Piratas da Somália são europeus

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'Pirates of corse' photo (c) 2004, keyboardsamurai - license: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

Clique na figura para assistir ao vídeo

Recebi do leitor Luiz Rogatto a indicação de um impressionante vídeo, Piratas, sobre a depleção das áreas de pesca e poluição tóxica e radioativa na costa da Somália provocada por países desenvolvidos (?) e com consequências desastrosas para a já combalida população local.

Ganhe 23 minutos de informação preciosa neste cuidadoso vídeo feito por Juan Falque e verá que os “piratas” da Somália surgiram como reação aos que estão de fato saqueando o país aproveitando-se de sua fraqueza e incapacidade de defender-se.

É terrível. A Tsunami de 2004 levou às areias do litoral e revelou o conteúdo do que se despejava nas águas da Somália: resíduos tóxicos e radioativos. E despeja-se até hoje. Quem? Barcos da Espanha, França, EUA, Japão… E a pesca predatória, onde mais de 1/4 do que se pesca é jogado fora do próprio navio? Lamentável, mas de tão terrível, serve para marcar mais fundo na mente a importância da luta por uma Nova Economia.

E como é difícil aguentar a brutalidade dos fatos. Não para a ONU, que tem até observador especial para a Somália e que tem feito inúmeros alertas sobre a situação. Apesar dele e de outros, a entidade nada fez. Pelo contrário, Quando os países desenvolvidos (?) foram atingidos, sob que auspícios, formou-se uma força tarefa militar liderada pela Espanha e a França? Da ONU.

Não é a toa que a nef vem se preocupando cada vez mais com a depleção das áreas de pesca. Recentes e importantes trabalhos da fundação tratam do assunto. Destaco um, pois reforça e explica o que vem acontecendo na Somália e em outros países africanos.

O estudo Fish dependence – 2011 update mostra que “os europeus estão consumindo muito mais peixes do que os seus oceanos podem produzir, tornando-se cada vez mais dependentes da pesca em outras áreas. Se a Europa consumisse somente de suas águas não teria mais peixe a partir de 2 de julho de cada ano, ficando, a partir daí, totalmente dependente de peixe de outras fontes”.

Mas, a questão é global. A conclusão do sumário Scientific facts on fisheries produzido pela GreenFacts em colaboração com o Departamento de Pesca e Aquicultura da FAO, a partir do relatório World review of fisheries and aquaculture retratando a situação ao final de 2008, é dramática: “Cerca de três quartos dos estoques marinhos monitorados em todo o mundo estão totalmente explorados, super explorados ou esgotados. Em consequência, a indicação é que não há potencial para aumento da produção marinha e que o estado corrente dos peixes e de seus ecossistemas deixam pouco espaço para adiamento de ações para o melhor gerenciamento dos estoques de peixes que já deveriam ter sido tomadas nas últimas três décadas”.

E o Brasil não escapa desta realidade. O artigo Pesca no Brasil e seus aspectos institucionais – um registro para o futuro de José Dias Neto publicado na Revista CEPSUL – Biodiversidade e Conservação Marinha em janeiro de 2010 e no Blog do Axel Grael traz além de um resumo da situação mundial uma detalhada análise da crise da pesca no Brasil.

É, estamos diante de mais uma claríssima demonstração de que o crescimento exponencial é inviável e que tem consequências explosivas social e ambientalmente.

Termino sugerindo que você, leitor, participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

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