Coalização marca o início de amplo movimento popular nos EUA por uma Nova Economia.

“A melhor chance de mudança é a convergência para uma causa comum dos que lutam pela preservação do meio ambiente, por justiça social, por uma democracia verdadeira e por bem estar.” Gus Speth.

Coalizão por uma Nova Economia.

Bem, inicio os posts de 2013 relatando a formação nos EUA em 8 de janeiro último da Coalizão por uma Nova Economia, inicialmente através da fusão do NEI – New Economics Institute com a NEN – New Economy Network e com o objetivo de atrair para seu universo todos as correntes afins, juntar forças e constituir um movimento de massas que se contraponha ao status quo e demonstre a vontade e a necessidade de mudança por justiça social, preservação ecológica e bem estar.

A fusão resulta num conselho e diretoria formada por importantes ativistas e pensadores sobre o assunto nos EUA e num impulso para a ação visando a sonhada transformação econômica e social. E abre o caminho para fortalecer esta ação juntando forças dispersas e que lutam por causas, no fundo, muito similares.

Acredito que esta nova e decisiva fase teve início com a bem sucedida Conferência da Nova Economia promovida pelo NEI em junho do ano passado no Bard College no Estado de Nova Iorque e que visou debater Estratégias para uma Nova Economia. Inscreveram-se, pagando cada um por sua parte do custo, cerca de 600 dólares, e participaram mais de 500 pessoas. Foi um número expressivo que surpreendeu os organizadores e os obrigou a encerrar as inscrições dois meses antes do evento. O encontro durou 3 dias com cerca de 60 reuniões de trabalho, palestras, discussões localizadas e resoluções plenárias.

E também com a percepção pelo conselho do NEI da necessidade de um dirigente que tivesse a vocação para expandir a atuação da organização. Enquanto a conferência era organizada, selecionaram e contrataram um novo presidente, Bob Messie, que, já durante a conferência, propôs navegar na direção de um movimento de massas capaz de mobilizar e efetivar as mudanças pretendidas.

Para dar seguimento à ideia, Bob Messie propôs e lidera a formação de núcleos de mobilização pela Nova Economia em universidades americanas que tenham alunos com interesse e capacidade. Hoje, já há grupos de estudantes trabalhando pela Nova Economia em 14 câmpus universitários.

E agora, consolida sua estratégia com o anúncio da coalizão na qual ambas as organizações abrem mão de seus nomes e se reorganizam, numa iniciativa capaz de agregar forças, dar visibilidade e iniciar um movimento popular transformador.

A força de cada organização já impressionava. Basta ver a lista e descrição das 43 organizações associadas ao NEI e das 70 organizações associadas à NEN, dentre elas algumas em comum. Nomes dos mais expressivos fazem parte dos conselhos, direções ou contribuem com publicações e palestras para as organizações que agora se coligam. Veja a lista e descrição dos colaboradores do NEI e colaboradores da NEN.

Juntas, elas agora partem para atrair outras organizações para a coalizão. O mapa do setor, disponível para os membros da NEN, listam 383 entidades nos EUA. Ao ver a lista o leitor poderá constatar a extensão que a ideia já alcançou naquele país e o potencial de ação imediata da Coalizão.

Nesta altura, o leitor deverá estar se perguntando se algo semelhante é possível no Brasil? Sempre haverá quem diga que num país emergente é necessário priorizar o PIB o que inviabilizaria o programa da Nova Economia. Já vimos que isto é uma grande falácia. Aliás, o conservadorismo e o alto nível de acesso a bens materiais nos EUA tornam a tarefa muito mais desafiadora lá do que aqui. E, na verdade, o programa da Nova Economia é indispensável tanto lá como aqui.

Curiosamente, o FBES – Fórum brasileiro de economia solidária, entidade da sociedade civil com alcance e capilaridade nacionais, pela sua importância e sua afinidade com as teses da Nova Economia é provavelmente a mais forte e articulada dentre as organizações similares em todo o mundo.

O objetivo principal do FBES é o de dar voz nacional às experiências concretas e à ideia de que é possível produzir segundo a visão de uma economia solidária: bem viver, cooperação, autogestão e solidariedade, e orientada por um desenvolvimento justo e sustentável.

O FBES tem sua origem e força no atrelamento ao governo federal. A ironia é que hoje esta é sua maior fraqueza, já que o foco no crescimento do PIB pelo governo brasileiro, apesar de ser da mesma corrente que sempre o apoiou, tem levado à medidas que o esvaziam fortemente.

Quem sabe uma iniciativa semelhante no Brasil, com a criação de uma Coalizão em torno do FBES, superando pequenas diferenças, às vezes, só de nomenclatura, e um relacionamento maduro e mutuamente fortalecedor com a coalizão americana não seja o caminho?

Fica aqui lançada a ideia.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

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Uma resposta to “Coalização marca o início de amplo movimento popular nos EUA por uma Nova Economia.”

  1. Christopher Says:

    Utilize preferencialmente a central de comentários, no menu principal.


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