Mais emissões significa…

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'Air polution' photo (c) 2006, Konstantinos Mavroudis - license: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/Outro a contestar com veemência a tese do pico material é George Monbiot. O faz no post Is the ‘peak consumption’ hypothesis correct? publicado em 3 de novembro último em seu blog. Dentre os inúmeros argumentos destaco a pergunta que faz sobre a disparidade entre o uso de recursos e a emissão de gases de efeito estufa.

“Por que existe uma aguda disparidade entre o uso de recursos – incluindo a produção primária de energia – e a emissão de gases de efeito estufa? Enquanto a produção primária de energia atingiu seu pico em 2001, a emissão de gases de efeito estufa no Reino Unido cresceu ininterruptamente ao longo dos anos de “boom” da última década (2000 a 2006). E isto sem levar em conta as emissões de terceiros (geradas em outros países para produzir bens que nós consumimos). Tais emissões parecem anular todas as reduções materiais havidas no Reino Unido desde 1990 e que foram largamente o resultado da mudança de carvão por gás natural e do declínio da indústria manufatureira”.

Já Hugo Penteado, da lista “Decrescimento” lembra em e-mail que consumo menor por unidade de produto jamais interrompeu a pressão absoluta sobre os ecossistemas, porque a produção cresce exponencialmente.

E Philippe Lena, da mesma lista, comenta em e-mail um outro aspecto do artigo do Goodall, que transcrevo:

“O crescimento do PIB é perfeitamente compatível com um menor consumo energético e material numa sociedade onde crescem as desigualdades sociais. No caso da Inglaterra, o crescimento do PIB pré-crise era justamente devido, em grande parte, à financeirização da economia inglesa e mundial (primeira praça financeira mundial). O consumo de muitos encolheu. O que provocou as rebeliões urbanas às quais assistimos.

O próprio autor diz que pode haver um viés nesse sentido e também no fato de se tratar de séries muito curtas, pouca expressivas para se tirar conclusões precipitadas”.

E ainda: “Se a sociedade inglesa voltasse a ter o mesmo nível de “igualdade” que em 1970, com certeza o consumo material conheceria um aumento que corresponderia a toda a demanda reprimida. Essa recente diminuição da demanda não parece corresponder a uma orientação virtuosa mas sim a um arrocho salarial e ao desemprego. Sem mais estudos, esses dados parecem mostrar que sem uma maior igualdade e sem a escolha de outros rumos econômicos, qualquer diminuição do consumo material pode significar injustiça social”.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

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Uma resposta to “Mais emissões significa…”

  1. Christopher Says:

    Utilize preferencialmente a central de comentários, no menu principal.


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