O Relatório Stiglitz

Leitor: A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.

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Bem, em complemento ao último post que ressalta o dilema entre o desenvolvimento humano e o sustentável, abordo hoje o relatório Stiglitz que, dentre outros assuntos, trata das duas questões, como deve ser, de forma complementar.

Ampliando o esforço para superar as limitações do PIB como indicador, mais recentemente, em janeiro de 2008, o presidente francês encarregou 3 renomados economistas, Joseph Stiglitz, Amartya Sen e Jean-Paul Fitoussi de formarem uma comissão especial e conduzirem um estudo relacionado à medida de performance econômica e ao progresso social. O resultado foi publicado em setembro de 2009 e é conhecido hoje como o relatório Stiglitz.

A proposta resultante vai bem além do IDH ampliado pois considera também as questões da sustentabilidade e do bem estar humano. O relatório trata os assuntos de uma forma abrangente e profunda. Salta aos olhos, por exemplo, o capitulo “Aspectos clássicos sobre o PIB”. Como um exemplo cito o relato dos diferentes pontos de vista e a análise sobre as despesas “defensivas” que seriam aquelas necessárias a manter o nível de consumo e o funcionamento da sociedade e que não trazem portanto um benefício direto e não se constituem num bem ou serviço final.

Além do artigo “The Rise and Fall of the GDP” mencionado no post sobre as limitações do PIB vale a pena ler dois artigos do professor José Eli da Veiga analisando especificamente o relatório: Para além do PIB e do IDH e Trindade para monitorar o desenvolvimento Sustentável.

No relatório são feitas 12 recomendações: 5 sobre as questões clássicas relativas ao PIB, 5 sobre as questões de bem estar e 2 sobre a sustentabilidade. Estas recomendações são apresentadas resumidamente no 1º capítulo do relatório. No cerne das conclusões e das recomendações está a noção de que é preciso monitorar não um mas um conjunto de indicadores que reflitam o desenvolvimento, bem estar e sustentabilidade e desta forma administrar uma realidade muito complexa.

Desde a sua publicação, as recomendações da comissão têm sido debatidas pelas mais importantes agências de estatística e desenvolvimento do mundo. Conforme citado por Jon Gertner, autor do artigo mencionado acima, a esperança de Stiglitz e dos demais autores é que as agências internacionais cheguem a um consenso, e em consequência, os governos, sobre como medir o progresso através de um “painel” com cerca de uma duzia de indicadores focando na economia, sociedade e meio ambiente.

Bem, termino sugerindo que você participe da pesquisa de opinião da semana, apresentada no post que se segue, e relacionada ao tema.

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Uma resposta to “O Relatório Stiglitz”

  1. Christopher Says:

    Os comentários são centralizados no último post publicado.


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