei seca, que passou a ser seca, realmente, tentando frear as mortes causadas pelo álcool que obviamente é proporcional ao número de veículos. Isto sem falar em todos os problemas que o aumento da frota causa: obsolescência, poluição, mortes, investimentos mal direcionados, engarrafamentos, etc.

Terá havido desconsideração consciente da relação entre aumento da frota e mortes?

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Coalização marca o início de amplo movimento popular nos EUA por uma Nova Economia.

“A melhor chance de mudança é a convergência para uma causa comum dos que lutam pela preservação do meio ambiente, por justiça social, por uma democracia verdadeira e por bem estar.” Gus Speth.

Coalizão por uma Nova Economia.

Bem, inicio os posts de 2013 relatando a formação nos EUA em 8 de janeiro último da Coalizão por uma Nova Economia, inicialmente através da fusão do NEI – New Economics Institute com a NEN – New Economy Network e com o objetivo de atrair para seu universo todos as correntes afins, juntar forças e constituir um movimento de massas que se contraponha ao status quo e demonstre a vontade e a necessidade de mudança por justiça social, preservação ecológica e bem estar.

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Impasse à vista: Câmara aprova criação de Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

“… o fórum da economia solidária passa por uma prova de fogo quanto à sua capacidade de atuar com independência financeira e gerencial, aspecto, aliás, vital para as organizações da sociedade civil que agem genuinamente em prol do interesse público”.

Plenário da Câmara em 7 de novembro de 2012

6º e último post da série, continuo hoje o detalhamento de como fazer para que a Nova Economia se imponha, última parte da caracterização do objeto central deste blog e que foi antecedida pela abordagem, também detalhada, do por que e o que fazer.

A importância da sociedade civil.

O célebre, e nem por isto verdadeiro, ditado de Churchill “a democracia é a pior forma de governo, à exceção de todas as outras” expressa bem o teor de algumas das reações, as contrárias, ao último post sobre as limitações dos processo eleitoral e a impossibilidade de ser o caminho para se chegar a uma Nova Economia. O ditado faz apenas um jogo de palavras e, ao mesmo tempo em que defende, expõe, de fato, a profunda fraqueza do regime eleitoral.

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A democracia representativa está falida e precisa ser contida. É a hora da democracia direta e da ação da sociedade civil.

A Constituição, por exemplo, declara solenemente que todo poder emana do povo. Quem meditar, porém, nem que seja um instante, sobre a realidade brasileira, percebe claramente que o povo é, e sempre foi, mero figurante no teatro político”. Fábio Konder Comparato.

A Liberdade Guiando o Povo, por Eugène Delacroix, 1890, Museu do Louvre, Paris.

Nota: A reeleição do Obama, celebrada nesta madrugada, vem com o sabor amargo da falência. A pequena margem por si já indica isto. É democrático um processo onde 2 milhões decidam ao invés dos 122 milhões que votaram? Indo mais além, como os candidatos, no fundo, eram bastante parecidos e instrumentos de interesses estabelecidos, tanto faz, tanto fez. De fato, a eleição girou em torno do que não foi discutido: a limitação do setor financeiro, a retomada das residências hipotecadas, a inviabilidade do crescimento econômico ilimitado, o controle da venda de armas, a preservação ambiental, o uso da base em Guantánamo para prender sem garantir os direitos humanos básicos, o uso de “drones” para assassinar teleguiadamente pessoas em outros países, a intervenção militar, e por aí vai, numa lista interminável do que realmente deveria importar.

É a velha história, se os “líderes” assumirem um papel de vanguarda ficarão “segurando a lâmpada sem a escada”. Se seguirem o que as pesquisas indicam como sendo o que o eleitor quer, a eleição passa a ser uma luta pelo poder, subordinado, é claro, porque este já tem dono.

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Formulação teórica, mobilização, obtenção de recursos, treinamento, organização, divulgação e manifestação pública.

Quando há acumulação de massa crítica, não tem jeito, a “explosão” ocorre. É inevitável, quando se trata de extinguir interesses profundamente enraizados, mas são episódios relativamente curtos na história.

'green labyrinth at sunset' photo (c) 2007, Madalena Pestana - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/Ativismo ou …

4º post da série, continuo hoje o detalhamento de como fazer para que a Nova Economia se imponha, última parte da caracterização do objeto central deste blog e que foi antecedida pela abordagem, também detalhada, do por que e o que fazer.

Como visto até aqui, a Nova Economia é uma proposta que se pode visualizar como mais um elo do processo histórico de mudança que marca a “evolução” de nossa civilização e que teve origem há cerca de dez mil anos. É uma enorme mudança que depende de movimentos sociais e estes do ativismo.

O ativismo toma várias formas. Volto a citar o Alperovitz autor do artigo, em inglês, “Mais ativo do que se pensa”, para ilustrar uma delas, a da vivência por grupos relativamente pequenos de práticas que exemplificam uma Nova Economia. Na verdade, nem tão pequenos assim. No artigo, ele mostra que mais de 40% dos americanos estão envolvidos em atividades como: cooperativas, em particular as de crédito, empresas de propriedade dos próprios trabalhadores, propriedade comunitária da terra, empresas sem fins lucrativos, bancos estaduais e preservação ambiental. Na mesma linha, vale a pena conhecer os resultados de um projeto do “New Economics Instituteque mostra e mapeia iniciativas em todo o mundo que contribuem para o que chama de “A grande transição para uma Nova Economia”.

Entre nós, a “economia solidária” é o exemplo mais marcante da vivência e experiência em pequena e média escala de reconstrução evolutiva.

Além desta forma, a ação dos grupos interessados e organizados pode se dar também em outros dois cenários principais que ocorrem, juntamente com o anterior, como vimos, concomitantemente. Um, de dentro do sistema, tentando fazer com que este modifique a si mesmo. A democracia por representação é a pratica mais citada neste cenário. A tese é de que o processo eleitoral ao se repetir e consolidar leva ao aperfeiçoamento das instituições. Não creio. Voltarei a este tema detalhadamente, mas por ora basta lembrar as limitações do principal exemplo, o americano. Mas isto não invalida, de forma alguma, as atividades reformistas. A ação de profissionais bem intencionados “ajudados” pela “opinião pública”, em muitas áreas, tem levado a mudanças interessantes. Melhor educação, saúde, segurança, justiça são bons exemplos.

O último, é o do rompimento. Quando há acumulação de massa crítica, não tem jeito, a “explosão” ocorre. É inevitável quando se trata de extinguir interesses profundamente enraizados, mas são episódios relativamente curtos na história. Curtos porque tanto o imobilismo, contraditoriamente, e a revolução não são estados de equilíbrio. O fato é que nenhuma sociedade fica parada ou em revolução permanente. A primeira parte da afirmação é óbvia. A segunda, é evidenciada pela história. A revolução russa de 1918 mostrou isto muito bem. A partir dela seguiu-se uma trilha reformista buscando a criação de infraestrutura econômica e militar e de forma a enfrentar a guerra civil e a ameaça externa.

Outro exemplo é o das recentes “explosões” no norte da Africa, na Espanha, na Itália, na Inglaterra e agora nos EUA com os movimentos “Occupy Wall Street” e “99% Power” que parecem ter o potencial de se tornarem movimentos sociais. Que, por sua vez, podem consolidar as rupturas, induzirem a reforma e a evolução, ou também, no balanço de forças, evidenciar que o status quo é, neste momento, ainda o mais forte. A ver.

Enfim, para que um movimento social vá se construindo e fortalecendo é preciso também que o ativismo ocorra de forma coordenada. Para isto, é necessário, nos três cenários desenvolver as atividades clássicas e típicas dos grandes movimentos sociais: formulação teórica, mobilização, obtenção de recursos, treinamento, organização, divulgação e manifestação pública, claro, sempre adaptadas às circunstâncias específicas.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

Mudança: uma força surpreendente, transformadora, inevitável, contínua

Veja, é importante procurar viver sustentavelmente. Como disse Gandhi: “seja a mudança”… Este é um grande ponto de partida. Mas, péssimo ponto de chegada. Afinal, será que nós sequer saberíamos quem Gandhi foi se ele apenas costurasse suas próprias roupas e ficasse esperando os britânicos saírem da Índia?”. Annie Leonard.

A força das mudanças.

Retomo hoje a caracterização, detalhada, da Nova Economia, objeto central deste blog, tratando da terceira e última parte, a de como fazer para que se alcance os resultados pretendidos.

As duas primeiras partes dizem respeito às razões que impõe uma Nova Economia e em quais mudanças mais convém focar e já foram analisadas em posts específicos. Agora, o desafio é expor as formas de ação que podem levar a uma Nova Economia e com o menor trauma possível.

Ao preparar o texto me deparei com a necessidade de aprofundar alguns tópicos, dentre eles:

Mudança social.
Reforma ou revolução.
Democracia.
Direitos humanos.
Sociedade civil.
Ativismo.
Vivência (valores e atitudes).
Transição.

Isto, na esperança de que detalhando tais tópicos pudesse responder algumas das questões mais importantes sobre a mudança e que me vêm à mente, insistentemente:

  1. O quanto a vivência e a experiência pessoal podem ser exemplares, embrionárias e transformadoras?
  2. Até onde a chamada democracia política é capaz de modificar a realidade social ou é uma preservadora do status quo?
  3. Se as instituições oriundas da chamada democracia política, em especial, as que se justificam pela tão falada separação de poderes, promovem ou vem a reboque da luta pelos direitos humanos?
  4. Quão real é a possibilidade dos privilégiados imporem a direção da mudança e com isto cristalizar um mundo com castas, guetos e nações inteiras de excluídos?

Na própria formulação das perguntas acho que dá para perceber um certo pessimismo e a visão de um caminho com inúmeras dificuldades para que se chegue a uma mudança do porte da prevista pela Nova Economia. E a percepção de que a mudança é inevitável mas os resultados dela não. Depende da intensidade das crises, da evolução social e sobretudo do grau de consciência, luta e obstinação daqueles que estão à margem dos benefícios da civilização moderna e que são a grande maioria das populações das nações do mundo. Em suma, mesmo com um resultado incerto, o que é preciso mesmo é engajamento para que a Nova Economia se imponha.

Por isto, escolhi começar esta última etapa da caracterização de uma Nova Economia referindo-me a um filme legendado, simples e curto, “A história das mudanças”, e que faz pensar na mudança. O filme foi produzido pelo projeto “História das coisas”, narrado por Annie Leonard e animado pela RSA Animate. Observo que história, no caso, tem um sentido de pequena narrativa e não uma análise de sua ocorrência ao longo do tempo.

Um post de Taís CapeliniMuito além do ativismo de teclado” publicado no Blog Coletivo Outras Palavras, apesar do título que parece desvalorizar o trabalho intelectual, faz uma boa análise do filme. Mas, leia antes algumas das passagens do filme que me chamaram especial atenção:

Mudança de verdade ocorre quando os cidadãos se unem para mudarem as regras do jogo …

Veja, é importante procurar viver sustentavelmente. Como disse Gandhi: “seja a mudança”… Este é um grande ponto de partida. Mas, péssimo ponto de chegada. Afinal, será que nós sequer saberíamos quem Gandhi foi se ele apenas costurasse suas próprias roupas e ficasse esperando os britânicos saírem da Índia?

Portanto, como fazer uma grande mudança?

Para responder esta questão, eu olhei para Gandhi, para o movimento anti-apartheid na Africa do Sul, o movimento pelos direitos civis nos EUA e as vitorias em prol do meio ambiente também nos EUA na década de 70. Eles não apenas induziram as pessoas à escolhas perfeitas em seu dia a dia. Eles mudaram as regras do jogo.

Percebe-se que três aspectos estão presentes quando tais mudanças ocorrem.

Primeiro, as pessoas partilham uma grande ideia de como as coisas poderiam ser melhores. Não apenas um pouco melhor para algumas pessoas mas, muito melhores para todos … Elas atingem o coração do problema, mesmo que isto signifique mudar sistemas que não querem ser mudados. E isto pode ser assustador …

Segundo, as milhões de pessoas que fizeram mudanças extraordinárias não tentaram fazê-las sozinhas e sim trabalharam juntas até o problema ser resolvido …

E finalmente, tais movimentos alcançaram seus objetivos porque pegaram uma grande ideia e sua disposição para lutarem juntas, e partiram para a ação”.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

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