Uma civilização entre o extermínio e a mudança?

Maior explosão de todos os tempos. Teste da bomba de hidrogênio pela União Soviética em 1961.

A economia dual pode não vir a ser dominante. Muito pelo contrário.

É claro, este blog mostra, de forma consistente, que além de existir, a economia dual está em  permanente expansão relativamente à de mercado. Tal expansão leva naturalmente a concluir que a economia dual, em algum momento, venha a ser dominante o que provocaria, de uma forma ou outra, uma radical mudança do sistema atual.

Mas, contra tal mudança estão os que se beneficiam do sistema atual e que são capazes de tudo menos de abrir mão dos seus benefícios. E, tem à mão um imenso poder para conter a mudança: militar, institucional, econômico e jurídico.

Contam com aliados decisivos na manutenção do “status quo”: uma grande parte dos que vivem e gostam da  “maravilhosa” aventura consumista em curso. Eles são parte do chamado mercado e se consideram também beneficiados, e em parte o são, apesar do comprometimento de seu bem estar pessoal e familiar.

E, ainda, são favorecidos pela inércia à mudança provocada pelo gigantismo da máquina produtiva global que faz crer que seja  perene e insuperável. Vale notar que a infraestrutura produtiva global não para de se expandir, modernizar e aperfeiçoar. E que seus mecanismos de transporte e distribuição estão fortemente disseminados de forma a garantir que os produtos e serviços estejam disponíveis a todos os que participam do mercado.

É esta força contrária à dominância da economia dual que a torna incerta e leva a considerar outras possibilidades com probabilidade expressiva de ocorrência.

Uma, é nada ser feito para conter a crise ambiental e social decorrente do crescimento exponencial na esperança de que ou não ocorra ou, seja enfrentada com novos recursos tecnológicos. O que gera um enorme risco de extermínio para a civilização atual.

Outra, é o acirramento de conflitos entre potencias atômicas, também, em parte, decorrentes dos impasses do sistema atual. O emprego de bombas atômicas no curso destes conflitos implica também o possível extermínio da civilização atual. A possível reação dos EUA e seus aliados à tentativa da Coreia do Norte de fazer parte do “clube” do qual já participam, entre outros, Israel, China, Paquistão e Índia é assustadora principalmente agora que, tudo indica, a Coreia do Norte explodiu em teste uma bomba de hidrogênio e que já teria o tamanho adequado para ser lançada por míssil de longo alcance o qual o país acaba de demonstrar que dispõe.

Também, não se pode descartar a possibilidade de armas atômicas virem a cair em mãos de grupos dispostos a utilizá-las, gerando retaliações em cadeia.

Ou, ainda, no curso de conflitos “convencionais”, ocorrer a exclusão em guetos dos “despossuídos” o que os transformaria involutivamente numa subespécie humana. Tenebrosa, a massiva “destruição criativa!!!” necessária para tais contenções permite ao sistema, ao mesmo tempo, novos ciclos de crescimento econômico. As 2 últimas grandes guerras são exemplos de que esta possibilidade é tudo menos remota.

Ao detalhar estas outras possibilidades ficam ainda mais evidentes as dificuldades que uma transição para uma economia dual tem que superar. Isto, mesmo supondo que conflitos e crises possam, de alguma maneira, induzir a sua ocorrência.

Esta consideração, realista, não diminui, a meu ver, a importância de focar, expor e detalhar neste blog uma possibilidade concreta para a preservação da civilização atual. Mas, leva a que, caracterizada a economia dual e sua tendência dominante, a enfase passe a ser acompanhar a evolução dos acontecimentos, divulgar notícias relacionadas à economia dual e apresentar resumos e análises de trabalhos relacionados ao tema. Permanece, é claro, a atualização, se necessário, de tal caracterização e a revisão e a classificação dos posts e links do blog de forma a permitir a quem se interessa pelo assunto a ter uma fonte útil para consulta e leitura.

Em decorrência, ao mesmo tempo que em constante atualização, este blog passa a ter postagens em intervalos irregulares, sempre que algum tema esteja pronto para ser apresentado.

É neste novo contexto que uma nova série de posts está em elaboração. Fazem um resumo crítico do livro “Patterning instinct” que apresenta uma história cultural da humanidade e pretende mostrar que a civilização pode ser capaz de encontrar o caminho de sua sobrevivência. Será? A ver.

 

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Direita ou esquerda já não é a chave para entender as ideologias.

A intervenção da mulher sabina. Museu do Louvre. Jacques-Louis David.

Focado na recente eleição da nova prefeita de Roma, Virginia Raggio, com 67% dos votos, Daniel Aarão Reis faz, em artigo, um interessante resumo da fundação de Roma, uma ampla análise dos desafios da administração da cidade (tradição machista, falta de transparência, corrupção, descrédito nos partidos e no sistema eleitoral, isenções indevidas de impostos dentre elas, ao Vaticano, dívidas bancárias, transito caótico, corporativismo, coleta precária de lixo, e por aí vai), deixa transparecer esperanças na democracia representativa e aponta para a impropriedade da dicotomia ao se classificar as ideologias.

No artigo “A loba de Roma”  ele afirma:

“A nova loba de Roma pertence aos quadros do Movimento Cinco Estrelas, partido alternativo que, desde 2009, quando apareceu, subverte a atmosfera política italiana e questiona as hegemonias consagradas. As direitas e os fascistas não confiam nele. As esquerdas tradicionais o acusam de “fazer o jogo das direitas”. Grandes interesses econômicos o caracterizam como “populista”. Mas muitos partidários das esquerdas alternativas não apenas ingressaram no Cinco Estrelas, como votam preferencialmente em seus candidatos.”

Acesse aqui o post completo.

As melhores incubadoras de inovação estão nas favelas.

Vale a pena ler a entrevista do professor Kirk Bowman recém publicada e cujo título é o mesmo deste post.

Certamente, ao invés de incubadora seria melhor referir-se a semente já que não se tratam de empreendimentos nascentes mas sim de exemplos concretos em que os os próprios interessados partem para a ação, mas, o que não invalida o conteúdo da entrevista.

 Dentre outras passagens, vale a pena citar:

“A inovação que eu não conhecia até vir para o Brasil é esse processo local, que cria redes de pessoas, encontros, novas comunidades e que traz felicidade. Estamos interessados em inovação social, que usa novas configurações de comunidades bem-sucedidas e desenvolvimento global a nível local.”

 “O Brasil está acordando. Você não pode depender de políticos e grandes empresas para cuidar das pessoas. As pessoas devem criar as próprias soluções. E isso está sendo feito nas favelas. E muitas pessoas de classe média estão unindo esforços nessas comunidades por meio do voluntariado e de projetos.”

Referendo no Reino Unido – decisão direta mas inconsistente.

O líder vitorioso, xenófobo e o derrotado preso à tecnoburocracia e ao austericídio da UE.

Um esclarecedor e aprofundado artigo intitulado “Brexit, Grexit, União Europeia e a desglobalização” sobre o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia e escrito por José Eustáquio Diniz Alves é uma referência obrigatória para quem deseja uma análise histórica, cultura, econômica e política sobre um acontecimento que traz impactos previsivelmente dramáticos.

Acesse aqui o post completo.

Superbactérias resistentes a antibióticos e os guetos.

Sucessivas e cada vez mais violentas tentativas de segmentos privilegiados isolarem os demais em guetos formados dentro e principalmente fora dos países desenvolvidos são inevitáveis. O muro para impedir a entrada de mexicanos nos EUA já é uma realidade que se expande com o apoio de milhões de americanos. As barreiras europeias aos refugiados de países em guerra no Oriente Médio e Africa é outro exemplo brutal e atual.

As tentativas de preservação de seus privilégios são em vão. A economia depende da globalização e do crescimento dos mercados. Sem eles, desaba ainda mais rápido. E com eles, a crise ambiental amplia ano a ano os riscos da própria existência da humanidade.

Não bastasse tudo isto, um recente e impressionante relatório sobre a expansão de superbactérias resistentes aos antibióticos mostra um outro risco também alarmante para a civilização. E que só se agrava, evidentemente, com as tentativas de formação de guetos.

Leia um resumo do relatório em português e o relatório completo em inglês.

Saneamento, a prioridade das prioridades para o Brasil.

Instituto Trata Brasil, Sabesp e Maurício de Souza Produções lançam cartilha sobre uso racional de água.

Despreze os 2 primeiros parágrafos, com nítida e infeliz intenção político-partidária, e você encontrará uma excelente analise de José Eli da Veiga sobre ser o saneamento a prioridade das prioridades para o Brasil de hoje.

“As taxas de retorno de investimentos em saneamento variam de 17% a 55%, com benefícios duas a oito vezes seus custos, informa o Banco Mundial. Porém, com menos da metade de sua população atendida por esgoto, o Brasil ocupa o 112º lugar na classificação mundial e o 12º na da América Latina. Em vizinhos como México e Venezuela, só 10% da população continuam a sofrer os malefícios de esgoto a céu aberto.”

Certamente este deveria ser o foco principal do anunciado e bem vindo super grupo de trabalho, no estilo do grupo de controle do plano de metas de JK (50 anos em 5), destinado a incentivar e romper barreiras nas parcerias público-privadas. Leia o artigo completo.

A ênfase nas comunidades locais não é a chave para o paraíso.

Mesmo Marx, ao elogiar as cooperativas de trabalhadores como o prenuncio de uma nova ordem reconheceu que tais cooperativas não tem como deixar de reproduzir todas as deficiências do sistema vigente.

Assembleia Geral discute temas de interesse das comunidades locais de Tiquié e baixo Uaupés.

Nos EUA e em alguns países da Europa, principalmente, tem havido uma forte disseminação da ideia de que o foco no desenvolvimento local é a chave para a humanidade superar a crise ambiental e social e promover o bem estar individual. A proposta central desta solução “comunitária” consiste em substituir localmente os produtos hoje importados para a região. Lotes menores de produção, métodos de fabricação mais intensivos em mão de obra, tecnologia adequada à escala e otimização do transporte representam uma expansão do movimento de produção sustentável de alimentos.

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Por que os EUA tem a maior taxa de pobreza dentre as 20 economias mais desenvolvidas?

Procurar a reforma dentro do sistema pode ajudar, mas o que agora é desesperadamente necessário é a mudança transformadora do próprio sistema. Gus Speth.

84 aviões F-15 e a modernização de outros 70 aparelhos por US$ 80 bilhões. Operações semelhantes a esta com a Arábia Saudita são feitas pelos EUA em todo o mundo.

84 aviões F-15 e a modernização de outros 70 aparelhos por US$ 30 bilhões. Operações semelhantes a esta com a Arábia Saudita são feitas pelos EUA em todo o mundo.

Curiosamente, o 2º post deste blog, publicado no final de 2010, foi motivado por uma palestra de Gus Speth sobre a eminente necessidade de conjunção de esforços de ambientalistas e ativistas sociais. E agora, no início desta nova fase do blog, apoio-me num novo, oportuno e excelente artigo do mesmo ativista, agora clamando pela transformação (revolução), intitulado “Os EUA são o melhor país se o critério for estar em último lugar”.

Ele começa, explicando a razão de ser do título, comparando os EUA às outras 19 economias mais desenvolvidas do planeta. Dentre os 20 países, os EUA têm:

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A Petrobras, o pré-sal e o tiro no pé.

“O fato é que o pré-sal tem fracassado e, de certa forma, contribuiu para que o Brasil passe pela maior recessão de sua história. O sonho do Eldorado que forneceria recursos para a educação, a saúde e os municípios virou pesadelo. Em vez de industrialização liderada pelos combustíveis fósseis, temos uma grande desindustrialização do país e aumento das taxas de desemprego.” José Eustáquio Diniz Alves.

Alguns dos recentes “estrategistas” da Petrobras.

Em 2006 ocorreu a descoberta de petróleo no pré-sal brasileiro. De “olho grande” cada vez maior à medida que novas descobertas aconteciam os “estrategistas” brasileiros seguraram a partir de 2008 novas licitações pelo regime de concessão para que um novo modelo voltado para os “interesses nacionais” fosse implantado.

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Crescimento desqualificado e exponencial – a marca comum das propostas do PT e do PMDB.

“… não estão nem um pouco preocupados em explicar como um padrão de consumo da classe média das economias desenvolvidas possa ser expandido para bilhões de pessoas sem explodir o planeta. Quem sabe, pensem apenas num jeitinho de incluir uma parte dos brasileiros nesta “boquinha” que aliás não é tão boa assim.”

É curioso, as recentes propostas do PT (O futuro está na retomada das mudanças) e do PMDB (uma ponte para o futuro) são conflitantes apenas na aparência e no jargão. No fundo ambas defendem o mesmo e “esquecem” o principal. Achei especialmente importante trazer isto à tona porque além de criarem uma esperança vã, tais propostas, com pequenas nuances, são a base do credo de todos os partidos existentes e dos que estão por se criar.

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Corrupção endêmica, estelionato eleitoral e aguda crise econômica – o que revelam?

“O estelionato eleitoral é mais uma face da falência do sistema de representação pelo voto no qual o representante nada tem a ver com o representado.”

Os acontecimentos em curso no Brasil, muito mais do que tomar partido por um grupo ou outro, leva-nos a constatar as profundas dificuldades por que passa o atual sistema econômico, político e social e ajudam a vislumbrar que para superá-las será preciso que uma nova ordem se imponha.

A corrupção endêmica carrega a marca do capitalismo que se auto proclama da livre inciativa mas que no mundo moderno mantêm suas margens de lucro através de monopólios, oligopólios e falsa competição. O estelionato eleitoral é mais uma face da falência do sistema de representação pelo voto no qual o representante nada tem a ver com o representado. E a crise econômica mostra ao mesmo tempo um estado que tudo quer fazer e pouco pode e uma realidade profunda a qual se tenta ver como passageira, mais um ciclo do sistema econômico.

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De uma nova economia para o pós-capitalismo e agora, a economia dual

“Concretamente, os exemplos mais importantes de trabalho livre são o voluntário, a criação digital, o doméstico, o de autossubsistência, o do investimento pessoal, a criação artística, cultural ou científica, as atividades sociais e as atividades amadorísticas.”

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Figuras duais

As razões de nova mudança no foco deste blog.

Durante seus 4 primeiros anos este blog teve foco na Nova Economia, movimento que nasceu na Inglaterra em 1984 e que fortaleceu-se tanto lá quanto nos EUA. Ele pode ser sintetizado em três objetivos interligados: redução da desigualdade social, preservação ambiental e maior bem estar.

Ao longo destes anos ficou mais do que evidente que tais objetivos ameaçam de morte o sistema atual já que demandam a superação tanto dos pressupostos econômicos quanto das bases política e social do capitalismo.

Mas, tanto nos EUA quanto na Inglaterra as principais lideranças e organizações da Nova Economia, dada a forte rejeição, evitam abordar tais consequências. Neste países, via de regra, falar em superação do capitalismo significa socialismo, o que obviamente não é fato, mas o preconceito tem força suficiente para impedir que as mencionadas organizações e lideranças encarem de frente a questão. Em consequência, o movimento tem-se enfraquecido e derrapa na incongruência de suas propostas.

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Democracia direta e a falência da representação.

“… a internet pode vir a ser o mais eficaz instrumento para essa inevitável sucessão do regime de representação democrática.” Cacá Diegues.

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Mais um vez, insisto: o sistema de representação chamado de “democrático” está falido. Representantes não respondem aos seus representados e sim a seus próprios interesses e aos dos que os financiam.

Tratei disto em diversos posts, relacionados no tópico Democracia direta em especial um escrito por Elimar Nascimento: A democracia sobreviverá ao século 21?.

Curiosamente, o que me traz de volta foi um recente, oportuno e interessante artigo de Cacá Diegues “A nuvem sabe das coisas”. Em essência, ele considera a possibilidade da internet vir a ser o instrumento para resolver este problema crucial.

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Além da economia de mercado.

O socialismo fracassou e agora, vinte anos após a queda do muro de Berlim, assistimos à falência do capitalismo e de seu fundamentalismo de mercado.”

Vinte anos da queda do muro de Berlim.

O artigo do historiador britânico Eric Hobsbawn intitulado “Beyond the free market” ajuda, e muito, a caracterizar o que se entende por pós-capitalismo. Vamos a ele, traduzido para o português, e, bom proveito.

O breve século XX foi uma era de guerras religiosas entre ideologias seculares. Por razões mais históricas do que lógicas, o século passado foi dominado pela oposição entre dois tipos de economia mutuamente excludentes: o “socialismo”, identificado com as economias centralmente planejadas do tipo soviético, e o “capitalismo”, que cobriu todo o resto.

Esta aparente oposição radical entre um sistema que tentou eliminar a busca do lucro pela empresa privada (ou seja, o mercado) e outro que procurou eliminar qualquer restrição do setor público e outras sobre o mercado, nunca foi realista. Todas as economias modernas devem combinar o público e o privado de variadas maneiras e intensidades e de fato o fazem.

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Por que uma sociedade pós-capitalista?

”Não se consegue nem imaginar este mar de gente consumindo no chamado padrão “desenvolvido”: automóvel, estradas e vias de circulação para veículos individuais, bens descartáveis, desperdício, educação e saúde privadas, casa própria, saneamento, segurança, energia abundante e barata, lazer, viagens, e mais, muito mais.”

Porque o sistema econômico atual não tem como oferecer uma resposta apta para as questões ambientais e sociais e com isto, ameaça, de morte, a civilização. Umbilicalmente atrelado ao lucro e tratando-o como o motivador principal da ação humana, é incapaz de dirigir suas ações priorizando a redução da desigualdade, a preservação ambiental e maior bem estar.

E porque, a necessidade de uma nova economia, decorrente do acima exposto, traz, por sua vez, invitáveis e profundos desdobramentos nas dimensões política, social e demais aspectos da vida humana, o que significa, portanto, uma nova forma de convivência entre as pessoas.

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O capitalismo, como tudo, teve início e terá fim.

“Há 4 anos, quando comecei este blog, a noção de que ambientalistas e ativistas sociais precisavam unir esforços era parte essencial da pauta. E o movimento por um Nova Economia ajudou a que isto acontecesse. Hoje, está mais do que evidente, que aqueles e também o movimento por uma Nova Economia precisam evoluir de concepções e práticas reformistas para outras, transformadoras.”

Junto com o capitalismo, o fim da civilização atual?

Começo hoje uma nova fase desta aventura que tem sido manter vivo e atuante o blog sobre a Nova Economia.

Nova fase marcada pela afirmação clara de que as razões do movimento – redução da desigualdade, preservação ambiental e maior bem estar – implicam, para serem alcançadas, na superação do capitalismo.

As teses de uma Nova Economia permanecem, é claro, válidas. O fim da tirania do crescimento econômico como objetivo em si mesmo, a redução radical da jornada de trabalho, a taxação do carbono e demais internalizações dos custos sociais e ambientais, para vingarem, precisam de um amplo movimento de massas capaz de impor tais mudanças e que levam inevitavelmente a um novo sistema econômico, político e social que, por enquanto, melhor pode ser definido como pós-capitalismo já que seu contorno é ainda fluido e, na melhor de nossas esperanças, se dará a partir de praticas realmente democráticas.

Acesse aqui o post completo.

Programação para o verão de 2015.

Pretendo, durante este verão,  rever a apresentação, definir e detalhar o trabalho para o próximo ano e reorganizar a extensa coleção de textos e informações criados e coletados ao longo dos 4 anos de existência deste blog e que motivaram os cerca de 73 mil acessos. Até lá, deixo ao leitor a possibilidade de explorar, rever e comentar os temas que mais lhe interessem.

Os comentários, neste período, continuarão a ser liberados e respondidos tão logo recebidos. E as notícias, atualizadas regularmente.

O próximo post será publicado na quarta-feira, 11 de março de 2015.

Boas festas e um feliz 2015.

Publicado em Não categorizado. Comentários desativados em Programação para o verão de 2015.

A natureza não pode ser precificada, avaliada, monetizada ou financializada.

“… Nós estamos testemunhando a morte tanto da teoria quanto da prática do capitalismo neoliberal. Esta é a doutrina que afirma que o mercado pode resolver quase todos os problemas sociais, econômicos e políticos.”

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

O Ministro do Meio Ambiente peruano encerra as negociações do COP-20 em Lima.

Externalidades – 4.

Encerro hoje a série sobre a internalização de externalidades com uma relação comentada de alguns artigos e notícias que ajudam a ampliar a compreensão de tema aparentemente complexo mas que na verdade é quase autoevidente, além, é claro, de ser aplicação essencial para a transição para uma Nova Economia.

Antes, retorno à pergunta feita no 1º post: Será que o recente acordo entre os EUA e a China definindo limites a serem alcançados até 2030 e diretrizes para a descarbonização atende aos objetivos de redução da desigualdade, preservação ambiental e bem estar?

Acesse aqui o post completo.

Você acredita que soluções tecnológicas tais como o uso do hidrogênio e o da fusão nuclear resolverão a crise ambiental?

Publicado em Pesquisas. Comentários desativados em Você acredita que soluções tecnológicas tais como o uso do hidrogênio e o da fusão nuclear resolverão a crise ambiental?

Afinal, taxação e impostos são a mesma coisa?

Simon Kuznets estava errado. Não só o crescimento capitalista não reduz a desigualdade, ele a aumenta.”

(Participe da pesquisa de opinião sobre este post, logo em seguida a ele.)

Externalidades -3.

Volto hoje à questão da internalização de custos sociais e ambientais tratando da taxa Tobin e do uso de impostos. No próximo post, último da série, respondo à dúvida apresentada no 1o sobre o recente acordo ambiental dos EUA e China.

A taxa Tobin, proposta por James Tobin, tornou-se a principal opção em discussão para compensar externalidades apesar de, até hoje, não ter sido implementada, mesmo porque depende de sua aceitação, ao mesmo tempo, pelas economias mais importantes. Essencialmente, trata-se de uma taxa aplicada sobre toda e qualquer transação financeira privada entre países.

Tal taxa, segundo Tobin, é voltada para atender prioridades globais tanto ambientais quanto sociais, ajuda a evitar a volatilidade do mercado cambial e a restaurar a soberania econômica das nações. Estima-se que a receita associada à taxa alcance um valor entre 100 e 300 bilhões de dólares anuais, a partir de um percentual entre 0,1 e 0,25 incidindo sobre as transações especulativas de moeda que alcançam diariamente cerca de 1,8 trilhões de dólares.

Acesse aqui o post completo.

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