Por que, o que, como?

  1. Utilize a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações. Mais do que bem vindos, os seus comentários ajudam a melhorar e aprofundar o conteúdo deste blog.
  2. Para ler notícias relacionadas à Nova Economia, acesse o link à direita.
  3. A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

'Postal' photo (c) 2011, Isaac  AraGuim - license: http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/Bem, conforme prometido, explico hoje as recentes alterações que fiz no blog e que tornam explícitos os tópicos “por que” uma Nova Economia é necessária e “o que” e “como” fazer para para suavizar e acelerar a transição.

Evidentemente, os posts já publicados trataram, direta ou indiretamente, de um ou mais destes aspectos. O que procurei com este novo enfoque foi tornar mais clara e direta a caracterização e o que me parece ser o melhor caminho para chegarmos a uma Nova Economia. O leitor poderá observar o acréscimo, na página principal, de uma seção focada nos três tópicos, e seus sub tópicos. Agora, ao optar por um tópico ou sub tópico serão mostrados todos os posts que dele tratam. Além disto, a seção “Post por assunto” está organizada segundo palavras-chave e com destaque proporcional ao número de referências.

Uma Nova Economia é necessária porque intenciona e possibilita promover diretamente e ao mesmo tempo, a redução da desigualdade social, a preservação ambiental e a melhora do bem estar do ser humano. São necessidades inter-relacionadas e que se não atendidas comprometem a própria sobrevivência da humanidade. Veja só. Levas de seres humanos, cerca de 200 milhões, são incorporados ao mercado anualmente. Com o livre acesso à informação, estes e os que já estão no mercado sabem o que é possível e desejam os mesmos bens e serviços. Para atendê-los, no estilo de vida vigente, é preciso um contínuo aumento na produção de bens e serviços, o que compromete gravemente o equilíbrio ambiental. É uma situação inviável, que terá que ser mudada.

As pressões das catástrofes naturais, das tensões sociais e da procura por maior bem estar não são entretanto suficientes para garantir que a transição para uma Nova Economia ocorra a tempo e na direção correta, já que a reação a ela é imensa. Assim, é central convergir a luta para questões que ao mesmo tempo acelerem a transição e que possam, impulsionadas pelas crises, serem implementadas gradualmente ainda sob as regras vigentes. Quatro questões me parecem prioritárias, são viáveis de serem objeto de consideração imediata e aceleram e suavizam a inevitável mudança.

Resumidamente, uma destas questões é a de serem considerados os impactos sociais e ambientais quando da formulação dos preços dos produtos serviços e nas decisões de investimentos. Por exemplo, o preço da gasolina deveria levar em conta o custo que traz em termos de poluição. Os economistas tradicionais chamam tais impactos de externalidades, forma confortável de definir privilégios. Trata-se, pois, de internalizar tais externalidades.

Uma segunda questão é a da jornada de trabalho. Um estudo da nef “21 hours” mostra que uma redução drástica já é possível e que traz inúmeros benefícios, dentre eles maior tempo livre para atividades não remuneradas e eliminação do flagelo do desemprego. Uma versão em português do estudo da nef está disponível em 21 horas.

A terceira questão é a do rompimento com a teoria econômica ortodoxa que faz do crescimento econômico um objetivo intocável em torno do qual todo o esforço produtivo tem que se adaptar. E, passar a entender que a capacidade produtiva da humanidade deve ser usada em prol de seus verdadeiros interesses.

A última, é o fortalecimento da ONU de forma a superar o atual impasse nas decisões globais. Hoje 5 países podem vetar decisões dos demais, e estas têm que ser, no que interessa, consensuais. E o mundo precisa de decisões mandatórias globais.

Mas, falar em transição é relativamente fácil. Difícil é agir para que ocorra o mais rápida e suavemente possível. Três ações me parecem essenciais para tanto.

A mais importante delas é o ativismo principalmente o daqueles mais atingidos. Os acontecimentos no norte da Africa, na Espanha, na Itália, na Inglaterra e agora nos EUA, mostram que o impensável começa a ocorrer, a rebelião. Fôrça, é claro, da crise.

Infelizmente não se pode contar com a democracia de representação para apoiar a mudança. Ao contrário, a função dela tende a ser a de preservar o status quo. A forma de superar esta barreira é a adoção da democracia direta, local, regional e nacionalmente, e que hoje é tremendamente facilitada pela internet, tanto para decidir quanto para pressionar pelas necessárias mudanças.

E o papel das entidades civis é fundamental para canalizar corretamente a insatisfação. É através delas que pode se dar um grande impulso à transição. Sua atuação vai desde a formulação das ideias que instruem a transformação até o apoio para que a luta pela mudança possa ocorrer.

As questões e ações acima mencionadas precisam, é claro, de detalhamento, o que será feito em novos posts, específicos.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.

Anúncios

Uma resposta to “Por que, o que, como?”

  1. Christopher Says:

    Utilize a a central de comentários, no menu principal.


Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: