Final.

Nota: Comentários, artigos e notícias continuarão sendo atualizados em @capaterson47.

Além da vontade pessoal de encerrar o trabalho relacionado ao blog, 3 razões principais, e que em parte influenciaram o meu desejo que agora concretizo, me levam a finalizar as postagens e atualizações.

A ideia de uma economia dual à de mercado e em expansão foi lançada e será, parcial ou totalmente, usada pelas inúmeras iniciativas que surgiram desde o lançamento do blog, principalmente nos EUA e Europa, complementando a iniciativa pioneira da NEF – New Economics Foundation, e dedicadas  a lutar por uma mudança sistêmica através da mobilização de pessoas e grupos.

Também, o trabalho remunerado está em profunda crise e até os mais conservadores reconhecem que a evolução do sistema econômico provoca a redução crescente das vagas de trabalho remunerado. Tornou-se redundante aprofundar este ponto e evidente que o fortalecimento do trabalho livre é sua consequência.

E, a compreensão dos grandes riscos ambientais, sociais e políticos e que levam à forte possibilidade da 6ª extinção da vida, total ou parcialmente, no planeta aprofundou-se, atraindo o trabalho de grupos em todo o mundo e que atuam através de estudos, divulgação e ativismo político.

Prezo muito a luta destes grupos e iniciativas. Virá deles, se der tempo, a orientação para a mudança de rumo ajudados pelo acirramento das crises mencionadas.

Mas, infelizmente, verifica-se que a civilização atual não consegue dirigir seu esforço produtivo de forma a contornar as ameaças à sua própria existência, tão apegada que está ao “status quo” e sem se dar conta da própria fragilidade. Afinal a existência da humanidade se dá num período relativamente curto desde o surgimento do planeta há cerca de 13 bilhões de anos e das primeiras formas de vida há cerca de 4 bilhões de anos. Estima-se que o Homo Sappiens exista como tal há cerca de apenas 200 mil anos e que a substituição do extrativismo pela agricultura tenha se iniciado há apenas 12 mil anos.

A fragilidade é da humanidade, não da natureza que tem uma inata capacidade de regeneração, inclusive da vida. Sobre isto vale citar 2 livros, em especial: O fascinante livro de Antonio Damasio “The Strange Order of Things: Life, Feeling and the Making of Cultures” e “The Patterning Instinct” de Jeremy Lent que faz uma ampla e profunda abordagem da historia cultural da humanidade.

Enfim, será que nas próximas décadas, sob a pressão crescente de catástrofes ambientais, sociais e políticas, a civilização conseguirá implementar a necessária mudança de rumo? É pouco provável.  A ver.

Foi ótimo ter me dedicado a estudar e publicar posts e notícias sobre a economia dual e sobre as duas fase anteriores, o pós-capitalismo e a nova economia.

Encerro esta experiência certo de ter trazido uma contribuição efetiva para as questões do bem estar humano, preservação ambiental e justiça social. Os mais de 123 mil acessos e os inúmeros comentários e troca de opiniões reforçam tal afirmativa.

A partir de agosto de 2019 o acesso ao acervo deste blog poderá ser feito através do link aeconomiadual.wordpress.com.

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Corrupção endêmica, estelionato eleitoral e aguda crise econômica – o que revelam?

“O estelionato eleitoral é mais uma face da falência do sistema de representação pelo voto no qual o representante nada tem a ver com o representado.”

Os acontecimentos em curso no Brasil, muito mais do que tomar partido por um grupo ou outro, leva-nos a constatar as profundas dificuldades por que passa o atual sistema econômico, político e social e ajudam a vislumbrar que para superá-las será preciso que uma nova ordem se imponha.

A corrupção endêmica carrega a marca do capitalismo que se auto proclama da livre inciativa mas que no mundo moderno mantêm suas margens de lucro através de monopólios, oligopólios e falsa competição. O estelionato eleitoral é mais uma face da falência do sistema de representação pelo voto no qual o representante nada tem a ver com o representado. E a crise econômica mostra ao mesmo tempo um estado que tudo quer fazer e pouco pode e uma realidade profunda a qual se tenta ver como passageira, mais um ciclo do sistema econômico.

Acesse aqui o post completo.

De uma nova economia para o pós-capitalismo e agora, a economia dual

“Concretamente, os exemplos mais importantes de trabalho livre são o voluntário, a criação digital, o doméstico, o de autossubsistência, o do investimento pessoal, a criação artística, cultural ou científica, as atividades sociais e as atividades amadorísticas.”

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Figuras duais

As razões de nova mudança no foco deste blog.

Durante seus 4 primeiros anos este blog teve foco na Nova Economia, movimento que nasceu na Inglaterra em 1984 e que fortaleceu-se tanto lá quanto nos EUA. Ele pode ser sintetizado em três objetivos interligados: redução da desigualdade social, preservação ambiental e maior bem estar.

Ao longo destes anos ficou mais do que evidente que tais objetivos ameaçam de morte o sistema atual já que demandam a superação tanto dos pressupostos econômicos quanto das bases política e social do capitalismo.

Mas, tanto nos EUA quanto na Inglaterra as principais lideranças e organizações da Nova Economia, dada a forte rejeição, evitam abordar tais consequências. Neste países, via de regra, falar em superação do capitalismo significa socialismo, o que obviamente não é fato, mas o preconceito tem força suficiente para impedir que as mencionadas organizações e lideranças encarem de frente a questão. Em consequência, o movimento tem-se enfraquecido e derrapa na incongruência de suas propostas.

Acesse aqui o post completo.

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