Saneamento, a prioridade das prioridades para o Brasil.

Instituto Trata Brasil, Sabesp e Maurício de Souza Produções lançam cartilha sobre uso racional de água.

Despreze os 2 primeiros parágrafos, com nítida e infeliz intenção político-partidária, e você encontrará uma excelente analise de José Eli da Veiga sobre ser o saneamento a prioridade das prioridades para o Brasil de hoje.

“As taxas de retorno de investimentos em saneamento variam de 17% a 55%, com benefícios duas a oito vezes seus custos, informa o Banco Mundial. Porém, com menos da metade de sua população atendida por esgoto, o Brasil ocupa o 112º lugar na classificação mundial e o 12º na da América Latina. Em vizinhos como México e Venezuela, só 10% da população continuam a sofrer os malefícios de esgoto a céu aberto.”

Certamente este deveria ser o foco principal do anunciado e bem vindo super grupo de trabalho, no estilo do grupo de controle do plano de metas de JK (50 anos em 5), destinado a incentivar e romper barreiras nas parcerias público-privadas. Leia o artigo completo.

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Luz dissolve tese da USP

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  3. A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

'Blocos de gelo caindo no Glaciar Perito Moreno - Parque Nacional Los Glaciares - Patagônia - Argentina' photo (c) 2007, CasalMALY - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/Levei um susto com a divulgação em 29 de setembro último pela Agência USP de Notícias de uma matéria intitulada “Existência do aquecimento global é questionada em pesquisa” sobre a tese de doutorado: “Quando o Sol brilha, eles fogem para a sombra…”: a ideologia do aquecimento global. O título da matéria é até suave frente à incrível e principal “conclusão” da tese: “a hipótese do aquecimento global constitui a maior fraude científica e social de nosso tempo”.

Bem, fui verificar o fundamento do questionamento, resultado de extenso trabalho de uma pesquisadora do Departamento de Geografia de uma das melhores universidades do país, orientada por um doutor do mesmo departamento e aprovado por uma banca com outros 4 examinadores, todos doutores.

Para tanto, passei por uma “pegadinha” de mau gosto já que a autora deixa de fazer um resumo informando no capítulo de abertura que sente “muito em frustrá-lo e aconselhamos a repensar” o uso de resumos. “Por favor, leia o trabalho completo. Inicie a leitura na página 1, obedeça ao movimento da esquerda para a direita e de cima para baixo e leve o tempo necessário para segui-la até o fim, na página 521”. Fui portanto obrigado a ler a coisa toda, na verdade, 557 páginas.

O resultado é que posso informar que o fundamento é nenhum e, o que é mais preocupante, a universidade, o departamento, o orientador e a banca deram respaldo a um trabalho que nada tem de original e não trouxe sequer uma contribuição para o tema, contrariando uma exigência óbvia de inovação em teses de doutorado. É, a USP não faz mais do que seguir o triste papel da maioria de nossas instituições. Enfim …

Em prol do leitor, apresento em anexo os os meus comentários, capítulo a capítulo. Em síntese, constatei que o trabalho é composto por três partes principais devidamente desconexas:

  1. A transcrição durante 4 longos capítulos de textos já conhecidos de geografia.

  2. Um ataque irresponsável, em 5 capítulos, ao IPCC, aos pesquisadores de todo o mundo que colaboram voluntariamente com a organização e aos, coitados, modelos matemáticos, enfeitiçadores.

  3. E a conclusão, do nada, em 2 capítulos, de que a tese do aquecimento global é resultado de uma trama sinistra dos que querem perpetuar a ideologia capitalista, quando a verdade é exatamente o oposto.

Bem, não foi desta vez que o bombardeamento às evidências do aquecimento global vingou. Além do mais, recente estudo do Berkeley Earth Project confirma-o e responde diretamente às alegações mais competentes dos céticos.

“Nossa maior surpresa foi que os novos resultados concordam com os valores de aquecimento publicados anteriormente por outras equipes nos Estados Unidos e Grã-Bretanha”, afirmou o professor Richard Muller, que estabeleceu o Berkeley Earth Project na Universidade da Califórnia reunindo dez cientistas renomados.

“Isto confirma que estes estudos foram feitos cuidadosamente e que o potencial de (estudos) tendenciosos, identificados pelos céticos em relação ao aquecimento global, não afetam seriamente as conclusões”, acrescentou.

O grupo de cientistas também relata que, apesar de o efeito de aumento de calor perto de cidades – o chamado efeito ilha de calor urbano – ser real e já ter sido estabelecido, ele não é o responsável pelo aquecimento registrado pela maioria das estações climáticas no mundo todo.

O irônico desta estória, é que após a leitura de toda a tese (?) da USP não descobri a resposta à pergunta implícita no título: Quem foge para a sombra? Mas, em compensação, descobri que com um pouco de luz ela se dissolve.

Intrigante, também, é que logo na abertura da sua tese a autora transcreve um e-mail informando que os 3 trabalhos submetidos por ela à 3ª Conferência Regional sobre Mudanças Globais: América do Sul, na mesma linha da tese, foram rejeitados pelo comitê cientifico por falta de fundamentação cientifica. 5 doutores ignoraram este aviso e assinaram embaixo de um trabalho que tem nenhuma, também. E com isto, além de não preservarem a pesquisadora em formação, comprometeram o nome do departamento e da instituição.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

A Rio +20. É possível

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Apesar das considerações trazidas no último post apontando para as dificuldades resultantes da persistente reação dos interesses constituídos às inadiáveis mudanças, acredito que é possível que a cúpula de 2012 traga importantes e inesperados resultados.

Vale lembrar que 20 anos atrás, a conferência de então enfrentou muitas resistências. Um bom exemplo é o do presidente americano (Bush, pai) que compareceu em decisão de última hora pressionado pelo impacto negativo de sua atitude. Mesmo assim, a conferência extrapolou seus limites, produziu documentos marcantes e foi, como mencionei em post anterior (A Rio +20. Decisiva?) a origem de 2 vertentes, cada uma com inúmeros desdobramentos, uma delas desembocando agora na Rio +20.

O mesmo deve se repetir e com impacto multiplicado.

De 1992 para cá as entidades civis expandiram-se enormemente em número, força e atuação. O Greenpeace, a WWF, a Fundação Onda Azul e o Fórum Social Mundial são apenas exemplos deste fenômeno que abrange não só a causa ambiental como a social. Assim, é de se prever, que a forte ação de ONGs havida em 1992 se reproduza amplificadamente. Os sinais disto já são visíveis. Alguns exemplos:

Cerca de 150 entidades de 27 países constituíram a Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental para acompanhar os eventos preparatórios e funcionar paralelamente à conferência, denunciando o “mito da economia verde”.

A ISEEThe International Society for Ecological Economics fará sua 12ª conferência bianual de 29 de maio a 1 de junho de 2012 no Rio de Janeiro com o objetivo explícito de influenciar a Rio +20. A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO), afiliada à ISEE promove o seu IX Encontro Nacional de 4 a 8 de outubro de 2011, preparatório para a conferência da ISEE.

O “World Symposium on Sustainable Development at Universities” e que visa refletir e trazer a contribuição de universidades de todo o mundo para a Rio +20, ocorrerá no Rio de janeiro paralelamente ao evento.

Curiosamente, apesar da tese da economia verde, como mostrei em post anterior (A economia verde. Ilusão?), não sobreviver à cúpula de 2012, mesmo com os interesses econômicos favoráveis em jogo, as duas vertentes devem voltar a convergir e é possível que a conferência, da mesma forma que em 1992, extrapole os seus limites e venha a ser o início de uma ação com efeito global produzindo um acordo climático mandatório e uma diretriz que comece a colocar a força produtiva a serviço do equilíbrio social e do bem estar, e, de passagem, resolva a parafernália de organizações e eventos que foram surgindo desde 1992.

Em algum momento a força dos fatos irá se impor. Aliás, uma versão simplificada de uma citação de Keynes expressa isto bem: “quando os fatos mudam, eu mudo de ideia. E você?” A conferência pode ser o gatilho da mudança, justificando o esforço da diplomacia brasileira pelo sucesso do evento.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema.

A Rio +20 já fracassou?

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Volto a tratar da Rio +20 neste e no próximo post após desvio provocado pela nova onda da “grande recessão” que, aliás, passou a ser considerada por muitos como a 2ª “grande contração” explicitando a gravidade da conjuntura econômica atual.

Antes, note que o blog tem agora uma central de comentários e que fiz também alterações visando deixar claro o “por que” uma Nova Economia é necessária, o “que é” preciso mudar para que ocorra e “como” tal mudança pode ocorrer. Em posts após este e o próximo pretendo detalhar e explicar estes tópicos.

Bem, vamos ao tema de hoje. O título do post é uma pergunta que pode parecer precipitada pois a conferência só irá ocorrer em junho do próximo ano. Mas, não, porque está centrada em uma proposta que, muitos pensam, conforme analisei no post (A economia verde. Ilusão?) nunca foi viável. Explico.

Os temas da conferência Rio+20 são:

  • A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza.
  • A base institucional para o desenvolvimento sustentável.

O primeiro tema já indica a tentativa de dar uma roupagem de “economia verde” ao desenvolvimento sustentável e de incluir naquela a erradicação da pobreza. Evidentemente, isto vem da força dos interesses econômicos que tentam preservar a ideologia do crescimento econômico. Em vão, como vimos.

A razão do segundo tema, dita pela própria ONU, é superar “a proliferação de acordos ambientais multilaterais e a fragmentação de instituições para este mesmo fim”. É a burocracia lutando contra a burocracia.

Vale lembrar que o desenvolvimento sustentável propõe-se a ser um que garanta às gerações futuras os bens naturais existentes seja pela preservação seja por reposição. Como já ficou claro que isto requer, entre outras providências, a substituição da energia fóssil pelas de baixo carbono, ele evoluiu para a economia verde. Esta, além de propor a substituição das fontes energéticas, defende a tese de que ao fazê-lo e com o uso intenso de novas tecnologias haverá um descasamento cada vez maior entre a quantidade de insumos materiais e o aumento do produto, o que permite, nesta visão, crescimento econômico com preservação ambiental e maior justiça social.

Se já não bastasse, espera-se ainda na conferência, como dito, que a “economia verde” contenha os ingredientes para a erradicação da pobreza. Isto, mesmo tendo como pano de fundo a previsão populacional divulgada pela própria ONU e as recentes conclusões do painel de mudanças climáticas da mesma ONU evidenciando o acirramento da crise ambiental e social. A saber.

A ONU prevê que a população do mundo somente estabilize em 2100 alcançando cerca de 10 bilhões de pessoas, a partir das hoje 7 bilhões de pessoas e chegando a 9,3 bilhões em meados do século. O terrível é que o aumento vem de países com alta taxa de fertilidade e pobreza: 39 da africa, 9 da Asia, 6 da Oceania e 4 da América Latina.

O IPCC – Painel de Mudanças Climáticas da ONU, em sua última estimativa mostra que para conter o aumento da temperatura global à faixa de 2.0 a 2.4 graus centigrados será necessário haver uma redução até 2050 entre 50 e 85% nas emissões relativamente ao ano 2000. Neste caso o pico das emissões ocorreria no máximo até 2015. À medida que o mundo for se distanciando deste objetivo o aumento da temperatura vai se tornando mais intenso podendo no pior caso chegar um valor entre 4,9 e 6,4 graus centigrados, e com ele, mais e piores catástrofes naturais.

Em 2010, segundo a AIE o mundo emitiu 30,6 giga toneladas de CO2 o que significa um aumento de cerca de 40% em relação a 1990 e 30% em relação ao ano 2000.

Alguma esperança vem da estimativa do IPCC divulgada em junho último de que é possível alcançar em 2050, 77% de uso de fontes renováveis de energia. Isto, partindo-se de 12,9% em 2008. Mas, mostra, infelizmente, que o pior cenário possível é um aumento para apenas 15% em 2050.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema.

A Rio +20. Decisiva?

1)  Para ler notícias relacionadas à Nova Economia, acesse o link à direita.
2) A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

A conferência de Cúpula da ONU Rio+20 realiza-se de 4 a 6 de junho de 2012. (O evento foi transferido para 20 a 22 de junho, parte do esforço do governo brasileiro de tentar garantir a presença dos chefes de estado ou de governo dos principais países. Durante a 2ª quinzena de junho ocorrerão importantes eventos paralelos, em especial os promovidos pela sociedade civil).  É +20 pois decorre da Cúpula da Terra de 1992 também realizada na cidade.

Da Cúpula da Terra participaram 172 países, 108 dos quais liderados por seus chefes de estado ou de governo. Dentre estes últimos, os mais expressivos em termos econômicos. Contou ainda com a presença de 2.400 representantes de Organizações Não Governamentais e deu voz ao Fórum das ONGs, evento paralelo do qual participaram 17.000 pessoas. Ao longo de quase duas semanas cerca de 10.000 jornalistas credenciados foram os porta-vozes da mensagem que despertou o mundo para a importância do desenvolvimento sustentável.

A Agenda 21, a declaração do Rio sobre desenvolvimento e meio ambiente, a formalização dos Princípios das Florestas, a convenção sobre mudança climática e a convenção sobre a diversidade biológica, todos, resultaram do evento.

A Cúpula da Terra influenciou decisivamente todas as conferências subsequentes da ONU relacionadas a assuntos como direitos humanos, população, desenvolvimento social, valorização da mulher e da criança e o desenvolvimento ambiental sustentável.

Dela derivaram duas vertentes, uma voltada para a questão climática e outra voltada para o desenvolvimento sustentável.

O protocolo de Kyoto, o roteiro de Bali, a conferência de Cancún e a próxima conferência em Durban, Africa do Sul, em dezembro são expressões da 1ª vertente. Em Kyoto, em 1997, pela 1ª vez firmou-se um compromisso obrigatório de redução de 5% (em relação aos níveis de 1990) das emissões por 37 países mais desenvolvidos além dos 15, na época, países membros da comunidade europeia, a iniciar-se em 2005 e com duração até 2012. Ressalto que os EUA assinaram mas até hoje não ratificaram o acordo e nada indica que venha a fazê-lo ou mesmo que venha a concordar com sua renovação, mesmo que incluídos os demais países, especialmente a China.

Note ainda que, ao contrário do acordado, os países desenvolvidos aumentaram as emissões de 1990 até 2010 em cerca de 30%, conforme a Agéncia Internacional de Energia.

A 2ª vertente, teve vários desdobramentos e desemboca, agora, na Rio +20. O plano de implementação de Johannesburg, de 2002 e o documento resultante da cúpula mundial de 2005 com a consequente criação do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) são as suas manifestações mais importantes.

Bem, espera-se que na conferência de 2012 repita-se a presença massiva de chefes de estado e de governo e que haja uma movimentação ainda maior do que na de 1992, dada a gravidade do quadro ambiental e social. Se produzirá resultados, são “outros quinhentos”, questão a ser abordada em próximo post.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema.

Xingu: Os Caminhos de um Rio

Leitor: A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Bem, comece vendo o belo (e curto) vídeo produzido pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre.

O post desta semana é sobre o artigo da antropóloga Cecília Campello do Amaral Mello “Xingu: os inúmeros caminhos de um rio” publicado em O Globo em 23 de abril último.

O trabalho complementa o vídeo e aponta para aspectos decisivos do porque não construir a usina de Belo Monte. Bem elaborado e de leitura fácil vale a pena ler o artigo. Dele, vou me ater à parte que que se refere aos estilos de vida dos que vivem na área.

Destaco dois trechos. Um após questionar a destinação da energia que será gerada em Belo Monte:

“A perspectiva da justiça ambiental indaga: e se os processos de tomada de decisão política incorporarem seriamente como critério que não deverá haver impactos desproporcionais de grandes obras sobre grupos sociais vulnerabilizados? E se esses grupos puderem fazer ver e valer seu modo de vida e terem respeitados os muitos aspectos não monetarizáveis de seu mundo? E se os grupos potencialmente atingidos puderem mostrar para a sociedade abrangente todas suas riquezas incomensuráveis em relação às quais o nosso modo de vida — baseado no consumo incessante e no uso predatório dos recursos naturais — é cego? O que há no rio Xingu que não pode ser simplesmente esmagado e transformado em mercadoria? O que é este rio para os povos indígenas e ribeirinhos que ali vivem?”

E outro com o qual termina o artigo:

“Como se vê, as crianças e populações indígenas do Xingu têm muito a nos ensinar. Eles nos mostram, por um lado, que um outro modelo de produção e consumo — sustentável e democrático — já existe Brasil adentro. Este modelo, ou melhor, essas saídas sempre criativas e combativas dos que escapam à mercantilização do seu território e modo de vida vêm sendo arduamente defendidas pelos indígenas, ribeirinhos, pequenos agricultores e pescadores do rio Xingu. Esses grupos sociais — que alguns já chamaram de “entraves ao desenvolvimento” — são os poucos ainda capazes de traçar linhas de fuga em relação ao modelo de produção e consumo hegemônico e apontar saídas para os impasses societais que vivemos. As soluções que propõem não envolvem, porém, grandes empreiteiras, empréstimos vultuosos de bancos públicos, construções faraônicas e predação de pessoas. São mais simples e eficientes. Suprem necessidades e vontades e garantem autonomias. Desconfiam do tal “desenvolvimento”.

Os povos do Xingu nos mostram, enfim, que um outro mundo já está sendo possível há muito tempo, nós é que pouca atenção prestamos a ele…”

O que mais me marcou nestes trechos foi perceber que já existem experiências concretas de um “outro mundo” marcado pela desmercantilização (aspecto tratado no post Simples e Relevante) e que estas trazem ensinamentos importantes para o delineamento e implementação de uma Nova Economia.

Infelizmente entretanto, tudo indica que as várias feições de “um outro mundo” somente se tornarão regra quando além da nossa ação consciente, a força dos acontecimentos as imponha. E mesmo assim, com alguma sorte e tremendos custos sociais e ambientais.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

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