A Rio +20. É possível

  1. Utilize a central de comentários para as suas críticas, sugestões e observações. Mais do que bem vindos, os seus comentários ajudam a melhorar e aprofundar o conteúdo deste blog.
  2. Para ler notícias relacionadas à Nova Economia, acesse o link à direita.
  3. A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

Apesar das considerações trazidas no último post apontando para as dificuldades resultantes da persistente reação dos interesses constituídos às inadiáveis mudanças, acredito que é possível que a cúpula de 2012 traga importantes e inesperados resultados.

Vale lembrar que 20 anos atrás, a conferência de então enfrentou muitas resistências. Um bom exemplo é o do presidente americano (Bush, pai) que compareceu em decisão de última hora pressionado pelo impacto negativo de sua atitude. Mesmo assim, a conferência extrapolou seus limites, produziu documentos marcantes e foi, como mencionei em post anterior (A Rio +20. Decisiva?) a origem de 2 vertentes, cada uma com inúmeros desdobramentos, uma delas desembocando agora na Rio +20.

O mesmo deve se repetir e com impacto multiplicado.

De 1992 para cá as entidades civis expandiram-se enormemente em número, força e atuação. O Greenpeace, a WWF, a Fundação Onda Azul e o Fórum Social Mundial são apenas exemplos deste fenômeno que abrange não só a causa ambiental como a social. Assim, é de se prever, que a forte ação de ONGs havida em 1992 se reproduza amplificadamente. Os sinais disto já são visíveis. Alguns exemplos:

Cerca de 150 entidades de 27 países constituíram a Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental para acompanhar os eventos preparatórios e funcionar paralelamente à conferência, denunciando o “mito da economia verde”.

A ISEEThe International Society for Ecological Economics fará sua 12ª conferência bianual de 29 de maio a 1 de junho de 2012 no Rio de Janeiro com o objetivo explícito de influenciar a Rio +20. A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO), afiliada à ISEE promove o seu IX Encontro Nacional de 4 a 8 de outubro de 2011, preparatório para a conferência da ISEE.

O “World Symposium on Sustainable Development at Universities” e que visa refletir e trazer a contribuição de universidades de todo o mundo para a Rio +20, ocorrerá no Rio de janeiro paralelamente ao evento.

Curiosamente, apesar da tese da economia verde, como mostrei em post anterior (A economia verde. Ilusão?), não sobreviver à cúpula de 2012, mesmo com os interesses econômicos favoráveis em jogo, as duas vertentes devem voltar a convergir e é possível que a conferência, da mesma forma que em 1992, extrapole os seus limites e venha a ser o início de uma ação com efeito global produzindo um acordo climático mandatório e uma diretriz que comece a colocar a força produtiva a serviço do equilíbrio social e do bem estar, e, de passagem, resolva a parafernália de organizações e eventos que foram surgindo desde 1992.

Em algum momento a força dos fatos irá se impor. Aliás, uma versão simplificada de uma citação de Keynes expressa isto bem: “quando os fatos mudam, eu mudo de ideia. E você?” A conferência pode ser o gatilho da mudança, justificando o esforço da diplomacia brasileira pelo sucesso do evento.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema.

Anúncios

Uma resposta to “A Rio +20. É possível”

  1. Christopher Says:

    Utilize a a central de comentários, no menu principal.


Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: