O que

Quais as consequências do fortalecimento da economia dual?

O tema foi abordado no post Por que, o que, como?, e detalhado no post O que fazer. Tais posts e os indicados ao final foram escritos ainda na fase 1 deste blog quando o foco era a defesa de uma Nova Economia, mas continuam válidos. Uma nova economia, de contornos ainda em definição, é indispensável para a sobrevivência da civilização e, mais, implica numa mudança profunda em todos os demais aspectos da vida social. A ideia da eclosão de uma sociedade pós-capitalista é, portanto, uma ampliação do que constituiu o objeto da fase 1 deste blog.

No primeiro post procurei mostrar que é preciso saber com clareza e precisão o “por que” uma nova economia é necessária. Sem, isto, a proposta fica à deriva. É necessário também ser objetivo e seletivo no o “que é” preciso fazer, evitando a dispersão de esforços e aprofundando o debate em torno de alguns poucos pontos que tenham o necessário poder mobilizador. Mas, imaginar uma nova economia é relativamente fácil. O difícil é agir para que ocorra o mais rápida e suavemente possível. Para tanto é preciso saber o “como” deve ser conduzida a transição para ela. Em outras palavras, como convergir as ações para que os objetivos sejam atingidos.

No segundo post mencionado afirmo que é preciso selecionar as questões que tenham o maior potencial de irradiar a mudança, o que por sua vez permite, o que é decisivo, focar a ação. Quatro questões me parecem constituir este grupo: restringir os impactos sociais e ambientais negativos oriundos da produção e consumo de bens, reduzir a jornada de trabalho, romper com a teoria econômica ortodoxa e viabilizar decisões mandatórias globais. As duas primeiras, mais importantes ainda. Uma implica na inclusão no custo do que os economistas tradicionais chamam de externalidades, forma confortável de definir privilégios, passando a internalizá-las. E a outra parte do fato de que a redução drástica da jornada de trabalho já é possível e que traz inúmeros benefícios, dentre eles maior tempo livre para atividades não remuneradas e eliminação do flagelo do desemprego.

Veja também os posts já publicados sobre o assunto nos tópicos enumerados na coluna da esquerda do blog. Especificamente:

. Trabalho livre
. Impactos sociais e ambientais
. Jornada de trabalho
. Novas diretrizes econômicas

. Decisões mandatórias globais

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