As pessoas e o planeta importam

 

Inicio este blog com um “post” sobre a nef – New Economics Foundation, um centro de pesquisa e ação inglês ao qual me associei recentemente e que é provavelmente o principal ponto de referência mundial sobre a Nova Economia.

Observo, de saída, que a palavra “economics” não deixa dúvidas. Trata-se de buscar os elementos para uma nova teoria que redefina desenvolvimento econômico conciliando crescimento, justiça social, sustentabilidade ambiental e bem estar da coletividade.

Fundada em 1986 pelos lideres do TOES (The Other Economic Summit) que se confrontava aos encontros do G7 e posteriormente G8, a nef tem uma impressionante produção acadêmica e também uma intensa atuação principalmente na Inglaterra.

A publicação “21 Hours” propondo a semana de trabalho de 21 horas chamou-me a atenção imediatamente por ser a jornada de trabalho uma questão que considero chave. Nas palavras da nef, a sua redução drástica possibilita equacionar “questões urgentes e inter-relacionadas: trabalho excessivo, desemprego, super consumo, alta emissão de carbono, baixo bem estar, desigualdades e falta de tempo para viver sustentavelmente, cuidar do próximo e simplesmente desfrutar a vida”.

A nef tem hoje 5 projetos chave: The Happy Planet Index, Social Return on Investment, Interdependence, Co-production e A new economic model, que são conduzidos por uma ou mais de suas 8 áreas de trabalho: Well-being, Democracy and Participation, Social Policy, Finance and Business, Valuing What Matters, Climate Change and Energy, Connected Economies e Natural Economies.

Hoje, todo este trabalho da nef está articulado em torno de uma campanha pela transição para a Nova Economia e que chama de “The Great Transition”. Esta campanha sugere medidas para efetivar a Nova Economia ao mesmo tempo em que desenvolve uma teoria econômica compatível. As principais medidas abordadas incluem a avaliação dos reais custos de um produto ou serviço levando em conta o impacto social e ambiental, a redistribuição do tempo de trabalho, da renda e da riqueza, o rebalanceamento dos mercados em relação à esfera pública ampliando a definição de bens públicos e preconizando o envolvimento dos favorecidos através da coprodução do bem estar coletivo, a tomada de decisões públicas pelos diretamente afetados e interessados valorizando a especificidade de cada núcleo urbano e cultura, a reeducação que permita que a produção e a tomada de decisões se deem localmente, a irrigação econômica com a mudança nos critérios de taxação e de ação das instituições financeiras, e o reconhecimento da interdependência das nações no enfrentamento das desigualdades sociais e problemas ambientais. Falarei sobre cada um destes assuntos em posts específicos.

Bem, com este breve quadro já é possível perceber o porte, a importância da atuação e a repercussão do trabalho da nef, que na verdade só é possível devido ao crescente reconhecimento pela sociedade da necessidade imperiosa de mudança.

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Uma resposta to “As pessoas e o planeta importam”

  1. Christopher Says:

    Os comentários são centralizados no último post publicado.


Comentários encerrados.

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