Estilo de vida

Vimos no post anterior que o que as pessoas consomem é de utilidade para elas. Se puderem, consumirão cada vez mais, seus estilos de vida continuarão se adaptando à necessidade de consumir e não faltarão novas necessidades despertadas por novos produtos e serviços.

Este estilo de vida é bom ou ruim? Não cabe julgar. Mas é possível dizer, e o resultado da pesquisa da semana anterior confirma isto, que muito provavelmente ele deteriora continuamente o bem estar pessoal e social já que a prática de viver para trabalhar, trabalhar para ganhar e ganhar para consumir, numa corrida incessante dado o aumento continuo das expectativas e possibilidades de consumo e a necessidade de cada um em manter seu padrão relativo praticamente impede que se usufrua a vida.

Nunca é demais lembrar, que a grande marca deste período foi e ainda é o automóvel, cujo uso define em boa medida desde como se dão, entre outros, a urbanização, o transporte público e o perfil de práticas e hábitos de consumo. E que muito provavelmente, os novos tempos virão junto com a sua superação.

É claro que novos conhecimentos, o acesso e a difusão da informação e o nível de educação ampliam-se ao longo do tempo, e isto pode alterar os hábitos e estilos de vida das pessoas na direção de maior bem estar.

É claro também que existe um enorme espaço para a luta pela mudança voluntária de hábitos que vão se afirmando como mais saudáveis. Governos, em seus diversos níveis, inúmeras organizações em todo o mundo e pessoas independentes o fazem em nome da promoção do bem estar pessoal, ou do que consideram exigências ambientais ou sociais.

Mas, é muito duvidoso que um e outro possam mudar radicalmente o estilo de vida moderno na direção de um maior bem estar pessoal e social. Poderia se considerar que isto aconteceria numa longa e penosa mudança de mentalidade e conceitos. Mas, se depender apenas da vontade das pessoas e dos agentes econômicos essas mudanças tendem a ter um caráter contraditório. Basta ver o que ocorre atualmente, onde convivem uma aumento da noção da importância de uma dieta equilibrada para uma vida saudável e o aumento no consumo de álcool, da obesidade e do sedentarismo.

Bem, até aqui, analisamos a questão do consumismo sob a ótica do individuo. No próximo post encerramos esta breve analise do consumismo abordando sua relação com a sociedade como um todo. Até lá, deixo-os com a pesquisa da semana.

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Uma resposta to “Estilo de vida”

  1. Christopher Says:

    Os comentários são centralizados no último post publicado.


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