Comentários

Leitor: A iniciativa de criar uma central de comentários independentemente da página ou post que o motivou não resolveu o problema da dispersão dos comentários, já que muitos optam por fazer o comentário de forma descentralizada. Assim, esta página passa a retratar apenas os comentários feitos na central até março de 2015.

A partir de abril de 2015 o seu comentário ou resposta deve ser feito diretamente na página ou post pertinente.

Se você quiser receber as respostas e os comentários seguintes em seu e-mail basta indicar esta opção logo abaixo do espaço de qualquer comentário que fizer. Note que apenas para o seu 1º comentário você deverá, para sua segurança, confirmar o seu e-mail respondendo a e-mail que receberá logo em seguida. Se desejar deixar de receber os comentários basta usar a opção em e-mail com comentário.

Anúncios

108 Respostas to “Comentários”

  1. danmoche Says:

    Olá Chris,

    Teu último post me fez lembrar de um jantar famíliar onde celebrávamos a páscoa judaica qie relata, ano trás ano, há milhares de anos, a história do Êxodo. Desta noite gravei uma observação do meu pai (Z”L): “a tradição conta que o fim do jugo do faraó de então não começou com Moisés, mas com um escravo chamado Nun, que teve um sonho. Nun sonhou que as centenas de milhares de escravos com quem convivia, aniquilados física e mentalmente por gerações, eram homens livres e guerreiros. Desperto, Nun correu a contar espantado a outros todos os detalhes do seu sonho. E foi assim, a partir de um sonho, que pôde aparecer Moisés.”

    Assim seja e assim é!

    Gracias e forte abraço

    • Christopher Says:

      Bom dia Dan,
      Belíssima história. No nosso caso, os escravos somos todos, Num, todos os que lutam. E, acredito, poderemos dispensar um líder carismático e sim chegar a uma democracia de fato.
      Abraços,
      Christopher.

  2. matasnativas Says:

    Marcha do povo pelo clima? Boa iniciativa, se estivesse em NY participaria. Há um abaixo-assinado do Avaaz sobre este tema.

  3. Fábio Queiroz Says:

    Olá, Chris,

    Estou tentando compreender melhor a iniciativa que advoga a mudança do índice PIB para o GPI (Genuine Progress Indicator). Pelo que entendi, o que aconteceria seria que simplesmente trocaríamos um índice pelo outro. Sendo apenas isso a iniciativa, eu fiquei imaginando como eu pensaria caso fosse um dono de uma empresa madeireira que, por exemplo, provoca o desmatamento da amazônia. Se a sociedade utiliza um índice que subtrai os custos desse desmatamento do lucro que ele traz, isso pouco me importaria, desde que eu recebesse os lucros por esse serviço e a sociedade continuasse me pagando pela madeira oferecida. Então, a meu ver, só faria alguma diferença uma medida dessas caso o meu produto passasse a valer menos por ter exigido um tipo de destruição de recurso natural. Isso aconteceria?

    • Christopher Says:

      Boa tarde Fábio,
      A meu ver, não se tratar de trocar um índice pelo outro. Aliás, O PIB é um índice completamente inadequado para medir até mesmo o crescimento econômico. Basta lembrar que a destruição não é medida, mas os armamentos, são. Quanto ao GPI, trata-se de uma, dentre muitas experiencias. Provavelmente, num novo cenário, vamos adotar o que o relatório Stiglitz recomendou: Um painel com cerca de 12 indicadores econômicos, ambientais e sociais.
      Quanto aos custos sociais e ambientais, eles hoje são considerados fatores externos, ou seja, é a sociedade como um todo que arca com eles. Quando se fala em internalizar tais custos, é justamente para passar a incluí-los no custo dos produtos. Em consequência, o preço desses produtos ou serviços pode aumentar, o lucro diminuir ou as duas coisas ao mesmo tempo e isto vai se refletir no PIB (que diminuí) e no GPI (que aumenta) e não o contrário.
      Abraços,
      Christopher.

  4. Dan Moche Says:

    Oi Chris,
    Sobre a estabilização da frota de veículos: com a simples estabilização da frota, adivinhe quem seria prejudicado? Investimento em transporte público de qualidade com tarifa zero, reordenamento das cidades à lógica do transporte público e a internalização das externalidades sociais e ambientais da frota privada seriam das principais medidas para desinflar essa danadeira. Faz três anos que larguei o meu (junto com a TV e o PIG). Um alívio e uma alegria.

  5. MP Says:

    Se vai ter copa ou nao, acho mt improvavel q nao tenhamos, mas enfim, td movimento eh valido para reforcar a necessidade de mudanca.
    Oq nao entendo, e para mim nao se encaixa nesse contexto todo de mudanca e revolta com o status quo sao as pesquisas eleitorais recentemente divulgadas.
    Se a mudanca eh necessaria, a populacao estando tao ciente dos “pobrema” como se justifica a Dilma se reelegendo no primeiro turno, Garotinho, Crivela e Lindberg na disputa pelo sucateado RJ?

    • Christopher Says:

      Oi Marcos,
      A meu ver a democracia representativa está falida. Veja só o drama. A India está em um processo eleitoral abrangendo mais de 800 milhões de eleitores. Qual o resultado que se pode esperar? Creio que apenas para os candidatos e eleitos.

  6. Alberto Denys de Aguiar Says:

    Relendo o seu artigo sobre a mudança de foco para a região Ásia-Pacífico e a ação na Síria e a reviravolta no Egito me parece que o USA estão criando uma espécie de cinturão de contenção no oriente médio e norte da África contra as nações fundamentalistas
    O Quênia, Etiópia e Egito formam a linha de contenção oeste. A ação no Mali me parece que foi a contraofensiva contra o desbordamento que a Al-Quaeda estava fazendo para escapar do cerco.
    Se alguma facção pró-Israel for vitoriosa na Síria certamente será criado um tampão ao norte, juntamente com a parte do território Libanês já dominado por Israel. O problema hoje é a Turquia que apresenta um desvio da sociedade secular criada no início do século passado.
    A China já é a maior compradora de petróleo da Arábia Saudita (http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424127887324755104579073283948517714 ) e do oriente médio. Para os países do oriente médio a China é uma compradora confortável já que não existem tensões religiosas, comportamentais e políticas significativas. Para a China á muito mais prático comprar petróleo próximo dela e talvez em futuro próximo transportá-lo através de oleodutos construídos na rota da seda.
    A rota da seda passa atualmente por uma série de antigas repúblicas soviéticas – Turcomenistão, Azerbaijão, Tadjiquistão, Quirguistão – que são países seculares em forte expansão econômica e racialmente próximos da China.
    Os dois aliados dos EUA na região – Arábia Saudita e Paquistão – sempre foram aliados por necessidade e não por afinidade. A Arábia Saudita pela necessidade do petróleo e o Paquistão para fazer frente à aliança Índia-Rússia. Estas duas alianças estão em seu final já que sua utilidade, sob o ponto de vista americano, não justifica os gastos incorridos. A Índia formará então a fronteira leste do anel de contenção.
    Com este movimento o EUA provavelmente deixarão no oriente médio apenas algumas unidades para obtenção de inteligência e para marcar presença, reduzindo significativamente os gastos com defesa.
    A surpresa de todos com a discreta atuação da China no leilão de Libra certamente é função da mudança da estratégia americana de sair do oriente médio. A participação das empresas chinesas com 20% visa à obtenção de tecnologia e é uma segurança caso ocorram problemas no oriente médio.

    Abraço,
    Alberto

    • Christopher Says:

      Bom dia Alberto,
      Interessante, muito interessante. Vejo que sua análise reforça a questão do petróleo mas do ponto de vista chinês e que a preocupação principal dos EUA seria com as nações onde o dito fundamentalismo tomou conta do poder ou tem forte ascendência sobre ele.
      Do ponto de vista dos benefícios de uma Nova Economia o que mais me preocupa é a possibilidade de conflitos graves iniciados pelos EUA. Seriam um tremendo retrocesso para a nossa civilização. Desta ótica e pensando no “cerco à China” como novo foco americano, a análise que você traz mostra, acredito, que pode haver a tentativa de um bloqueio ou, pelo menos, controle do acesso chinês ao petróleo, além do bloqueio da rota da seda na parte que dá acesso ao Mediterrâneo. O Fundamentalismo entra nisto, a meu ver, como um aspecto secundário.
      Cercada pelo mar e por terra, com reagirá a China? É assustador.
      Abraços,
      Christopher.

      • Alberto Denys de Aguiar Says:

        Boa noite Christopher,
        Muito assustador. Existe uma enorme diferença entre o modo de pensar da China e dos EUA. Interpretações errôneas, tão comuns na diplomacia e nos serviços secretos americanos, podem levar facilmente a uma guerra.
        Os EUA sempre respeitaram a Rússia. É importante lembrar que ao final da guerra 4,5 milhões de russos comandados pelo Zhukov se encontraram com 3,5 milhões de aliados comandados pelo Eisenhower. Esse pessoal tinha enorme respeito um pelo outro. Além disso a mentalidade russa é ocidental e semelhante à americana. Por isso a guerra fria não representou grandes ameaças.
        A guerra do Vietnam durou dez anos em função de um erro grosseiro dos EUA. O McNamara tinha certeza que a China estava por trás do Vietnam do Norte. Para os EUA a estratégia da China era conquistar o sudeste asiático e tomar o espaço livre da Austrália. Era a estratégia dos dominós. A guerra somente acabou quando o Kissinger percebeu que que quem estava por trás do Vietnam do Norte era a Rússia, cuja estratégia era a de criar uma ameaça no sul da China reduzindo a ameaça chinesa na fronteira norte com a Rússia. Esse erro custou 56.000 vidas americanas e 20 anos de desarranjo do exército americano.
        Sem dúvida a possibilidade de uma guerra é maior hoje do que durante a guerra fria. Espero que ambos ou pelo menos um deles mantenha a cabeça fria (duvido que sejam os EUA).
        Abraços,
        Alberto

        • Christopher Says:

          Bom dia Alberto,
          A China é militarmente mais fraca mas tem habilidade diplomática bem superior e a conhecida paciência de aguardar condições adequadas para atuar. A ver.
          Abraços,
          Christopher.

  7. Sidarta Says:

    Vamos acordar aí, pessoal pró-sustentabilidade. Marina Silva (de história pessoal realmente notável) tem, como um de seus “gurus” econômicos, o André Lara Resende, um dos pais teóricos do Plano Real. Noticiaram inclusive que Marina levou Lara Resende a Campos, e pode ser tb “guru” econômico do presidenciável do PSB.

    Como se sabe, Lara Resende, assim como outros ortodoxos, é contrário à ideia do crescimento econômico como fim em si mesmo, já que o crescimento tem que ser “sustentável”, portanto contando apenas com a capacidade do mercado em promovê-lo, dispensando-se intervenções extra-mercado, como as do Estado. Assim, em princípio ele e os verdes teriam algo em comum, certo?

    Ocorre que a noção de “crescimento sustentável” de um ortodoxo como Lara Resende implica no fato de que a pobreza e a desigualdade imensa seguirão eternas. Ele é liberal, defende gastos mínimos do Estado, menos crescimento econômico, menos consumo etc. Para ele isso é ótimo – já é rico e não tem problema, portanto, em caso de estagnação econômica.

    Mas para quem é pobre e depende da geração de empregos e oportunidades de renda (portanto, da intervenção do Estado keynesiano), isso é a catástrofe.

    Será ingenuidade dos verdes, associarem-se a um cara como Lara Resende e ao seu discurso econômico de “crescimento sustentável”, sem saber no que isso implica para a população assalariada, particularmente aos estratos sociais mais baixos?

    O resultado necessário do “crescimento sustentado” de Lara Resende é a precarização das condições de vida de grande parte da população. Isso é evidente e já foi visto em locais diversos historicamente.

    A lógica disso é simples: o crescimento sustentável do mercado é necessariamente um crescimento menor. O crescimento menor implica em menor pressão sobre os recursos naturais. A menor pressão significa mais verde.

    O problema dessa lógica é que vivemos não apenas num planeta verde, mas também num planeta capitalista. Se o crescimento econômico menor gera mais verde, gera também mais pobreza. E aí, como é que fica?

    Para mim, os verdes que querem fazer o seu movimento político sem tocar nestas questões (a dinâmica capitalista, a questão da pobreza, da desigualdade extrema etc.) estão construindo sobre a areia.

    Sidartha

    • Christopher Says:

      Boa tarde Sidartha.
      Seu comentário levanta várias questões importantes. Acredito que a Nova Economia tenha respostas para elas.Não se trata de crescimento maior ou menor, e sim, de abandonar o PIB como medidor do crescimento já que ele não reflete totalmente a riqueza criada nem, muito menos, os prejuízos sofridos. Tenho tratado do assunto em diversos posts. é necessário adoar uma teoria macroeconômica que oriente a produção no sentido de reduzir a desigualdade, preservar o meio ambiente e promover o bem estar, readequando os outros conceitos, inclusive o lucro, num processo de transição inevitável. Certamente não é o que o Lara Resende defende. Os que defendem a sustentabilidade não tem outro caminho a percorrer mas, acho que você tem razão, não acordaram para isto.
      Abraços,
      Christopher.

      • Sidarta Says:

        Caro Cristopher,
        Obrigado pela resposta. E não tenho como discordar de uma orientação teórico-política no sentido posto por você (redução da desigualdade, preservação do verde e promoção do bem-estar etc.). Acho que faria um bem enorme à Marina e à causa verde seguir uma tal teoria macroeconômica. E, neste sentido, chega a ser um despropósito esta aliança entre Marina e Eduardo Campos. Campos, como deve ser sabido, governa um estado que experimentou um boom econômico extraordinário nos últimos oito ou dez anos (em grande medida, favorecido pelo governo federal petista). Pernambuco cresce a taxas chinesas. Mas ocorre que, uma vez mais, o crescimento se traduz também em devastação ambiental de grandes proporções (apenas a título de exemplo, os ataques de tubarões no Recife são consequência direta da intervenção insensata do homem na natureza da região de Suape) e em desarticulação das comunidades ribeirinhas (que vêem o desenvolvimento econômico apenas do lado de fora dos muros de resorts fabulosos que se espalham como praga).

        Enfim, sorte na luta.

        abraços
        sidartha

  8. MSP Says:

    Sobre o ultimo post, a maior questao sobre os politicos serem um reflexo da sociedade, a meu ver, diz respeito a como a sociedade, na media, agiria se tivesse todo o poder para exercer suas vontades.
    Nao digo que isso seja a regra, mas como exemplo a propria sociedade carioca, famosa na media pela sua “necessidade” em se dar bem sobre o outro. Ausencia de limites entre o pessoal e coletivo. Ate na conjugacao de verbos, eu vem primeiro do que nos. Nao ha como esperar qualquer coisa diferente. Nao digo isso so do povo e do sistema brasileiro. Isso nao eh restrito, mas no Brasil o sistema foi e eh projetado para perpetuar a situacao, e favorecer o privado sobre o coletivo. Nao ha punicao exemplar das mas acoes. Se nao ha punicao, fisica, social, juridica, ha de se esperar que alguem haja de forma coletivamente positiva pelo bem moral? Nao eh oq acontece na media.

    • Christopher Says:

      Bom ponto. Mas acho que ele não anula a inviabilidade da representação, mesmo que o político seja aquele que está fazendo o que “todo mundo” gostaria de fazer.

  9. Monika Naumann Says:

    Se a Rede não é um “movimento da sociedade civil”, seria o que? Um “movimento da sociedade militar”? Todos os partidos políticos representam, de alguma forma, parcelas da sociedade. Quem representa os interesses difusos ambientais, por exemplo? Nenhum partido brasileiro os representa, e essa é uma das razões para a criação da Rede…

    • Christopher Says:

      Bom dia Monika,
      Os partidos são, a meu ver, parte da estrutura governamental a serviço do “status quo”. Quando se fala em movimento da sociedade civil está-se referindo a iniciativas que passam ao largo das instituições vigentes. As manifestações de junho são uma boa demonstração disto.Temos que nos livrar da tentação de achar que partidos e lideranças carismáticas são instrumentos de mudança. São sim, instrumentos de perpetuação.
      Christopher.

      • Dan Moche Schneider Says:

        Olá Chris,

        Gostei da tua resposta breve e muito elegante à alguém da rede de decrescimento que demonizou a “nova economia”. Sou judeu, adoro a umbanda, ainda voto no PT e entendo um pouco desse negócio. Tenho amigos que estão tentando construir a rede, e vejo que o simples fato de pessoas tentarem se organizar em torno de um foco – meio ambiente -, coloca o tema na agenda de outros partidos. Não me parece que seja pouca coisa.

        Partidos existem independentemente de nossas vontades e, em tempos, podem ser parceiros de caminhada.
        Um copo de água pela metade está meio cheio ou meio vazio? Prefiro beber água no caminho.

        • Christopher Says:

          Boa noite Dan,
          Respeito as pessoas e o trabalho que fazem em prol da Rede Sustentabilidade. Questiono o direcionamento dos esforços e acho que dizer isto pode ser positivo para a causa.
          Abraços,
          Christopher.

      • Fábio Queiroz Says:

        É, eu vejo que as duas coisas não são excludentes: movimentos da sociedade civil e partidos políticos “de cara nova”. A mudança pode vir dos dois. A comparação com o Obama, levada a cabo na última postagem do blog, não é válida, a meu ver, pois ele representava/representa um posicionamento político há muito consolidado no cenário norteamericano (os Democratas). Diferente do que acontece com a #REDE. A proposta desse partido novo que está surgindo no nosso país, por outro lado, é muito inovadora: limitarmos a doação tanto quantitativamente (de PJ’s e PF’s), quanto qualitativamente (empresas de agrotóxico e bélicas, por exemplo, não podem financiar), aos partidos (começando pela #REDE) é uma forma de lidar com a atual crise de representatividade; tentar integrar o processo de tomada de decisão do partido através do uso das redes sociais, em tempo real, com consulta direta aos filiados, também é outra forma de lidar com essa crise; buscar, de dentro do “poder”, alterar o foco econômico de produção visando o aumento do PIB seria, agora, uma forma de caminhar junto com o que movimentos como a “Nova Economia” propõe.
        Talez um possível problema seria o desvio do partido futuramente, coisa que realmente pode acontecer. Mas isso não quer dizer que não vale a pena tentar.
        Outro possível problema seria o fato de tirarmos todo o foco das empreitadas da sociedade civil e colocarmos na política, mas acho que isso não vai acontecer. Pelo menos não da minha parte.
        Então, aqui fica minha pergunta, por que as duas correntes não podem caminhar de mãos dadas?

        • Christopher Says:

          Boa tarde Fábio,
          Não tenho dúvidas das boas intenções da Rede e da integridade do grupo que lidera o movimento. Respeito ambos. Observo que expressei uma visão crítica e não uma denuncia, numa hora que talvez seja preciso encarar um novo caminho e não deixar passar mais uma grande oportunidade de mobilização.
          Gostei muito de suas ponderações. Caminhar juntos, superando questões menores, talvez seja o maior desafio pela frente para todos os que lutam por ideias afins. Afinal, preservar o meio ambiente, reduzir as desigualdades sociais e optar pelo bem estar humano vem se consolidando como um objetivo comum e sólido.
          Abraços,
          Christopher.

          • Fábio Queiroz Says:

            Boa Tarde, Christopher,
            Fico feliz que nós tenhamos atingido um consenso. Pessoalmente, tenho em boa consideração as suas opiniões, dado o ótimo material produzido por este blog. Ainda possuo algumas ressalvas quanto ao que a NE propõe, mas a considero um importante movimento dessa nossa época de transição. Sigamos em frente!
            Abraço.

            • Christopher Says:

              Oi Fábio,
              Obrigado. Também tenho ressalvas, mas, como você disse, acho que ajuda na transição, que se dá além das nossas vontades. Podemos no entanto tentar influir nos desfechos.
              Abraços,
              Christopher.

  10. Sophi / Editora Juruá Says:

    Boa tarde,
    Meu nome é Sophi, trabalho no departamento de divulgação da Juruá Editora e gostaria de lhe fazer uma proposta de parceria. Caso tenha interesse em saber mais detalhes, peço a gentileza de que entre em contato no e-mail divulgacao@jurua.com.br.
    Agradeço a atenção.

  11. Edmundo Says:

    essa proposta deveria ser feita aos milhões de desempregados do mundo inteiro. trabalhar sem precisar comer, vestir, sem medicina gratuita, sem educação gratuita (na china a medicina e educação são gratuitas). é uma proposta que pode ter muito sucesso entre os robôs. abraços do edmundo.

    • Christopher Says:

      Boa tarde Eduardo,
      Não se trata de uma proposta mas sim de uma constatação. Aliás, os milhões de desempregados a que você se refere recorrem, em boa parte, ao trabalho não remunerado para sobreviver.
      Christopher.

  12. José Prado Alves Filho Says:

    Sobre
    “A economia dual. Um outro mundo já existe e se expande – parte 1.
    15 de maio de 2013 — Christopher “…
    A primeira frase do texto me parece um tanto antropocêntrica e determinista. Há valor na natureza para além do trabalho humano. A Nova Economia não considera isso?

    • Christopher Says:

      Boa tarde José,

      A noção de valor está, a meu ver, intrinsecamente ligada ao trabalho humano, e mesmo assim, de forma limitada. Veja que o acervo cultural e físico construído pelas civilizações são um patrimônio ao qual não faz sentido tentar atribuir um valor. A natureza, por sua vez, é até mais do que um patrimônio da humanidade. É um patrimônio do planeta pelo qual a humanidade deve mesmo é zelar. Tais patrimônios são, ou deveriam ser, de livre acesso e usufruto, guardada a necessidade de preservação e uso adequado.
      Christopher.

  13. Dan Moche Schneider Says:

    Olá Chris, Boa notícia para esse começo de 2013.

  14. Ana Carolina Santos Says:

    Boa tarde, Christopher.

    Sou assessora de imprensa e gostaria de saber um e-mail pelo qual possamos entrar em contato com você.

    Att,

    Ana Carolina

  15. Patrocínios hipócritas….muito comuns nos dias de hoje. - Blog da Ilha Says:

    […] da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e […]

  16. Michel Says:

    Belo texto sobre a hipocrisia nos patrocínios! Tem um vídeo de 10 min. do filósofo Slavoj Zizek falando de forma brilhante sobre este fenômeno. Recomendo muito: http://www.youtube.com/watch?v=hpAMbpQ8J7g

    • Christopher Says:

      Olá Michel,
      Sensacional. Acho que ele captou a verdadeira natureza do que ocorre: O que compramos já vêm com as “compensações”. Tenho que pensar mais a respeito e rever o vídeo algumas vezes. Não sei ainda como me referir ao trabalho no blog. Mais informações em breve.
      Abraços,
      Christopher.

      • João Says:

        Já viu esse Chris? Usaram o mesmo estilo, mas para passar uma mensagem um pouco diferente… O que acha?

        • Christopher Says:

          Boa tarde João,
          Esta questão dos impostos tem muitas facetas, a meu ver. Realmente, para ter produtos “competitivos” seria importante ter impostos, entre outros, compatíveis. Mas, o que está em jogo são questões muito mais abrangentes e que dizem respeito ao bem estar, preservação ambiental e redução da desigualdade, o que leva necessariamente a um redirecionamento da atividade produtiva. Dentre outras grandes mudanças, é necessário passar a internalizar custos que hoje não são considerados (bens da natureza não renováveis, poluição, danos à saúde, etc.) o que leva a que os bens produzidos venham a ter custos em outra ordem de grandeza, o que contribui também para um consumo per capita menor, mais equitativo e com menos perdas. A maior massa de impostos e taxas não deveria ir para os governos e sim para entidades com propósito específicos, parte da sociedade civil. Quanto à competitividade, trata-se de um via de mão dupla, os países que iniciarem o processo, sofrerão um impacto grande mas estarão abrindo antes dos demais o espaço para uma Nova Economia e com isso criando, quem sabe, um outro tipo de vantagem competitiva.
          Abraços,
          Christopher.

          • João Says:

            Chris,
            Concordo. Na verdade coloquei esse vídeo pensando a discussão sobre a hipocrisia das corporações. A indústria se faz de santa, se coloca como um setor preocupado com o meio ambiente e com o desenvolvimento do país e, com esse véu, pede menos impostos, quando seu funcionamento intrínseco está na verdade limitado pelo objetivo de gerar lucro. A discussão de competitividade é uma discussão de (falta de) valores, disfarçada. Afinal, existe algum setor que destrói mais o planeta do que a indústria (capitalista)?

            Além disso, eles fazem sua propaganda a partir de um plágio de uma série de animações (RSA Animate) sem citar a fonte. Pessoalmente, não tenho dada contra as adaptações. Mas depois são eles mesmo que criticam a quebra de direitos autorais de medicamentos e o compartilhamento de cultura pela internet. Sacou?

            • Christopher Says:

              Boa tarde João.
              É mesmo, uma tremenda hipocrisia.Que ironia o plágio por quem o impede o livre uso da criação humana em seu próprio benefício.
              Abraços,
              Christopher.

  17. Dan Moche Schneider Says:

    Uma alegria, Chris. Grato por compartilhar.

  18. Dan Moche Schneider Says:

    Prezado Chris, comento a obsolescência programada e a articulo com a nossa, ainda recém nascida, Política Nacional de Resíduos Sólidos.
    “Uma das maiores trapaças da tecnologia moderna está na política da obsolescência planejada, ou seja, no envelhecimento premeditado dos objetos, com as mudanças desnecessárias de modelo ou “styling” (este anglicismo já é para enganar), e com peças calculadas para não durarem, ou sistemas que não permitem reparação. O auge desta trapaça está no objeto de um só uso.” José A. Lutzenberger.

    Um amigo meu lá de Minas, véio Cássio, lixólogo de longuíssima data, foi quem me ensinou que as perguntas existenciais do mineiro: “quécosô?, oncotô? e proncovô?” podem ser úteis não somente para o autoconhecimento mas pra entender muitas situações.

    1. Quécosô?
    Já me perguntei muitas vezes; e sempre tive respostas diferentes. O mundo muda a gente muda, de onde concluo que sou mudança, viajante, filho dessa espaçonave Terra, tão extraordinariamente criada, que mantém a vida a bordo em regeneração, a despeito da entropia, graças à energia que obtemos da nave mãe – o Sol , que seguimos por espaços nunca dantes navegados.

    Sou como um filhote, a sair do ovo. Viajamos na espaçonave Terra que não veio acompanhada do manual de instruções. Mas veio acompanhada de um grande fator de segurança, contra a nossa ignorância, e que nos trouxe até o presente. Esse amortecedor de erros equivale ao alimento líquido fornecido à uma ave, dentro do ovo , para desenvolvê-la até certo ponto.
    No presente, os ecossistemas estão colapsando e os recursos naturais a escassear, situação de risco provocada pela forma de produção e consumo de 20% dos passageiros. Estamos na mesma situação do filhote de ave que está no ovo. O alimento está a terminar justamente quando o filhote está grande o suficiente para caminhar com as próprias pernas.
    Assim, quando o filhote bica a casca em busca de mais alimento, ele a rompe sem querer. E então, deve procurar alimento à custa de suas próprias pernas e asas. Na mesma situação, temos que abrir as asas da imaginação e voar, do contrário desapareceremos.
    Sou imaginação. A imaginação não é um detalhe de nossas vidas, é a própria essência do que somos. Somos co-criadores da nossa realidade. Mas sobre todas as crises, a crise da imaginação é a pior. Qual realidade precisa ser criada? Fecho os olhos, imagino e sinto: a ética controla a técnica; a dança substituiu o ritmo do capital; o antagonismo e controle foram substituídos pelo cuidado entre os homens e deles com a natureza. A economia passou a servir o ser humano. Os objetos já são produzidos para durar e serem compartilhados por todos. Já não um mundo de consumidores, mas de seres criativos, livres e cuidadosos. Um mundo com menos lixo.
    2. Oncotamos?
    Estamos numa nave em crise, provocada por modos de produção e consumo que desregulam os sistemas de regeneração da vida a bordo, e cujos timoneiros são incapazes de medidas arrojadas para alterar o curso do desastre. Os sistemas de regeneração de vida da nave, que criam, purificam e reintegram resíduos em ritmo natural, já não acolhem, pelo ritmo industrial em que são produzidos, tantos e tão diferentes tipos de resíduos.

    Estes então se acumulam e passam a participar dos ciclos biogeoquímicos, dos sistemas de regeneração de vida a bordo, espalhando-se por toda a espaçonave e em seus tripulantes. Os novos passageiros chegam à espaçonave com mais de 200 substâncias tóxicas no sangue. A pegada ecológica de 2007 indica que os tripulantes estão consumindo a própria espaçonave! O que os sistemas de regeneração de vida produzem em 18 meses, são consumidos em 12 meses. Pelos tripulantes da primeira classe. Os custos são pagos por todos.

    Energia e recursos naturais são crescentemente demandados para a produção de objetos projetados para serem inviabilizados em seu uso prolongado . Pela necessidade de consumo dos objetos produzidos, desenvolveu-se também um complexo sistema de produção de consumidores para os objetos, pela colonização da imaginação. As desigualdades entre os tripulantes da espaçonave se acentuam e, pela primeira vez, a massa de passageiros não é mais necessária para manter o padrão de vida da primeira classe. Nesse sistema, o que, para que e com que conseqüências se produz, no fundo não interessa.

    O desenvolvimento da tecnologia resultou em sistemáticos ganhos de eficiência no uso de energia e materiais – são produzidos mais objetos com menos energia e menos materiais – mas isso não provocou a diminuição da massa de resíduos Os ganhos foram anulados pelo sistemático crescimento da extração de recursos naturais e crescimento das economias. Mas não é possível manter um crescimento econômico ilimitado num mundo finito. A primeira classe deve reduzir o seu consumo e os recursos devem ser distribuídos de forma mais equitativa.

    A reciclagem de objetos é solução apenas parcial já que nunca pode ser total . O economista Georgescu-Roegen alertou que “economizar quantidades de matéria e energia apenas retarda o problema” e formulou das mais importantes perguntas: “usamos os recursos planetários para produzir arados ou canhões?”.

    Num sistema econômico que produz aceleradamente e crescentemente lixo, como cuidar do lixo?

    3. Proncovamos?
    A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, com a Lei Nacional de Saneamento Básico e a Lei de Consórcios Públicos constituem um marco na história recente das políticas ambientais e de saneamento brasileiro e passaram a nortear todas as ações de gestão e manejo de resíduos sólidos.

    A Lei de Saneamento Básico determina como devem ser prestados os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos – Planejados, regulados, fiscalizados, universalizados, economicamente sustentáveis e socialmente controlados. A Lei de Consórcios Públicos cria condições para os municípios superarem seu principal e crônico problema – fragilidade de gestão local- pela constituição de consórcio regional de gestão e manejo de resíduos sólidos.

    Quais são os objetivos da PNRS?
    A PNRS é uma Lei Federal para proteção da saúde pública e do meio ambiente. Ela determina aos consumidores, poder público e setor empresarial, diversas ações para cuidar do lixo . Seu objetivo é encerrar lixões e bota-foras, recuperar todos os materiais que possam ser reutilizados e reciclados, inclusive restos de comida e de jardins, restos de construções e outros e dispor em aterros sanitários apenas os rejeitos . Tudo isso realizado preferencialmente junto com os catadores.

    Depois de mais de vinte de anos de luta por esse marco regulatório, cuja implantação tem pela frente antigas mazelas e novos desafios, vamos proteger a saúde pública e o meio ambiente, segundo a PNRS, pela gestão e gerenciamento de resíduos sólidos:

    Art. 9º Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

    A não geração é, segundo a PNRS, a prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos.
    • Para isso ela enuncia como princípio: a redução do (…) consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta;
    • Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços

    A PNRS não indica, no entanto, como isso pode ser alcançado. Os desafios portanto permanecem:
    DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICA PÚBLICA PARA A NÃO GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

    Como proibir a produção de objetos que não possam ser reutilizados ou reciclados?
    Como aumentar significativamente o prazo de garantia sobre objetos produzidos?
    Como estabelecer limites à produção e ao consumo, sobretudo das elites planetárias?
    Para onde direcionar o crescimento econômico nas regiões que ainda não atingiram condições mínimas?

    algumas fontes desse comentário:
    Marx mostrou a quase 150 anos que a acumulação do capital e sua constante expansão, base do desenvolvimento capitalista, resultam da produção de mercadorias cujo valor de troca é superior ao da produção (Dinheiro-Mercadoria-Dinheiro’). O aumento de trabalho, da produtividade e a redução do tempo de uso de mercadorias – pelo desenvolvimento de sua descartabilidade, obsolescência ou fragilidade programada – são maneiras de diminuir o tempo do circuito do capital, D-M-D’, e acelerar sua acumulação.
    “a produção cria, simultaneamente, um objeto para o sujeito e um sujeito para o objeto“ Fonte: Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos escolhidos/Karl Marx. São Paulo, Abril Cultural, 1978, p. 103.
    Viviane Forrester. O Horror Econômico. Editora Unesp, 1997: “Pela primeira vez, a massa humana não é mais necessária materialmente, e menos ainda economicamente, para o pequeno número que detém os poderes e para o qual, as vidas humanas que evoluem fora de seu círculo íntimo só têm interesse, ou mesmo existência – isso se percebe cada dia mais – , de um ponto de vista utilitário.”
    Um dos economistas mais brilhantes e polêmicos do século XX, o romeno Nicholas Georgescu-Roegen criticou a visão de economia de fluxo circular, que prescindiria da entrada de materiais, e afirmou, com base na lei da entropia, que não se pode alcançar uma eficiência produtiva total e, portanto, que a reciclagem de materiais nunca pode ser total

    abraço forte,

    • Christopher Says:

      Olá Dan,
      Mas que belo e profundo comentário. Gostei, em especial, da organização em torno das expressões mineiras. Estou pensando em transformar seu comentário em um post a publicar na próxima 4ª feira. O que você acha?
      Abraços,
      Christopher.

  19. Dan Moche Schneider Says:

    Olá Chris,

    Grato por tua resposta. Internalização de custos? A externalização de custos não é a alma do processo de acumulação do capital, racionalidade à qual tudo o mais se subordina? Me lembrei de dois ditados talvez aqui pertinentes: “Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo padrão de raciocínio que o criou” , Einstein; “Vocês nunca mudam as coisas lutando contra o sistema existente. Para mudar alguma coisa, construir um novo modelo que faça o modelo antigo obsoleto” R. Buckminster Fuller. Acredito que este modelo esteja sendo construido por muitas ações, ainda desarticuladas. Mas, homem de fé que sou, observo e sinto que o momento é de integração e cristaliização. Energia de Oxumarê e Xangô! Saravá teu blog, amigo. Axé!

    • Christopher Says:

      Olá Dan,
      Reforma ou revolução? Ambos, acredito. Algumas mudanças têm que vir meio a “forceps” daí a necessidade de saber bem quais sejam as mais efetivas e desenvolver o ativismo em torno delas. A internalização de custos bate de frente com o sistema mas está ganhando muita força o que o deixa no maior contra-pé. O mesmo vale para a redução da jornada. São duas mudanças de difícil contestação mas que causam abalos estruturais e, por isto, haverá resistência até quando puderem resistir. Em paralelo, a meu ver, continuam as mudanças lentas e profundas de adequação à realidade, sem necessidade de nenhuma imposição moral, econômica ou social ao indivíduo. A adequação, se dá pacificamente e é resultado da pressão do inevitável.
      Abraços,
      Christopher.

  20. Dan Moche Schneider Says:

    ” quem deve se apropriar dos recursos gerados por esta inevitável ocorrência? Os governos? Acho que não. Estes, são instituições do passado, sem credibilidade e dominados por interesses já estabelecidos.” Olá Chris. Se não os governos, quem? Que são dominados por interesses estbelecidos, sabemos. Mas não há espaços para essa atuação. Se vc pensa que não há, quais seriam esses outrod espaços? Numa outra rede vc perguntou: para onde ir e como ir.
    Para onde ir, observo que há convergência de estrelas guias: desconcetração de riquezas, com a diminuição dos fluxos de materiais e energia das elites planetárias, e viver bem (melhor) com menos.

    Para viver bem há de se reconhecer quais necessidades precisam ser atendidas. Max Neef propõe numa palestra (Empoderamento e desenvolvimento) uma matriz de necessidades humanas de 9X4 (ser, ter, fazer e interagir X subsistência, proteção, afeto, participação, compreensão, ócio, criação, identidade e liberdade). Esses recursos, que serão apropriados pelos Estados, poderiam ser direcionados à políticas públicas voltadas para esses objetivos, Temos indicadores consagrados do que seja viver bem? O FIB dá conta do recado? Não seria esse uma luta prioritária?
    Abração e grato pelo post,

    • Christopher Says:

      Olá Dan,
      Por um lado tenho a convicção de que a sociedade civil organizada é que pode fazer a mudança. Por outro, a impressão de que os governos vão perder muito espaço em favor de organismos locais com sistemas de democracia direta.
      O outro ponto que você levanta me trouxe à mente a questão quem muda? o social muda o indivíduo, ou vice-versa? Acredito na 1ª opção. Por isto, vejo que duas iniciativas são básicas quanto ao “o que fazer”: a internalização de custos e a redução da jornada. Ambas levam ao reposicionamento de cada um de nós em várias frentes de nossas vidas.
      Abraços,
      Christopher.

  21. Luiz Pestana Says:

    Estabelecer padrões comportamentais comuns para a humanidade é total absurdo. É o retorno ao absolutismo. Certos povos não têm atenção ao consumismo exacerbado e nem por uma forma de governo exógena a deles, podendo citar como exemplos os tibetanos, os beduínos, os povos dos altiplanos andinos e tantos outros do Oriente Médio e da Ásia, de longas guerras contra a intromissão externa. O que deve ser buscado é o respeito mútuo, é a responsabilidade com os seus entes e ter ética.

    • Christopher Says:

      Olá Luiz,
      Preservar a cultura,tradições e individualidade de cada comunidade e povo também me parece essencial. A questão econômica, por outro lado, tem hoje, necessariamente, um alcance global. Equaciona-la adequadamente, que é a proposta da Nova Economia, é vital para a sobrevivência da civilização.
      Abraços,
      Christopher.

  22. Thelma Rodrigues Brasil Says:

    Adoraria ver as cidades livres da praga dos automóveis de uso individual. Entretanto, residindo em local da periferia de Brasília, Capital que “prima” ao mesmo tempo por um transporte coletivo de péssima qualidade (tanto no que diz respeito ao estado de conservação dos veículos quanto ao seu número e a quantidade de linhas) e por ser um dos mais caros (ou o mais caro) do País. Para resumir, a partir do condomínio aonde moro um cidadão nunca sabe quanto tempo levará para chegar por exemplo ao trabalho. Pode dar sorte e levar entre meia hora e quarenta e cinco minutos, ou entre uma e meia e duas horas para chegar ao destino. Sou favorável a realização de manifestações populares no sentido de exigir do GDF adoção de medidas imediatas para resolver esse estado de coisas, e a um esforço concentrado por parte das várias liderenças visando tornar tais manifestações cada vez mais fortes e irresistíveis. Com a situação de agora, não ter carro — e este é meu caso atual — significa estar ao sabor do acaso no cumprimento de compromissos.

    • Christopher Says:

      Olá Telma,
      Seu relato é doloroso. Como é dramático, sem exagero, a situação daqueles que usam os trens suburbanos, e que são a maioria de nosso povo urbano. Um conhecido, e é um exemplo, teve costelas fraturadas ontem na viagem de volta de trem.
      Acredito muito nas mobilizações. E pouco em nossas instituições. Tenho a impressão que à medida que a sociedade civil conseguir mostrar sua força, o judiciário, legislativo e executivo sofrerão uma completa reforma. Isto, sem falar no setor privado que precisa cumprir, de fato, sua função social.
      Voltando ao automóvel, quando este tiver um papel secundário (fruto da luta da sociedade civil), as boas soluções começarão a ser implementadas.
      Abraços,
      Christopher.

  23. Dan Schneider Says:

    O vídeo sobre transporte é muito muito bom. Valeu pela dica. Vou apresentar em classe. Grato.

    • Christopher Says:

      Olá Dan,
      O e-mail do autor do vídeo está no comentário abaixo. O vídeo deve gerar uma bela discussão.
      Abraços,
      Christopher

  24. Jonas Bertucci Says:

    Christopher, dá uma olhada nesse vídeo, sobre o problema do automóvel:

    Sempre percebi a questão da mobilidade como parte fundamental do problema da democratização da economia (e da cidade) e seu texto fala um pouco sobre as duas coisas.

    Um abraço,
    Jonas

    =========
    Vídeo vencedor do I Concurso de Vídeo e Fotografia “O TRANSPORTE SOB O OLHAR DA SOCIEDADE”, apresentado no III Workshop em Transporte entre 28 e 29 de novembro de 2011 na Universidade de Brasília.
    No trabalho são analisados os efeitos do estímulo à indústria automobilística e feitas proposições de políticas para incentivar o transporte público coletivo.

    • Christopher Says:

      Olá Jonas,
      Gostei muito do vídeo. Em muitos trechos mostra, de uma forma muito feliz, aspectos tratados no post. Fica a pergunta, quem mobiliza o poder público? Este está a serviço dos interesses constituídos e a primazia do automóvel é o principal deles.
      Abraços,
      Christopher.

  25. Moysés Muguet Says:

    Moysés Muguet
    – Eu penso que seria interessante esse tribunal até pra servir como reflexão para as partes envolvidas nesse processo leonino, não só os Estados Unidos mas também a Alemanha e França tem as suas parcelas de culpa nesse processo capitalista que só produz a injustiça social,será que não seria a hora de repensar em um novo modelo de economia? onde os países desenvolvidos e os emergentes tipo o Brasil,China e Índia participasse mais intensamente desse processo,deixando de lado interesses comerciais,visando uma melhor distribuição de renda. Talvez seja uma utopia falar em melhor distribuição de renda mais esse é o caminho. Eu penso que sem essas reformas a humanidade está fadada a acabar.

    • Christopher Says:

      Olá Moysés,
      O movimento por uma Nova Economia busca justamente o desenvolvimento econômico com preservação ambiental, menor desigualdade social e mais bem estar.
      Abraços,
      Christopher.

  26. Wilton Ribeiro Says:

    O Brasil precisa primeiro participar como membro da ONU, para tentar inteferir na política norte americana. Sem isso, são apenas argumentos de politica externa de cada país.

    • Christopher Says:

      Olá Wilton,
      Acredito que não se trata de interferir na política norte americana e sim mostrar como suas autoridades por conivência com o setor financeiro prejudicam o mundo.
      Abraços,
      Christopher.

  27. Ana Lúcia Barreto Says:

    Os EUA deveria ser responsabilizado por todas as desgraças advindas de suas intervenções nefastas na economia e na fomentação da guerra. UM país ambicioso, intromissor e interventor que tem sido o responsável direto por todas as mazelas que assolam os demais países. Acredito que a natureza dará a resposta e não está muito longe de “cair em desgraça” geral como ocorreu com outras antigas civilizações, a exemplo da egípcia, romana etc. Torço por isso porque é o único meio de contenção

    Ana Lúcia Barreto

    • Christopher Says:

      Olá Ana Lúcia,
      Achei a ideia do tribunal boa exatamente por desnudar as verdadeiras motivações das políticas dos EUA e também dos principais países europeus.
      Abraços,
      Christopher.

  28. Leandro Says:

    Parabéns pelo blog! Recebo as atualizações pela lista do Decrescimento, mas nunca tinha vindo aqui deixar meu registro. Está feito.
    Gosto dos seus textos, curtos e diretos ao ponto, levantando mais reflexões do que tentando esclarecer. É um convite ao raciocínio e ao debate!
    Abraço!

    • Christopher Says:

      Olá Leandro,

      Obrigado. Faz um bem enorme saber que de alguma forma estou contribuindo para a reflexão.

      Abraços,
      Christopher.

  29. Maria Eliza Miranda Says:

    Não sei o que fiz que a página se alterou e nem sei se meu comentário foi mandado.
    Vai aqui a idéia central:
    Pacto social político cultural. O eixo do pacto é a sustentabilidade a partir da regra TRABALHO: Quantidade de trabalho versus remuneração. Quanto mais velho o trabalhador maior valor ao trabalho com menos quantidade do mesmo. E mais: trabalho com relevância social melhor remunerado.
    Isto sim, significaria inclusive aproveitar melhor o legado humano da vida!
    Pode até gerar lucros, mas que tenham aplicação sócio-cultural. Controle da economia de mercado para se estimular uma modificação estrutural do modo de produção e acreditar na educação e na ciência pela sustentabilidade de futuras gerações.
    Estamos dormindo muito e sossegadamente!

    • Christopher Says:

      Olá Maria Eliza,
      Eu precisei atualizar o post pois percebi que o compartilhamento via Twitter e Facebook não estava funcionando, daí a dificuldade que você sentiu. Interessante a sugestão do pacto, o problema é que os hoje “beneficiados” somente vão aderir em última instância.
      Abraços,
      Christopher.

      • Maria Eliza Miranda Says:

        Eu questionaria quem se beneficia do quê? Em última instância, estamos gestando uma sociedade obscurantista, doente e até esquizofrênica! Não gosto mais de pensar em termos de superação do capitalismo porque já compreendi que não vai ser com os núcleos de discussão em torno, principalmente, da luta de classes que vamos conseguir avançar para algum ponto. Não sou economista do tipo capaz de pensar soluções econômicas, mas me parece que o TRABALHO tem uma centralidade importante no debate. O trabalho tem se modificado muito e percebo que a maioria das pessoas estão sendo educadas sem compreender o real valor e sentido do trabalho. Até os “beneficiados” estão com essa miopia. E aí temos a outra questão, a das tecnologias, que envolve os jovens atuais que estão sendo expostos a elas sem nenhuma mediação, o que, no mínimo, é uma contradição importante no interior do modo de produção capitalista que já está trazendo os sinais de esgotamento do próprio modo de produção.
        O Sistema Político tem de ser repensado e sabemos que isso demanda tempo… Não temos hoje nenhuma noção de como se pode transformar o sistema político, mas vejo que podemos valorizar o trabalho e a produção social dos bens e desviar da tendência que parece, veja que digo parece, ser a tendência dominante de se pensar e discutir o consumo e a circulação dos bens. Não vejo como não retomar a questão da produção social, mas agora, com outros critérios como o da sustentabilidade.
        Eu sinto muito, mas a sustentabilidade é para mim o ponto central da questão social e da justiça social até.
        Agradeço seu comentário, mas temos de conseguir pensar em efetivamente NOVOS conceitos de vida e de economia.
        Eliza

        • Christopher Says:

          Olá Maria Eliza,
          Um pacto se dá entre interesses divergentes. São vários grupos, um deles, pelo menos, é beneficiado em termos de acesso aos bens e serviços que o sistema produtivo oferece, não é verdade?
          Abraços,
          Christopher.

          • Maria Eliza Miranda Says:

            Em parte é verdade. Os interesses são sim divergentes e penso que não há apenas um grupo beneficiado e nem apenas um tipo de benefício. A maior parte dos grupos que existe na sociedade se beneficia de um jeito ou de outro. Muito ou pouco. Em geral, com pouco. O que as pessoas consideram benefício varia também. Um pacto requer inteligência, e isto quer no mínimo dizer, ceder alguma coisa. Um pacto não supõe apenas uma alternativa e nem tampouco uma saída. Requer projeção do dinamismo das coisas, a transformação inclusive de uma mentalidade. Enfim, um pacto carece de um projeto construído para novos cenários. Pensamento único tende, pelo menos a história já bem o demonstra, ao totalitarismo. E os totalitarismos não eliminaram a concentração de benefícios… Aliás, é possível aumentar o acesso aos bens e serviços, melhorar a sua qualidade e nem por isto, resolveremos o problema! Este existe antes do capitalismo. Penso que, talvez, possamos resolvê-lo apesar do capitalismo! Quem sabe no pós-capitalismo que está em curso!
            Agradeço muito sua atenção.

            • Christopher Says:

              Olá Maria Eliza.
              Realmente, totalitarismos, nem pensar. Mas é preciso sempre lembrar que são os movimentos sociais (num sentido amplo e não ideológico ou sectário) que levam às mudanças tanto das instituições quanto do próprio comportamento humano em sociedade.
              Acho ótimo trocar ideias.
              Abraços,
              Christopher.

  30. Wilton Ribeiro Says:

    No meu livro: “Brasil Federalista, Mutualista e Unicameral”, eu defendo que o sistema politico deve ser ocupado pelos empresarios e os trabalhadores; conter apenas uma Câmara federal e 5 Estados. O Governo gasta muito e gasta sem controle. Se vc diminui o numero de Estados e Ministérios, resolvemos grande parte do problema e, mudamos, o sistema capitalista pelo Mutualismo.

    • Christopher Says:

      Olá Wilton,
      Tenho a impressão que realmente caminhamos para um sistema misto onde cooperativas tenham muito mais presença e força.
      Abraços,
      Christopher.

  31. ANTONIO OSCAR Says:

    Os Políticos são profissionais que num sistema democrático se apropriam “legalmente” do poder e de modo geral buscam atender os seus interesses servindo a quem possa manter seus privilégios. Nesse sentido buscam se aliar a quem detém outro tipo de poder, o poder ECONÔMICO. Com a aliança de interesses pessoais, dos políticos, com os interesses econômicos do capital, são definidas as regras do crescimento econômico. Só quebrando esse pacto veremos uma nova economia prevalecer;

    • Christopher Says:

      Olá Antônio,
      Realmente, acho que temos que fortalecer a democracia direta em oposição ao atual sistema de representação. Vejo também que a incompetência é enorme e que os políticos não saberiam fazer diferente. Aliás, o processo de escolha já favorece este tipo de perfil.
      Abraços,
      Christopher.

  32. Dan Says:

    Christopher,

    De um ditado Português, que bem poderia ser a estrela guia da economia, que é mais arte do que ciência:

    A alegria de uma casa
    em bem pouco se resume
    beijos, abraços, canções,
    água, pão, flôres e lume

    Um bom ano para todos nós.

  33. Marcos Carneiro Says:

    Prazados amigos de SC,
    O autor Luiz Augusto Rodrigues da Luz, Eng. Químico que atua na Petrobras, escreveu em seu livro A Gestão da Água-Ed. Qualimax, um capítulo que ele denominou ” Água Nova” (assim mesmo entre aspas) onde ele atribui parte importante das enxurradas nas grandes cidades, ao acúmulo de ” água nova” , gerada a partir da queima de combustíbeis fósseis e fez, a meu pedido, o cálculo da geração dessa ” água” a partir da queima de 200 litros de combustível/mes, média para um carro que roda 1500/mes.O que vcs acham desse tema? Porque não se discutiu esse aspecto até hoje?
    “Usando a fórmula geral para hidrocarbonetos alcanos (só há uma ligação entre os carbonos) podemos segundo a fórmula chegarmos a um número que possa se traduzir próximo da realidade.

    CnH2n+2 + (3n+1O2) / 2 ———————- n CO2 + (n+1) H2O – substituindo pela molécula da gasolina C8H18, teríamos:

    C8H18 + 25/2 O2 ————– 8 CO2 + 9 H2O

    1 mol de gasolina (somatório das massas atômicas dos átomos que compõem o composto = 114g) produzem 9 mols de água.

    Bem, para calcular 200 litros de gasolina, precisamos saber a massa de gasolina que se equivalem. Vamos levar em conta a densidade da gasolina igual a 0,8. Como d = m/V . . . . logo = m = d x V – m = 0,8 x 200 = 160 Kg = 160.000 g.

    Agora sim, poderemos relacionar:

    114g ——————– 9 mols de água

    160.000 g ————— x mols de água.

    x = (160.000 g x 9 mols) / 114 g = 12.631 mols de água. 1 mol de água é igual a 18g, logo 12.631 será: 12.631 x 18 = 227.358 g. Ou seja, 227 quilos aproximadamente.

    Os Hidrogênios do processo são oriundos dos Hidrocarbonetos, que ao se juntarem com o Oxigênio atmosférico.produz água.

    A água não estava confirmada nas moléculas do HC, apenas parte dela que julgo ser os Hidrogênios.

    • Christopher Says:

      Prezado Marcos,
      Seu argumento prece ser mais uma boa razão para nos preocuparmos com a preservação ambiental.
      Abraços,
      Christopher.

  34. Marcos Carneiro Says:

    Prezados,

    Já li muita coisa sobre o assunto e continuo com a minha posição (minha, não a que me querem fazer pensar/acreditar): isso tudo é realmente uma conversa para ” levar gato para nadar”, assim como foi com o CFC , armas de destruição em massa no Iraque, a morte do Bin Laden, a responsabilidade pela derrubada das torres gêmeas e outras ” cositas más” .
    O comentarista se ” entrega” nas suas ocultas pretensões ” científicas” ao denominar aqueles que contestam a teoria dominante como ” céticos” . Para entendermos melhor o que está por detrás disso vamos ao significado da palavra céticos: aqueles que duvidam de tudo; DESCRENTES. Ora, se estamos tratando de ciência, não podemos denominar os que discordam da corrente de pensamento dominante de DESCRENTES. É preciso que eles sejam contestados cientificamente, o que não tem sido possível até hoje.Tenta-se desacredita-los pura e simplesmente. Isso já ocorreu na inquisição, quando os CÉTICOS (como Galileu-Galillei, por exemplo) eram queimados vivos por faltarem argumentos à religião para contesta-los.O mesmo me parece estar acontecendo no caso Aquecimento Global.Ninguém contesta os danos causados pelas atividades industriais e de consumo humanos, pois a poluição do ar é fato comprovado por simples estações de monitoramento da qualidade do ar, mas daí a os efeitos serem capazes de mudar a estratosfera…a distância é muito grande. Porque então as grandes potências não estão tomando medidas para a redução imediata de suas emissões, cortando o consumo desenfreado, a queima alucinada de combustíveis fósseis, etc., etc.?E os danos à atmosfera e ao meio ambiente provocados pelas inúmeras guerras que elas patrocinam diariamente? Porque ninguém se atreve de denuncia-los e fazer projeções sobre esses danos de responsabilidade única e exclusiva das grandes potência, principalmente aquela que todos nós conhecemos muito bem?
    Não li a tese da doutoranda da USP, mas não me atrevo a concordar com o comentarista da matéria pois a USP é uma entidade acima de qualquer suspeita e recomendo a vcs e ao comentarista a acessarem o endereço http://mitos-climaticos.blogspot.com/2010/02/aquecimento-global-ciencia-ou-religiao.html e lerem o que está ali relatado, num comentário desapaixonado e técnico, não tratando-se de ceticismo ou crença. Não posso acreditar que o trabalho do Professor Gustavo M. Baptista (UnB), avalizado pelo Dr. Molon (UF-AL), possa ser considerado uma balela.A não ser que o ” fiel ou crente” , articulista do comentário ao trabalho da doutoranda da USP, seja um agente inquisidor.

    Não custa lembrar a frase lapidar do grande Roberto Campos: ” A maioria das vezes em que discordei sozinho, estava com a razão” !

    MARCOS CARNEIRO

    • Christopher Says:

      Prezado Marcos,
      Todos temos, ainda bem, direito a opinião sobre qualquer assunto. Já uma tese de doutorado, não. Precisa chegar a conclusões fundamentadas. Quanto aos céticos, este é o termo usado pela autora da tese.
      Abraços,
      Christopher.

    • Dan Moche Schneider Says:

      Olá Marcos,
      Gostaria de arriscar uns pitacos nas qustões por você formuladas:
      a) Por que as grandes potências não estão reduzindo suas emissões…?
      a)Por que os Estados, a tempos, foram “capturados” pelas grandes transnacionais e o status quo não pode ser alterado; e, afinal, como dizia Keynes, a longo prazo estaremos todos mortos.
      b) E os danos provocados pelas guerras…?
      b) Não seriam pelas mesmas razões? Business as usual?

      c) A USP é uma entidade acima de qualquer suspeita (…)
      c) A USP é formada por seres Humanos – de natureza dual, luz e sombras: homo sapiens/homo demens

  35. Tadeu Santos Says:

    Peço desculpas a doutora pela mesma rede pública por tratá-la como catarinense quando a mesma reclama que não é, peço perdão por deduzir que havia cursado geografia na UDESC, qdo apenas leciona, tanto que foi indicada para o FCMCG, mas se recusou a representar esta respeitável instituição Barriga Verde. Porém mantenho minha discordância qto a sua esnobe conduta e as suas infundadas teses sobre o clima, falo como um afetado/atingido pela violência das águas e dos ventos aqui na região sul de SC, epicentro do furacão Catarina – o primeiro do Atlântico Sul. Como cidadão, modestamente sugiro que a Daniela Onça procure fazer um outro doutorado que busque respostas as tragédias do clima, já que a ciência da meteorologia não está sendo capaz de explicar as frequentes e intensas adversidades climáticas, pois em muito iria contribuir com a prevenção e adaptação às comunidades que vivem em áreas de risco as violentas cheias e de vulnerabilidade a força dos ventos.

    • Christopher Says:

      Prezado Tadeu,

      Imagino que a autora tenha se informado de seu primeiro comentário através desta central de comentários. Não soube, entretanto, da resposta dela. Por qual rede pública ela fez isto?
      Abraços,

      Christopher.

      • Tadeu Santos Says:

        Christopher
        Alguém percebeu e repassou pra ela e a mesma enviou suas reclamações diretamente para o meu e-mail. Após os petardos que recebi por descrevê-la como uma catarinense, perdi o interesse em concluir a leitura da sua tese e porque certamente não encontrarei nada de espetacular, apenas mais uma cética que decidiu contestar o desequilíbrio climático que o homem está acelerando irresponsavelmente pela ganância infecciosa.
        Sds
        Tadeu Santos
        Araranguá SC

  36. Tadeu Santos Says:

    Olá Christopher,
    sobre a tese da Onça catarinense concordo com você. No mês passado tomei conhecimento da existência da doutora qdo a mesma enviou mensagem ao Fórum Catarinense de Mudanças Climáticas Globais – FCMCG, se recusando a participar por não concordar com os foristas mesmo sem conhecê-los, mesmo sem haver participado de nenhuma reunião. Como havia exceso de ironia em sua mensagem ordenando que retirasem o nome dela da lista, tentei contato com a Onça e trocamos várias mensagens por e-mail, porém não a convenci de que deveria particiapr já que havia sido indicada pela UDESC, instituição do qual havia cursado Geografia antes deste esquisito doutorado na USP.

    • Christopher Says:

      Olá Tadeu,
      Fico com pena dela não ter participado do fórum e feliz com a suas tentativas. Teria sido muito proveitoso para ela e um enriquecimento da discussão. A ironia que você cita está presente na pegadinha a que me referi.
      Abraços,
      Christopher.

  37. Dan Moche Schneider Says:

    Belo trabalho Chris. Esse resultado indica que o movimento Slow Science inda tá chegando ..slowly…enquanto isso… dá-lhe produção acadêmica em ritmo industrial…! a gerar descartáveis…

    O orientador não poderia ter direcionado a tese para exploração dos conflitos ideológicos subjacentes ao tema mudanças climáticas? Seria bem interesssante. Mas pretender julgar centenas de trabalhos científicos…sem trabalho ciêntífico? Duro de engolir.
    Abração,

    • Christopher Says:

      Olá Dan,
      Obrigado pelo incentivo. Além da preocupação com o tema em si, acho, que a crítica, principalmente dos que estão fora do meio acadêmico, pode, com você sugere, contribuir para uma produção científica de qualidade. É a esperança que fica.
      Abraços,
      Christopher.

  38. Benedito F. Oliveira Says:

    Como já fiz diretamente a você, renovo aqui meus parabéns pelo seu trabalho. A discussão desses novo temos sempre merece nossa atenção e, quando possível, nossa participação.
    Continue e que o número de acessos e participantes assíduos desse Blog sempre aumentem.

    • Christopher Says:

      Olá Benedito. Obrigado pelo apoio. Me lembro sempre de um comentário seu ao rever um texto que havia escrito: “cada capítulo se prestaria a um artigo”. Aos poucos cheguei a uma forma parecida, pois o blog permite, entre outros, encaminhamento parecido. Houve é claro uma grande mudança desde que fiz minhas primeiras tentativas de escrever a respeito dos impasses da economia. Ao identificar através da nef e de muitos outros que tem muita gente trabalhando de diversas formas em relação ao assunto, passei a dedicar-me, dentro das minhas possibilidades, à uma causa que vai se difundindo em vários países. As ideias sobre as quais escrevi permanecem válidas, a meu ver, e espero tratar disto ao longo do próximo ano. Um grande abraço. Christopher.

  39. Fabiana Says:

    Cris, parabéns por este belo trabalho. Continue sempre inspirado.
    abs,
    Fabi

  40. Silvio Roberto Says:

    Prezadíssimos,

    Três colocações:

    1) Não existe, de fato, almoço grátis. Se alguém oferece generosamente um serviço sem remuneração, esse alguém está pagando o almoço com o seu trabalho ou serviço. No caso das externalidades, como o carro que polui, o almoço está saindo de graça para o motorista poluidor (e para as montadoras), mas alguém, como sempre, está pagando a conta – neste caso, os que respiram o ar poluído, e a sociedade como um todo, que sofre os efeitos dos gases estufa, aquecimento global, etc. Alguém sempre paga a conta, com dinheiro ou não.

    2) Não é o dinheiro, é o poder. A partir de certo nível de riqueza, dinheiro não faz mais diferença. Qual a diferença, no padrão de consumo, entre um rico que tem US$ 300 milhões e outro que tem US$ 800 milhões? A diferença entre eles é assustadora: meio Bilhão de dólares, mas o padrão de consumo deles é praticamente o mesmo. Desse ponto em diante, de acordo com aquela velha pirâmide de Maslow e etc, a busca é pelo poder. Todo mundo quer dominar o mundo para fazer dele um lugar maravilhoso para se viver. O problema é que cada um tem uma idéia diferente do que seria um mundo maravilhoso para se viver, e é aí que a coisa complica. Veja a diferença de mentalidade entre um sheik árabe, Bill Gates, Mubarak e Elon Musk.

    3) Nova economia = serviços, colaboração e compartilhamento. O PIB mundial vai continuar crescendo, mas o que vai salvar o planeta é que ele vai crescer sobre os serviços, e não sobre o consumo gerador de lixo. A colaboração (crowd-isso e crowd-aquilo, Wiki-etc, Open-num-sei-o-quê) vai revolucionar as relações de trabalho (e as jornadas, que serão por resultado, e não por horas) e o compartilhamento vai frear mundialmente a produção de bens de consumo. Um mesmo livro vai ser lido e emprestado milhares de vezes entre as pessoas. O mesmo vai valer para aspirador de pó, furadeira, roupas, carros, imóveis, etc.

    Como devem ter percebido, estou otimista.

    Silvio.

    • Christopher Says:

      Olá Sílvio.
      1) Se o beneficiado não paga a conta o almoço é grátis para ele.
      2) São muitas as motivações do ser humano. O certo é que o contexto social e a possibilidade real é que definem até onde elas podem se expandir.
      Nova Economia = redução da desigualdade social + preservação ambiental + bem estar. Isto é o que tenho procurado mostrar e sustentar. A tese do crescimento econômico baseado em serviços e a de que a economia verde vai evitar a pressão ambiental, como já mostrei, não se sustentam. Ambos os fenômenos são apenas relativos. Mantido o atual modelo de consumo continuará havendo necessidade de crescimento da base material até que os previstos 10 bilhões de seres humanos sejam atendidos, o que é social e ambientalmente inviável. O crescimento exponencial já não é mais possível. Christopher.

  41. Dan Moche Schneider Says:

    Christopher,

    Bela resposta ao Nelson Motta. Integro ao almoço grátis, un recuerdo del cancionero argentino: “moneda que está en la mano, quizás se pueda guardar, pero la que está en el alma, se pierde si no se dá”.

    • Christopher Says:

      Olá Dan. Gostei muito da citação. Realmente, acho que a nossa real vocação é dar e dar-se. O convívio nos é essencial. Christopher.

  42. maria emilia matos Says:

    até onde essa nova economia, vai? não será apenas uma uma roupagem ,mas no fundo continua o mesmo modelo de desenvolvimento?

    • Christopher Says:

      Em termos estritamente econômicos a Nova Economia prevê a inclusão dos custos ambientais e sociais na formação dos preços dos produtos e serviços e nas decisões de investimentos. E também uma drástica redução na jornada de trabalho como solução para o desemprego. De forma mais ampla, ela prioriza o bem estar, a redução da desigualdade e a preservação ambiental. As duas medidas mencionadas são fundamentais para estes objetivos e significam o abandono da obsessão pelo crescimento econômico. É, portanto, um outro modelo de desenvolvimento. A meu ver, ele deve ser visto sob uma perspectiva histórica e gradual (mesmo que aos saltos). Da mesma forma que o capitalismo nasceu de dentro do feudalismo um novo sistema está aos poucos, e agora com a contribuição ativa dos interessados, se moldando. Quanto tempo este processo levará? Quem sabe? Que nome terá a nova forma de produzir e repartir? Certamente não será Nova Economia, nome apenas provisório, e que só será conhecido a posteriori. Acho que sua dúvida faz um bocado de sentido porque durante o processo de mudança que pode levar décadas os dois sistemas vão conviver um perdendo força e o outro se afirmando, podendo dar a impressão até de que nada muda, mas de fato, trata-se de uma mudança gigantesca.

      • Deborah Says:

        Christopher, obrigada pelos debates, são sempre muito bons. Quero contribuir com a seguinte reflexão: penso que o objetivo da economia capitalista é alcançar cada vez mais níveis de acumulação. Para tanto cria necessidades e consequentemente provoca o consumo. Nesse sentido, o consumo é o meio e não o fim da economia capitalista, um dos meios diga-se de passagem visto o processo de financeirização da riqueza, em que a acumulação não necessariamente requer a esfera produtiva para ocorrer. Considerando a acumulação como fim, cada vez mais são requeridos espaços e recursos para prover a acumulação. Assim, não necessariamente levas de consumidores são os responsáveis pelo caos ambiental, mas o modo como se utiliza os recursos e a maneira desigual com que são distribuídos. Por esse aspecto, não penso que o “tiro” seja no consumo, que temos que adequar o consumo, mas temos que avaliar para a nova economia outro objetivo que não a insaciável acumulação. A redistribuição do que já é produzido pode ser a chave, a redistribuição do uso dos recursos territoriais também, e a noção de que criamos necessidades para serem consumidas é outra forma de buscar uma nova economia. Abraço, Deborah.

        • Christopher Says:

          Olá Deborah. Realmente, a redução das desigualdades e consequente redistribuição da riqueza é uma possibilidade das mais prováveis. Mantendo-se também a continua absorção ao mercado dos que a ele ainda não pertencem, por força da pressão social e do interesse das empresas em abrir mercados. Isto, num quadro de necessidade cada vez mais premente de preservação ambiental e da impossibilidade de crescimento econômico exponencial sem limite. A redução no crescimento econômico leva à redução na taxa de lucro e de acumulação, ampliando o espaço, a meu ver, para atividades produtivas que não tenham o lucro como objetivo. O que não ocorrerá sem fortes resistências, é óbvio. Daí a constatação de que a preocupação maior é a de como fazer para que a mudança ocorra, e que ocorra com com o mínimo de sacrifícios e conflitos. Abraços,Christopher.

    • LUIZ ALBERTO RODRIGUES DOURADO Says:

      Gostaria ainda, na linha cristã que diz que “os pobres herdarão a Terra”, observamos que não foi contemplada no relação dialógica outras perspectiva, aliás a perspectiva em que isto se contextualiza realemnte e não falo como religioso, pois apenas tenho religiosidade.
      Quando se fala de pobres é preciso entender isto segundo o conceito Gurdjiefiano de que são os que não são cehios de vaidades, de presunção, de elementos inumanos que personificam o ego diabólico que é o agente promotor de todas as desgraças individuais e coletivas. Ser “rico” é ser cheio de todas estas mazelas psíquicas inumanas. Portanto o contexto verdadeiro é que os ricos não entram e só os pobres “de misério interior” é que são verdadeiros seres humanos, dignos de viverem e herdarem a Terra.

      Luiz Dourado

      • Christopher Says:

        Olá Luiz. Será que ao conquistarem a terra os pobres não deixarão de o ser passando a viver uma vida plena e de bem estar? Abraços, Christopher.

  43. Sergio Maia Says:

    interessante movimento ocorre em NY, pacifico, contra a tese do crescimento a todo custo, vale estudar

    • Christopher Says:

      Sem dúvida. E está se ampliando e mais definido, com propostas. Batem de frente com a democracia representativa, falida. Estou tendo juntar elementos sobre tais movimentos em diversos países para um próximo post pois acho que é por aí que a mudança vem, apoiada também pela democracia direta e pela sociedade civil.

  44. Gisella Colares Gomes Says:

    Penso que esta percepção é coerente. Não é determinista nem para o pessimismo e nem para o otimismo. Contém a presença da incerteza e traz a necessidade de nossa intervenção para que os resultados sejam bons, apesar de que nunca serão como desejamos e do quanto desejamos.

    • Christopher Says:

      Ah, você inaugurou a central de comentários. Vamos ver se funciona.
      Que bom que por sua avaliação do post sobre as possibilidades da Rio +20 não fiz nenhuma afirmativa definitiva o que seria um bocado de pretensão. É a luta, como você diz, que forja os desdobramentos. Parece contudo que os acontecimentos estão ajudando.

  45. Christopher Says:

    Com este comentário inauguro a central. Com ela, acredito que será possível manter diferentes “conversas” ao mesmo tempo, dentre elas uma sobre o post corrente que poderá continuar após a publicação do seguinte. E, o acompanhamento por você de suas mensagens e a de outros se faz de forma simples através de seu e-mail. Bom proveito.


Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: