Formulação teórica, mobilização, obtenção de recursos, treinamento, organização, divulgação e manifestação pública.

Quando há acumulação de massa crítica, não tem jeito, a “explosão” ocorre. É inevitável, quando se trata de extinguir interesses profundamente enraizados, mas são episódios relativamente curtos na história.

'green labyrinth at sunset' photo (c) 2007, Madalena Pestana - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/Ativismo ou …

4º post da série, continuo hoje o detalhamento de como fazer para que a Nova Economia se imponha, última parte da caracterização do objeto central deste blog e que foi antecedida pela abordagem, também detalhada, do por que e o que fazer.

Como visto até aqui, a Nova Economia é uma proposta que se pode visualizar como mais um elo do processo histórico de mudança que marca a “evolução” de nossa civilização e que teve origem há cerca de dez mil anos. É uma enorme mudança que depende de movimentos sociais e estes do ativismo.

O ativismo toma várias formas. Volto a citar o Alperovitz autor do artigo, em inglês, “Mais ativo do que se pensa”, para ilustrar uma delas, a da vivência por grupos relativamente pequenos de práticas que exemplificam uma Nova Economia. Na verdade, nem tão pequenos assim. No artigo, ele mostra que mais de 40% dos americanos estão envolvidos em atividades como: cooperativas, em particular as de crédito, empresas de propriedade dos próprios trabalhadores, propriedade comunitária da terra, empresas sem fins lucrativos, bancos estaduais e preservação ambiental. Na mesma linha, vale a pena conhecer os resultados de um projeto do “New Economics Instituteque mostra e mapeia iniciativas em todo o mundo que contribuem para o que chama de “A grande transição para uma Nova Economia”.

Entre nós, a “economia solidária” é o exemplo mais marcante da vivência e experiência em pequena e média escala de reconstrução evolutiva.

Além desta forma, a ação dos grupos interessados e organizados pode se dar também em outros dois cenários principais que ocorrem, juntamente com o anterior, como vimos, concomitantemente. Um, de dentro do sistema, tentando fazer com que este modifique a si mesmo. A democracia por representação é a pratica mais citada neste cenário. A tese é de que o processo eleitoral ao se repetir e consolidar leva ao aperfeiçoamento das instituições. Não creio. Voltarei a este tema detalhadamente, mas por ora basta lembrar as limitações do principal exemplo, o americano. Mas isto não invalida, de forma alguma, as atividades reformistas. A ação de profissionais bem intencionados “ajudados” pela “opinião pública”, em muitas áreas, tem levado a mudanças interessantes. Melhor educação, saúde, segurança, justiça são bons exemplos.

O último, é o do rompimento. Quando há acumulação de massa crítica, não tem jeito, a “explosão” ocorre. É inevitável quando se trata de extinguir interesses profundamente enraizados, mas são episódios relativamente curtos na história. Curtos porque tanto o imobilismo, contraditoriamente, e a revolução não são estados de equilíbrio. O fato é que nenhuma sociedade fica parada ou em revolução permanente. A primeira parte da afirmação é óbvia. A segunda, é evidenciada pela história. A revolução russa de 1918 mostrou isto muito bem. A partir dela seguiu-se uma trilha reformista buscando a criação de infraestrutura econômica e militar e de forma a enfrentar a guerra civil e a ameaça externa.

Outro exemplo é o das recentes “explosões” no norte da Africa, na Espanha, na Itália, na Inglaterra e agora nos EUA com os movimentos “Occupy Wall Street” e “99% Power” que parecem ter o potencial de se tornarem movimentos sociais. Que, por sua vez, podem consolidar as rupturas, induzirem a reforma e a evolução, ou também, no balanço de forças, evidenciar que o status quo é, neste momento, ainda o mais forte. A ver.

Enfim, para que um movimento social vá se construindo e fortalecendo é preciso também que o ativismo ocorra de forma coordenada. Para isto, é necessário, nos três cenários desenvolver as atividades clássicas e típicas dos grandes movimentos sociais: formulação teórica, mobilização, obtenção de recursos, treinamento, organização, divulgação e manifestação pública, claro, sempre adaptadas às circunstâncias específicas.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue, e que utilize preferencialmente a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações.

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Uma resposta to “Formulação teórica, mobilização, obtenção de recursos, treinamento, organização, divulgação e manifestação pública.”

  1. Christopher Says:

    Utilize preferencialmente a central de comentários, no menu principal.


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