Os Princípios da Declaração do CASSE

Leitor: A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

US 1st Lady Eleanor Roosevelt & Declaration, 1949photo © 2010 Blatant World | more info (via: Wylio)

Antes da apresentação dos princípios, em continuação ao post da última 4ª feira, uma nota que mostra que, aos poucos, a ideia de uma Nova Economia está se difundindo e fortalecendo: A importante “National Wildlife Federation“, em 15 de abril deste ano, emitiu uma resolução condenando o uso do PIB como indicador de bem estar econômico e propondo a adoção de indicadores que reflitam mais apropriadamente o bem estar e a preservação ambiental.

A  2ª parte da declaração pública em favor da Economia em Equilíbrio afirma os princípios que norteiam o trabalho do CASSE:

1) Existe um conflito fundamental entre o crescimento econômico e a proteção ambiental (especialmente em relação à conservação da biodiversidade, à proteção da qualidade do ar e da água e à estabilidade atmosférica);

2) Existe um conflito fundamental entre o crescimento econômico e os serviços ambientais que servem de base para a economia e a vida humana (especialmente, a polinização, a decomposição e a regulação do clima);

3) Não é viável esperar que o progresso tecnológico, que tem tido impactos positivos e negativos, possa vir a amenizar o conflito entre crescimento econômico, ecologia e bem estar, a longo prazo;

4) O crescimento econômico medido pelo aumento do PIB é um objetivo cada vez mais perigoso e anacrônico, especialmente para nações ricas e com população majoritariamente afluente;

5) Uma Economia em Equilíbrio (isto é, com pequena variação no nível de consumo per capita) é uma alternativa viável à uma economia em crescimento e já é um objetivo apropriado para as nações mais ricas;

6) A sustentabilidade a longo prazo de uma Economia em Equilíbrio requer que sejam minimizados os riscos tanto ecológicos quanto de atendimento das necessidades da população na ocorrência de fenômenos naturais e acidentes, como secas e falhas de energia;

7) Uma Economia em Equilíbrio não significa abrir mão do desenvolvimento econômico, processo dinâmico e qualitativo apoiado no uso da inovação tecnológica e na mudança da importância relativa dos setores econômicos ao longo do tempo;

8) É necessário que as nações movam-se em comum acordo na direção de uma Economia em Equilíbrio, que o façam no ritmo adequado ao estágio de desenvolvimento de cada uma e que possam contar para tanto com recursos aportados pelas nações mais ricas.

9) O aumento do consumo per capita, com a qualidade e a minimização do desperdício e perdas próprias de uma Economia em Equilíbrio, mantem-se como objetivo adequado para as nações que não tenham atingido patamar estabelecido de bem estar;

Se você concordou com as premissas e agora concorda com os princípios, e achando importante, assine a declaração.

O documento “Enough Is Enough“, resultado de uma conferência promovida pelo CASSE e a organização “Economic Justice for All” em 2010 é uma importante referência sobre o assunto e vai além apresentando passos concretos para a transição. Vou comentá-lo em um dos próximos posts.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

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Uma resposta to “Os Princípios da Declaração do CASSE”

  1. Christopher Says:

    Os comentários são centralizados no último post publicado.


Comentários encerrados.

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