Cidadania é o caminho

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'Crowd' photo (c) 2007, James Cridland - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/Como estabilizar a população mundial que acaba de chegar a 7 bilhões e se prevê que possa atingir 10 bilhões até o fim do século? Isto, num mundo onde os seus habitantes têm mais e mais acesso à informação e desejam os mesmos bens e serviços.

Em excelente artigo Como estabilizar a população mundial?  publicado no EcoDebate em 26 de outubro o pesquisador e professor do ENCE/IBGE, José Eustáquio Diniz Alves, responde de forma detalhada, cuidadosa e especialmente respeitosa em relação aos direitos dos mais humildes.

Assunto de tremenda importância para a Nova Economia, tomei a liberdade de transcrever os trechos que me pareceram mais importantes, em especial as propostas, e deixar ao leitor a oportunidade de acessar a íntegra do artigo através do link acima. É o que passo a fazer.

Sete bilhões de habitantes no mundo poderia não ser muito se houvesse a adoção de um nível de consumo compatível com a sustentabilidade ambiental. Porém, o consumo médio da população mundial já está acima da capacidade de regeneração do Planeta e a demanda agregada continua crescendo.

E,

…devido à estrutura etária jovem prevalecente em uma parcela ampla da população mundial, mesmo com uma queda rápida da fecundidade, o crescimento atual da população vai continuar devido à inércia demográfica. Depois dos 7 bilhões de habitantes de 2011 os 8 bilhões de habitantes já estão encomendados para algum ano entre 2025 e 2030. Entretanto, a população mundial pode parar de crescer antes de chegar aos 9 bilhões de habitantes.

A estabilidade da população mundial não requer esforços extraordinários. Já existem países nos quais a população está decrescendo, como: Cuba, Rússia, Japão, Ucrânia, etc. Existem outros que vão ter suas populações caindo num futuro próximo, pois já possuem taxas de fecundidade abaixo do nível de reposição, tais como: Brasil, Chile, China, Coreia do Sul, Irã, Vietnã, etc. Também há um grande grupo de países que estão em processo de transição de altas para baixas taxas de fecundidade e devem atingir o nível de reposição em um espaço curto de tempo.

Contudo, existem atualmente cerca de 30 países que possuem taxas de fecundidade muito altas e cujos governos apresentam dificuldades para ajudar suas populações a atingir o tamanho de famílias que desejam. Nestes países – que geralmente são pobres e possuem altos índices de violência e insegurança – o fenômeno da gravidez indesejada é muito alto. A maior parte do crescimento populacional projetado até 2.100 está concentrada nestes poucos países (a grande maioria na África ao sul do Saara).

Para estabilizar a população dos países com alto crescimento demográfico, ainda no século XXI, seria preciso trazer as taxas de fecundidade para o nível de reposição (2,1 filhos por mulher)…

É fato também, e os hábitos das pessoas nos países com baixas taxas de fecundidade comprovam isto, mesmo na China onde houve fortíssima ingerência do estado, que

…com inclusão social as famílias tendem a limitar seu tamanho pelos seus próprios meios.

E para isto, é necessário em todo o mundo e em especial para os mais pobres:

  1. Universalizar o ensino fundamental para todas as crianças e jovens do mundo;
  2. Garantir o pleno emprego e o trabalho decente;
  3. Garantir direitos iguais para homens e mulheres (equidade de gênero);
  4. Garantir habitação e serviços adequados de água, esgoto, lixo e luz para todos;
  5. Reduzir a mortalidade infantil e garantir o acesso universal à saúde, à higiene, combatendo as principais causas de epidemias;
  6. Garantir acesso universal à saúde sexual e reprodutiva (o que inclui disponibilidade e variedade de métodos de regulação da fecundidade);
  7. Garantir liberdade de organização, manifestação e acesso à informação;
  8. Garantir a governança nacional e o apoio e a coordenação internacional para implementar, de maneira universal e indivisível, a plenitude dos direitos humanos.

É claro, respeitando a soberania de cada país, mas num contexto onde todos precisam colaborar de forma digna para um objetivo comum de nossa civilização.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

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