Como

O que é possível fazer para apressar e minimizar os traumas da transição?

O tema foi abordado no post Por que, o que, como? e detalhado numa série de 5 posts:

A força das mudanças
Reforma ou revolução?
A implosão do sistema
Ativismo ou …
Sangue novo?
A importância da sociedade civil

Tais posts e os indicados ao final foram escritos ainda na fase 1 deste blog quando o foco era a defesa de uma Nova Economia, mas continuam válidos. Uma nova economia, de contornos ainda em definição, é indispensável para a sobrevivência da civilização e, mais, implica numa mudança profunda em todos os demais aspectos da vida social. A ideia da eclosão de uma sociedade pós-capitalista é, portanto, uma ampliação do que constituiu o objeto da fase 1 deste blog.

No primeiro post procurei mostrar que é preciso saber com clareza e precisão o “por que” uma nova economia é necessária. Sem, isto, a proposta fica à deriva. É necessário também ser objetivo e seletivo no o “que é” preciso fazer, evitando a dispersão de esforços e aprofundando o debate em torno de alguns poucos pontos que tenham o necessário poder mobilizador. Mas, imaginar uma nova economia é relativamente fácil. O difícil é agir para que ocorra o mais rápida e suavemente possível. Para tanto é preciso saber o “como” deve ser conduzida a transição para ela. Em outras palavras, como convergir as ações para que os objetivos sejam atingidos.

Na série de posts específicos sobre o como fazer, parti da constatação de que trata-se de uma mudança estrutural que rompe com a ordem estabelecida, mas que não é inevitável. Para que ocorra é necessário que um movimento social com tal fim vá se construindo e fortalecendo. As ações necessárias são clássicas e típicas dos grandes movimentos sociais: formulação teórica, mobilização, obtenção de recursos, treinamento, organização, divulgação e manifestação pública. E devem ser centradas nas duas questões básicas mencionadas na descrição do o que fazer, a saber, a redução da jornada de trabalho e a internalização de custos e levando em conta a especificidade de cada momento e país. As conquistas em torno destes pontos colocam em cheque a ideologia do crescimento econômico, abrem espaço para empreendimentos sem fins lucrativos e permitem mais tempo para que cada um de nós possa realizar o seu potencial. E com isto, vão se materializando os três grandes objetivos desejado em uma sociedade pós-capitalista: a redução da desigualdade, a preservação ambiental e o bem estar.

Veja também os posts já publicados sobre o assunto nos tópicos enumerados na coluna da esquerda do blog. Especificamente:

. Ativismo
. Democracia direta
. Ação da sociedade civil

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