Culpe o aposentado

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'domino' photo (c) 2009, jmarconi - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/A nova ministra do trabalho italiana chorou mas fez sua parte no ajuste de 30 bilhões de euros nas contas do país apresentado no último dia 4 de dezembro: A idade mínima de aposentadoria foi elevada para 62 anos no caso das mulheres e 66 anos para os homens. Pensões acima de 960 euros foram congeladas.

O desemprego grassa, a economia engasga e a solução é mais aperto, mais cortes. Isto vem acontecendo em todo o mundo. Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália são os destaques. E nos EUA, o FED não deixa por menos. Tudo pelo PIB, mesmo a custa de empregos.

E não foi com menos espanto que li o recente artigo de Fábio Giambiagi intitulado “O desafio demográfico” publicado em O Globo em 11 de novembro último e que me levou a escrever um e-mail para o autor, que transcrevo:

Prezado Fábio,
O seu recente artigo publicado no O Globo parece indicar que se deve alongar o prazo para a aposentadoria em resposta à nova realidade demográfica. É isto mesmo?
Tenho observado que algumas das recomendações para os países europeus em crise vão pela mesma linha, o que me parece estarrecedor.
Num mundo onde falta trabalho, a solução é concentrar as ofertas?
Não será que a nossa época já permite um maior bem estar ao ser humano diminuindo a intensidade do trabalho remunerado e aumentando o tempo livre para outro tipo de atividade produtiva ou não? Abraços, Christopher.

Em resposta, ele escreveu:

Prezado Christopher,
Recebi seu e-mail, que agradeço. De fato, eu defendo essas ideias, mas leve em conta que: a) a idade em que na média as mulheres se aposentam por tempo de contribuição no Brasil é de 51 anos, sendo que no caso dos homens é de 54 anos, o que honestamente me parece muito cedo; e
b) nossa situação é diferente da europeia, uma vez que a União Europeia está passando por uma recessão severa, enquanto que nós estamos no mínimo histórico da taxa de desemprego.
O que eu defendo é uma adaptação suave e diluída ao longo de décadas das condições de aposentadoria à realidade demográfica dos próximos 30 a 40 anos, quando as pessoas tenderão a viver cada vez mais.
Novamente, obrigado pela sua mensagem. Cordialmente, Fábio Giambiagi

Respeito o trabalho do autor do artigo mas, fico pasmo ao verificar o impasse em que os economistas se colocam, impedindo-se de pensar no aparato produtivo posto a serviço do homem. Aumentou a expectativa de vida, o que parece ótimo? Arrocho. Aumentou a produtividade, o que em tese é excelente? Aumente-se o desemprego.

Ao contrário do que o Fábio Giambiagi diz em seu artigo, não há um mega desafio demográfico pela frente. O que há, sim, é a premente necessidade de mudar a teoria econômica vigente, superar a obsessão pelo PIB e relativizar a importância do lucro frente a questões mais importantes para todos nós: preservação ambiental, equidade social e bem estar.

Bem, estas questões mostram, me parece, é que, por bem ou por mal, uma Nova Economia terá que se impor.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

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3 Respostas to “Culpe o aposentado”

  1. Ralder Frugoli Peixoto Says:

    Se deixarmos o Dente de Leite debaixo da cama, quando acordarmos, encontraremos a Mega Sena premiada. VAMOS FAZER NENÉNS SEM PARAR!!!!! – “Ei, voçê aí/Me dá um dinheiro aí”

    • Christopher Says:

      Olá Ralder,
      Acredito que você esteja dando a entender que não se pode ter ilusões quando se trata de economia. Será que a ilusão não está em acreditar na crença corrente de que a economia tem moto próprio e não pode ser posta a serviço do homem?
      Abraços,
      Christopher.

  2. Christopher Says:

    Utilize preferencialmente a a central de comentários, no menu principal.


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